segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Unidade 6/7 - O Mundo Grego

Olá turma,
A matéria dessa prova é um pouco extensa porque continuamos estudando o mundo grego para a AV2. Escrevei apenas sobre o que aparecerá na prova, ok?

Ao longo de todo o tempo que estudamos o mundo grego retornamos diversas vezes ao conceito de cidades-Estado porque as cidades gregas eram organizadas desse modo, pois cada uma tinha sua própria administração, leis, organização social e governantes. Nós já estudamos isso através de outros conteúdos de modo que esse tema não é uma completa novidade para nós.
Quando estudamos o mundo grego conversamos sobre diversos assuntos, como a expansão colonial grega, o surgimento da democracia e da cidadania, assim como o predomínio da cidade de Atenas e sua relação com Esparta, outra importante pólis daquele contexto. 
Logo no início do conteúdo falamos sobre a Guerra de Tróia, ocorrida por volta de 1250 a.C, através de duas obras literárias baseadas nos relatos orais sobre o conflito, como a Ilíada e a Odisseia. Ambas atribuídas a um escritor grego chamado de Homero relatam o conflito e as aventuras de Ulysses para retornar à sua terra após a guerra. Nas duas obras é possível perceber  diversas características da sociedade grega daquele contexto, como a valorização ao conflito, as crenças, o modo de vida, dentre outros aspectos.
     Em seguida, voltamos nossas atenções para a cidade de Atenas, certamente uma das mais importantes do mundo grego e a mais conhecida e estudada. De acordo com registros, essa pólis foi criada por volta do século VIII a.C e passou por diferentes formas de governo, primeiro a monarquia e, posteriormente, a oligarquia e o governo dos aristocratas. Foi durante essa forma de governo que ocorreram as reformas de Solón que buscavam reduzir as desigualdades sociais na cidade ateniense, como a tentativa da abolição da escravidão por dívida e a limitação da extensão das propriedades rurais. Além disso, a partir das reformas a riqueza de cada um era medida de acordo com a quantidade de produtos agrícolas que cada um possuía e, em razão disso, a participação nos assuntos políticos deixou de ser um privilégio da aristocracia.
    Por volta do século VI, uma nova forma de governo conhecida como democracia foi elaborada a partir das reformas de Clístenes. Mesmo na democracia grega há maior participação nos assuntos políticos do que na monarquia e na oligarquia. Contudo, nem todos eram considerados cidadãos nesse mundo antigo e, por isso, eram excluídos das decisões políticas. Para ser considerado cidadão em Atenas era preciso ser um homem livre, ter mais de 20 anos e ter pai e mãe ateniense. 
   Logo, a partir desses critérios torna-se nítido que as mulheres de Atenas não tinham permissão para participar dos assuntos políticos, pois considerava-se que elas deveriam cuidar apenas dos assuntos privados e domésticos e caberia somente aos homens tratar dos assuntos públicos. Esse pensamento se refletia até mesmo na educação que era dada às mulheres porque apenas aquelas que pertencem à famílias ricas aprendiam a ler e a escrever. Além das mulheres, os estrangeiros e os escravos também não eram considerados cidadãos em Atenas. A escravidão era comum por todo o mundo grego e era a principal forma de produção das atividades econômicas.
Além da elaboração de uma democracia mesmo que limitada, foi também no mundo grego que surgiram características marcantes do mundo ocidental, como a filosofia e o teatro grego, desenvolvido em homenagem ao deus Dionísio e deu origem a duas importantes vertentes teatrais, como a tragédia e a comédia. (Revejam a páginas 173, 176, 164 e 165)

