terça-feira, 24 de novembro de 2015

Unidade 9 - Cap. 1 - Novos tempo em Roma


Roma: uma potência imperial

O início do Império Romano coincide com a Pax Romana. O primeiro imperador romano foi Otávio Augusto e ele governou de 27 a. C. a 14 d. C. A Pax Romana, por sua vez, foi muito maior e perdurou ao longo do século I e atingiu seu ápice no século II. Esse período foi denominado desse modo porque as guerras de conquista chegavam ao fim e não havia possibilidade de revoltas internas ou forças estrangeiras que ameaçassem o Império Romano.
Quando a conquista estava garantida nas outras regiões os romanos levaram não apenas a sua cultura, mas também a sua língua e suas instituições. Lembrem-se que o latim, utilizado para a comunicação e a escrita dos romanos foi espalhado para todas as regiões. Aliás, o latim e as línguas locais sob domínio romano deram origem ao português, ao espanhol, ao francês, dentre outras línguas. Os romanos desenvolveram também o Direito e ao longo do tempo, ele passou por diversas adaptações. O latim e o Direito foram apenas duas das principais contribuições culturais dos romanos para o nosso mundo atualmente.

De que forma foi feita a expansão romana? O Império Romano foi formado a partir de muitas guerras. Estabelecido o domínio romano as propriedades agrícolas passavam a utilizar a mão de obra escrava. Roma cobrava impostos pelos produtos produzidos e isto criava uma fonte de dinheiro para o Império a partir da produção e do comércio desses produtos. Estes recursos eram utilizados para pagar funcionários que administravam o império e para formar o exército para se defender e garantir a posse sobre os domínios.
No entanto, a expansão romana atingiu seu limite máximo e neste momento, começaram a aparecer sinais que indicavam para uma crise no império. Com o fim da expansão, as lavouras não recebiam mais novos escravos. Com a diminuição do número de pessoas no campo, a produção agrícola foi reduzida e por causa disso, a arrecadação dos tributos cobrados por Roma também sofreu redução porque havia menos produtos disponíveis.
Por causa da menor arrecadação, o imperador romano Caracala estabeleceu em 212, o Edito de Caracala ampliou a cidadania romana para todos os homens livres que vivessem nos domínios do Império para aumentar a arrecadação, porque alguns impostos eram pagos apenas por cidadãos romanos. Pouco tempo depois, o Império entrou em um período muito conturbado de anarquia militar por causa da falta de pagamentos aos exércitos ao mesmo tempo que os persas tomaram províncias romanas orientais. O conflito com os persas foi longo e desgastante, fato que exigiu o deslocamento de forças romanas para o oriente do Império, acontecimento que facilitou a entrada de povos germânicos pelo leste e norte dos domínios romanos em busca de terras férteis.  
Para tentar solucionar a situação da entrada dos povos germânicos, da crise econômica, no Exército e na produção, os imperadores romanos apostaram na conciliação, no final do século III, alguns grupos germânicos foram autorizados a se fixarem no interior do império desde que pagassem impostos, servissem o exército e cultivassem as terras. Dessa relação com a terra surgiu o colonato que seria uma característica da História Medieval. Alguns grupos germânicos serviam nas terras de grandes proprietários sob esta nova forma de trabalho que estabelecia a concessão de parte das terras para os germanos para se estabelecerem e retirar o próprio sustento. Em troca, deveriam trabalhar também nas terras do proprietário e entregar parte do que eles mesmo haviam produzido. Essas pessoas não podiam deixar as terras, assim como não poderiam ser expulsas e não eram escravos.
Além disso, não podemos esquecer que o surgimento do cristianismo e o Império Romano são da mesma época. O cristianismo era uma religião que questionava o poder do próprio imperador romano por defender que o imperador não era um deus e, por isso, não deveria ser cultuado, e a religião de Roma deveria ser monoteísta e não politeísta. Tais ideias desencadeou a forte perseguição aos cristãos, fato que criou mais um problema para o império.
Contudo, no ano de 313 d.C. o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Edito de Milão. Com isso, a perseguição aos cristãos chegou ao fim e parar de persegui-los era menos um problema para o imperador romano e a partir desse momento, quando cada pessoa poderia adotar a religião que quisesse. Além de assinar esse documento, Constantino incentivou o comércio na parte oriental do império, principalmente, na região da cidade de Constantinopla, para tentar resolver os problemas econômicos do império.
Em 395 d. C, o imperador Teodósio foi mais longe do que Constantino com relação à religião. Ele mesmo se converteu ao cristianismo e, com isso, todo o Império passou a praticar a religião cristã e a antiga religião politeísta foi proibida. O Império Romano passou a ter uma religião oficial. Além disso, Teodósio dividiu novamente o império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.
No início do século V, em por causa do ataque dos hunos aos grupos germânicos que viviam próximos ao império provocou a forte entrada desse grupo nos domínios romanos, acontecimento que atraiu os hunos para o interior do império. Essa movimentação de hunos e germânicos no interior do território imperial provocou as grandes invasões bárbaras que, por sua vez, provocaram a quebra do Império Romano do Ocidente em vários reinos (Vejam o mapa da 223)
Em 476 d.C, (século V) o imperador Rômulo Augusto foi deposto (retirado do poder) por um dos povos germânicos que ameaçavam o império: o povo hérulo.Chegava ao fim o Império Romano do Ocidente.