Esparta
Essa foi outra importante cidade do mundo grego. Foi fundada no século XII a.C. pelos dórios e controlava diferentes cidades no seu em torno. A sociedade espartana era dividida basicamente em três grupos, os esparciatas eram considerados os cidadãos e tinham todos os direitos políticos, compunham a minoria da população, se dedicavam apenas ao treinamento militar e compunham o exército de Esparta. Haviam também os hilotas. Eles correspondiam aos antigos habitantes que foram dominados pelos dórios e eram vistos como servos e de propriedade da cidade-Estado, não tinha liberdade de movimentação e não podiam ser vendidos, fato que os diferenciava dos escravos. Eram obrigados a trabalhar nas terras do Estado, tornado-se força de trabalho nos campos, cultivavam as terras com suas próprias ferramentas e pagavam um imposto do que produziam em espécie (moedas).
Diferente de Atenas, a cidade de Esparta era uma oligarquia e tinha como principal preocupação o serviço militar. Desde muito cedo, os meninos eram retirados de suas casas e passavam a receber treinamento militar focados em grande disciplina e obediência e, ao mesmo tempo, passavam a receber seus estudos. as obrigações militares terminavam apenas aos 30 anos de idade. 

A rivalidade entre Atenas e Esparta para ampliar o controle de cidades se acirrou a tal ponto que ambas entraram em conflito direto, no que ficou conhecido como a Guerra do Peloponeso (431 a.C-404a.C.), vencida pelos espartanos e enfraquecendo definitivamente a cidade ateniense, o que veio a facilitar o domínio macedônico por causa do enfraquecimento das forças atenienses e durante a conquista da Macedônia no mundo grego teria início e seria expandida para o Oriente a cultura helenística, ou seja, a difusão dos conhecimentos gregos pelo mundo oriental. (Revejam as páginas178, 179 e 180)

É isso!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Unidade 4 - Capítulo 1 e 2 - Mesopotâmia

Olá pessoal,
o conteúdo da nossa av2 é toda a unidade 4: capítulo 1 - Mesopotâmia e capítulo 2: hebreus, fenícios e persas.
Revisamos toda a matéria e fizemos alguns exercícios também.
Vamos ao cap. 1

O primeiro ponto que estudamos foi o significado de Mesopotâmia. A palavra, de origem grega, significa "terra entre rios" e faz referência a região localizada entre os rios Tigres e Eufrates e atualmente corresponde ao território do Iraque. (Revejam o mapa da página 100). 
Assim como os egípcios, os povos dessa região também utilizaram as cheias dos rios que fertilizavam o solo para a agricultura e a construção de canais de irrigação tanto para a agricultura e quanto para a distribuição de água.
Estudamos diversos povos diferentes nesses dois capítulos e o primeiro deles foram os sumérios.
Em torno de 3000 a.C, os sumérios fixaram-se exatamente na região entre os já citados rios Tigre e Eufrates e organizaram o que chamamos de cidades-Estado. Tratam-se de cidades autônomas que mantinham suas próprias formas de governo, sua religião, divisão do trabalho, dentre outros aspectos. As primeiras cidades fundadas foram Ur e Uruk. Além das cidades-Estado vimos também o desenvolvimento da escrita cuneiforme. Elaborada a partir de sinais e registradas em uma placa de argila. Com relação à religião, vimos que os sumérios eram politeístas, logo, acreditavam em vários deuses e os templos construídos, denominados de zigurates eram considerados a morada dos deuses. 

Babilônios
O Império Babilônio foi erguido na mesma região habitada pelos sumérios, por volta de 2350 a.C. O que estudamos, de fato, sobre os babilônios foi o Código de Hamurábi posto em prática pelo rei Hamurábi por volta de 1750 a. C (não se preocupem com datas). O código é um conjunto de leis orientados pelo "princípio de Talião" e estabelecia que os delitos praticados deveriam ser punidos com ações equivalentes ao mal praticado. (Revejam a página 107, exercício 4).

Hebreus
Os hebreus eram um povo que mantinham a sua história através da tradição oral, ou seja, as histórias do seus antepassados eram transmitidas para as novas gerações por meio da fala. Esses contos, no entanto, quando foram registrados em texto tornaram-se parte do Velho Testamento presente na Bíblia. 
Na História vemos que os hebreus eram pastores e circulavam pela região com seus rebanhos a procura de água. Eles eram organizados em clãs e cada um deles era chefiado por um patriarca. Quer dizer que um homem, de preferência o mais velho, tinha grande poder sobre os membros desses clãs. Por isso, a organização política dos hebreus ficou conhecida como patriarcado.
O relato mais conhecidos sobre os hebreus é o seu deslocamento de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã, considerada como a Terra Prometida, de Canaã para o Egito e, por fim, o retorno para a terra prometida. (Na página 110 há um mapa demonstrando esse deslocamento.) O que estudamos mesmo foi a libertação dos escravos hebreus (muitos deles tornados escravos a partir de guerras perdidas) por Moisés e a liderança dele ao guiar seu povo de volta para Canaã, episódio que ficou conhecido como Êxodo. (deslocamento do Egito para a Canaã).

Boa prova!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Unidade 3 - África Antiga - Capítulo 2 - A Núbia e o Reino de Cuxe

Oi pessoal,
não esqueçam!
O conteúdo da prova é toda a Unidade 3 (cap. 1 e 2)
Creio que vocês farão uma boa prova!

Depois do Egito estudamos a Núbia e o Reino de Cuxe. Quando falamos em "Núbia" devemos lembrar da região sul do Egito e, onde surgiu o Cuxe.  Desde a sua formação, o reino manteve fortes relações com os egípcios por causa da intensa troca comercial entre egípcios e cuxitas. Por algum tempo, o Egito dominou o Reino de Cuxe para garantir o acesso aos produtos desse reino através do pagamento de impostos. 

Nesse período o governo de Cuxe era exercido por um vice-rei de origem cuxita. Além disso, as trocas culturais entre os reinos foi intensa porque Cuxe adotou vários deuses egípcios, realizou a construção de pirâmides e a escrita hieroglífica. A separação entre ambos ocorreria apenas em 1000 a.C e seria formada, então, a nova capital: Méroe.

A cidade tornou-se um importante centro comercial porque atraia mercadores de diferentes regiões como os gregos, os romanos, os persas, os árabes e consequentemente ligava regiões comerciais como o oceano Índico ao mar Vermelho e o rio Nilo ao mar Mediterrâneo. Não esqueçam que além do comércio, Méroe desenvolveu a agricultura e o pastoreio como importantes atividades.

O fato curioso sobre Méroe é o papel exercido pelas mulheres na sociedade. O Reino de Cuxe foi governado por mulheres, assim como há registro delas demonstrando o seu comando em exércitos. 

Por fim, o declínio. Vimos que tentamos explicar o declínio do reino através do desmatamento para a abertura de pastos comprometeu o solo e a produção de alimento e isto provocou uma queda da produção. Além disso, povos nômades atacaram as aldeias cuxitas e prejudicou a atividade comercial. Em 350 d.C, Cuxe foi dominado pelo reino de Axum.

É isso!
Boa prova!

Unidade 3 - África antiga - Capítulo 1 - O Egito Antigo

Olá,
Esse post é a primeira parte da matéria.
Nós fizemos exercícios e revisamos todo o conteúdo. Creio que a prova não será complicada.
Vamos lá.

Turma,
conversamos diversas vezes sobre a importância do rio Nilo para a formação do Egito. Aliás, o rio organizou as atividades a serem desenvolvidas de acordo com a época do ano, pois nos momentos de cheia do rio e da inundação das áreas utilizadas para agricultura havia o trabalho voltado para as obras públicas e construção de pirâmides. Por outro lado, quando o Nilo recuava começava a época do cultivo e da colheita. 
Revisitem isso no livro: páginas 74 e 75.

A partir disso vimos a formação do Egito. 
Lembrem que o reino foi unificado pela união de diversos nomos. 
Os nomos eram pequenos terrenos que unificados formaram o baixo Egito e o alto Egito. A unificação em apenas um reino ocorreu no período de Menés e a sua primeira capital foi Tinis. 

Em seguida, vimos como era divida a sociedade egípcia. Como todos sabem o faraó era a principal autoridade do Egito e visto como um deus. Por isso, podemos afirmar que existia naquele momento uma teocracia. Isto ocorria porque o faraó - o chefe político - era visto considerado um deus (encarnação de Hórus e filho de Osíris). Devemos lembrar também que o poder no Egito era transmitido de modo hereditário, quer dizer, passava de pai para filho e em razão disso, formaram-se as dinastias que, por definição, é uma sequência de governantes da mesma família por um determinado período.

Não podemos esquecer que a sociedade não era formada apenas pelo faraó. Além dele existiam várias outras funções e de diferentes prestígios por toda a sociedade. Aqueles que trabalhavam para o faraó ocupavam os cargos de maiores influências e de prestígio como os sacerdotes, governantes, militares, escribas, dentre outros. No entanto, vimos também que a maior parte da população era formada por agricultores (camponeses) que não eram donos das terras e doavam parte do que produziam para os templos e ao faraó. Além dos agricultores, existiam também os pedreiros, oleiros, barqueiros, dentre outros.

E a escrita? Várias informações que temos sobre o Egito foram obtidas através da fonte escrita. Foram desenvolvidas 3 formas de escrever, a hieroglífica (a mais conhecida), a hierática (utilizada em documentos) e a demiótica, de uso popular. E para que escrever? Para se comunicar, mas também para registrar o que foi produzido e a quantidade da produção, assim como a quantidade de trocas estabelecidas. 

No estudo do Egito um dos pontos que mais chamam a atenção é a religião. Estudamos que trata-se de uma religião politeísta, ou seja, são cultuados vários deuses, como Ísis, Osíris, Hórus, Seth, Thot, dentre vários outros. Havia também a crença na reencarnação e, por isso, houve o desenvolvimento das técnicas de mumificação, quer dizer, a tentativa de preservação dos corpos.
(Leiam novamente a página 81, sobre o Tribunal de Osíris)

É isso!

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Unidade 2 - capítulo 2 - Chavin de Huantar e a civilização olmeca

Turma,
com esse post fechamos a matéria da av2.
Unidade 2 - cap. 1 e 2. (páginas 50-65)

Esse capítulo é bem curto e temos menos questões dele na prova.

Primeiro temos que estabelecer a localização geográfica da região que estamos estudando.
Chavin de Huantar está localizado na região dos Andes. Lembrem-se que a cordilheira dos Andes forma uma cadeia de montanhas extremamente alta e abrange boa parte do leste do continente americano, atravessando países como a Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile. 
A ocupação da região, as atividades humanas e o modo de vida foram extremamente influenciados pelas montanhas e vales que foram os Andes. Em razão das grandes altitudes, o desenvolvimento da agricultura não foi fácil e, por isso, as colheitas eram desenvolvidas em vales, com plantações de milho, algodão, batata e feijão. Por outro lado, no litoral a pesca conseguiu se desenvolver sem problemas. Em torno de 1400 a.C havia uma integração entre o litoral, o vale e as montanhas a partir das trocas de produção entre o litoral e os vales. 

Dessa integração entre regiões acredita-se que tenha surgido, por volta de 1500 a.C o Chavin de Huantar. Trata-se de um centro para rituais religiosos. Não se tratava de uma cidade, mas abrigava mais de mil pessoas e no seu interior havia um considerável estoque de alimentos  para abastecer a população e se desenvolviam plantações e a fabricação de peças de ouro, prata e cobre. Foram encontrados vestígios religiosos e o culto a deuses, um deles conhecidos como o deus jaguar, sabe-se que a influência religiosa foi grande na região até o Equador. Por outro lado, não há muito conhecimento sobre a sua organização política ou evidências que nos permitem pensar no desenvolvimento da escrita.

Olmecas
Os olmecas estão localizados no golfo do México, datam de aproximadamente 1200 a.C e são considerados como a primeira cultura complexa da Mesoamérica. 
Diferente do que vimos até aqui, os olmecas tinham conhecimento da agricultura e plantavam milho, abóbora, feijão, tomate e pimenta. Além disso, consumiam carne de animais. Os vestígios deixador por eles possibilitaram levantar a hipótese de que eram habilidosos em esculturas e nas construções. Aliás, é por causa de suas esculturas que conhecemos a sua arte (Vejam a página 65) 
Considera-se que os olmecas foram os primeiros a criar na Mesoamérica um sistema de escrita e, como era comum em outros povos, também desenvolveram observações astronômicas e criaram um calendário para auxiliar na agricultura.
Acredita-se que em torno de 400 a.C a cultura olmeca entrou em decadência e a região ocupada por eles foi abandonada.

Unidade 2 - Capítulo 1: Os paleoíndios da América

Olá turma,
esse capítulo é o primeiro da AV2, ainda falta o cap. 2.

Conforme estudamos na primeira unidade acredita-se que a espécie humana seja originária da África porque os fósseis mais antigos da nossa espécie foram encontrados nesse continente. De lá, os seres humanos se espalharam pelo mundo e povoaram a Europa, Ásia, Oceania e, por fim, a América. 
E como a nossa espécie teria chegado ao continente americano? 
A hipótese mais antiga considerava que os humanos teriam atravessado o Estreito de Bering em um período extremamente frio, o que teria provocado o congelamento daquela região e possibilitado a travessia para a América do Norte e, posteriormente, possibilitaria a ocupação do resto do continente do Norte em direção ao Sul. (Vejam o mapa da página 50 para lembrarem.) Essa hipótese passou a ser questionada a partir do momento que foram encontrados fósseis mais antigos no Chile, sul do continente americano, e outras três foram elaboradas.
1) o povoamento anterior da América do Sul (antes da América do Norte)
2) Dois tipos humanos com características distintas ocuparam a América: negroide e o mongolizado.
3) Ocupação da América a partir da Ásia, das ilhas do Oceano Pacífico e da Oceania, utilizando-se ou não da navegação.

Nós já vimos várias características dos paleoíndios nos capítulos anteriores. Por exemplo, acredita-se que os paleoíndios ocupavam praticamento toda a América por volta de 12.000 a.C e formavam grupos de nômades que viviam da caça, pesca e coleta. Por isso, desenvolveram instrumentos que os auxiliassem a sua vida, como barcos, pontas de flechas, anzóis, dentre outros.

A agricultura começaria, na América Central e nos Andes, aproximadamente no mesmo período que estudamos a passagem do Paleolítico e Neolítico, em torno de 10.000 a.C e a principal cultivo naquele momento era o milho, mas também a produção de batata, mandioca, feijão, dentre outros. Como vimos anteriormente, o desenvolvimento da agricultura contribuiu para a fixação em um mesmo território e o nomadismo e seminomadismo deu lugar, cada vez mais, para o sedentarismo. A partir da maior permanência em um território tornou-se possível o desenvolvimento de técnicas, como os canais de irrigação para a agricultura e o conhecimento sobre os melhores momentos para os plantios e colheitas.

No Brasil foram encontrados vestígios em diferentes regiões. No Piauí foram achados diversos sítios arqueológicos com pinturas rupestres que representavam os grupos humanos em situação de caça, na realização de rituais e a representação de animais. Apesar de localizarem pontas de flechas nesses sítios, não foram encontrados vestígios humanos, o que pode indicar que os grupos que possivelmente habitavam a região eram caçadores e coletores. Talvez sejam os vestígios mais antigos da América.

Em Minas Gerais encontraram-se vestígios de seres humanos que apresentavam as mesmas características de Luzia (Ver página 51). Esses grupos fabricavam instrumentos de pedra lascada, como raspadores e pontas de flechas, assim como furadores e anzóis feitos a partir de ossos de animais. Não eram agricultores, e sim caçadores e se alimentavam de carne e vegetais. Existe a hipóteses desses grupos terem sido dominados por seres humanos com características mongolizadas.

Sambaquis
Aproximadamente a 6.500 a.C grupos de pescadores e coletores ocuparam o litoral brasileiro. Os vestígios deixados por esses habitantes ficou conhecido como sambaquis e foram construídos com conchas e ossos de peixes. Existe a hipóteses de que grupos numerosos, mas apesar disso, não praticavam a agricultura e a cerâmica e conseguiam alimentação a partir da peca e da caça. Há indícios de que os sambaquis foram utilizados como moradias porque foram encontrados esqueletos e instrumentos, assim como representações de peixes, pássaros e animais.  

segunda-feira, 23 de março de 2015

Unidade 1 - Capítulo 2 - Os primeiros homens e mulheres

Oi turma,
esse post também faz parte da nossa AV1, ok?
O conteúdo da prova é toda a Unidade 1

O período que nós estamos estudando se chama Pré-História. Ele é o maior período da História porque seu início data do surgimento dos primeiros hominídeos a 5,5 milhões de anos até os primeiros registros do surgimento da escrita, em 3.500 a.C. Não se esqueçam que a Pré-História foi dividida em 2 partes: Paleolítico e Neolítico.

E como é possível obter informações sobre uma época tão distante da nossa? Esse época da História é muito mais estuda por paleontólogos e arqueólogos. Os primeiros são responsáveis por pesquisar em escavações, buscando vestígios materiais ou mesmo restos mortais. Paleontólogos, por sua vez, pesquisam resquícios de animais e vegetais. Os locais onde são achados os vestígios materiais são os sítios arqueológicos.

Pré-História: a História sem escrita
Mesmo não existindo a escrita, não podemos descartar o estudo da História desse período porque vimos que são grupos humanos que desenvolveram e compartilharam conhecimentos com as gerações seguintes. É importante reforçar que a completa ausência de fontes escritas não impedem o estudo desses povos tão antigos. Para realizar tais estudos é fundamental o trabalho conjunto com outros conhecimentos (a interdisplinaridade) como da Arqueologia, Paleontologia, Botânica, dentre outros.  

Relembre: Leia o "Tome nota" da página 26.

Os caçadores do Paleolítico
No Paleolítico os grupamentos humanos conseguiram dominar o fogo e desenvolver ferramentas e armamentos, mesmo que precários. Essas armas eram utilizadas, principalmente, para a caça. Além de caçadores, os grupos humanos desse período eram nômades também. Isso quer dizer que eles não se fixavam muito tempo em um mesmo lugar, pois à medida que a disponibilidade de alimentos diminuía, os grupos se deslocavam para outra região. Esse comportamento se alteraria apenas no Neolítico

Neolítico
Período: 12.000 a. C a 3.500 a. C

Em torno de 12.000 a. C e 10.000 a.C a Terra passou por mudanças climáticas e um aumento das temperaturas. Com isso, os grupamentos aperfeiçoaram a caça através do uso do arco e flecha e também desenvolveram a pesca. Nesse mesmo período, em diferentes regiões do planeta, os grupos começaram a praticar a agricultura. Cultivar alimentos marca o início do período Neolítico.
Olhem as páginas 28 e 29 do livro.

Modo de vida no Neolítico

O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: o aumento a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos. No primeiro momento devemos pensar em seminômades porque na agricultura é preciso esperar o crescimento das plantas, cuidar da plantação, colher e armazenar o que foi produzido. Isso tudo leva tempo.

Outras necessidades surgiram por causa da agricultura porque se os grupos se deslocavam menos, essas pessoas precisarão de construções para se abrigar. Além disso, por causa da agricultura novos instrumentos de trabalho foram desenvolvidos para garantir a colheita. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Por fim, não podemos esquecer do desenvolvimento da cerâmica para armazenar e cozinhar os alimentos.
É por isso que defendemos que houve a redução da necessidade de deslocamento e o aumento da disponibilidade de alimentos porque mesmo com o aprendizado da agricultura os grupos mantiveram a caça, coleta e pesca. Como a oferta de alimentos cresceu, a população acompanhou o crescimento.


Falta o capítulo 3 ainda, ok?