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Cronologia
313 d.C.: Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão
369 a 395 d.C Teodósio: conversão para o cristianismo. A nova religião se torna a religião oficial de todo o Império.
Divisão do império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.

476 d.C.: fim do Império Romano Ocidental.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Unidade 8 - capítulo 2 - Império Romano

Esse post fecha o nosso conteúdo, ok?
Lembra: toda a Unidade 8

A República Romana chegou ao fim quando Otávio Augusto assumiu o poder e recebeu o título de Imperador. O seu governo, compreendido entre 30 a.C e 14 d.C foi marcado pelo fortalecimento das fronteiras e o apaziguamento das províncias rebeldes. Além disso, o exército e a marinha foram reorganizados e transformados em forças permanentes, houve a regularização da coleta de impostos para a manutenção do Império, do exército e para a construção de obras públicas. 
É desse mesmo período a Paz Romana (Pax Romana), contexto no qual chegaram ao fim as guerras de conquista e Roma conseguiu se impor nas províncias dominada. No século II o Império Romano atingiu o máximo de sua expansão. Foi um momento de grande prosperidade e desenvolvimento para a cidade de Roma, com a construção de mercados, teatros, circos, fóruns, templos, dentre outros monumentos e edifícios. 
Além disso, o comércio do império atingia diversas regiões e era feito com as moedas feitas pelo próprio império. Havia uma complexa rede de estradas para ligar as diferentes províncias. Existiam também as rotas marítimas para fins comerciais e de deslocamento de tropas. Pelo mar, chegavam mercadorias da China, da Índia e do próprio Mediterrâneo.
Uma vez dominadas as províncias, os romanos fundaram cidades e adequaram várias das já existentes de acordo com o modelo romano e criaram fóruns, basílicas, teatros seguindo as características do que já existia na capital imperial. Na verdade, estamos diante do processo de romanização, ou seja, outras cidades passariam a ter as mesmas características de Roma. Uma das principais características desse acontecimento foi a propagação do latim, a língua oficial do império, por diversas regiões sob seu domínio. Foi justamente o contato dessa língua com os idiomas locais que possibilitaram o surgimento das línguas neolatinas, como o português, o espanhol, o francês, dentre outras. 
No que diz respeito à administração, essas províncias eram controladas por governadores, nomeados pelo imperador. Os administradores, por sua vez, exigiam apenas que as regiões conquistadas reconhecessem as leis romanas e pagassem impostos e não interfeririam  nos costumes locais e nem na religião. 

É isso!
Bons estudos!

Unidade 8 - capítulo 1 - A República Romana

Olá turma
esse é o primeiro posto da nossa avaliação, ok?
O conteúdo é toda a Unidade 8 - O Mundo Romano

Em sala conversamos sobre o início da ocupação em Roma e o domínio etrusco. 
Nesse período de dominação dos etruscos, a cidade era governada por um rei. Os diversos monarcas etruscos eram a maior autoridade em Roma e seus governos deixaram diversas heranças para os romanos.  Contudo, o períodos dos reis chegou ao fim em 509 a.C, quando a monarquia foi extinta e uma nova forma de governo foi implantada: a República.
A República vem da expressão res publica que quer dizer "coisa pública" e trata-se de uma forma de governo que deveria ser voltado para o interesse comum de todos os cidadãos e o chefe do Estado era eleito pelo povo ou por uma assembleia. No entanto, na prática, os patrícios, os grandes proprietários de terras controlavam a política, as assembleias, os cargos políticos e governavam atendendo apenas seus interesses. O outro grupo social existente e que compunha a maioria da população eram os plebeus, composto por pequenos proprietários rurais, comerciantes, dentre outras funções.
Apesar de terem poucos poderes, os contantes conflitos com os patrícios por reivindicarem maiores participações sociais e políticas, conseguiram a criação do cargo de tribuno da plebe, sempre ocupado por um plebeu para representar seus interesses.

Além do tribuno da plebe, a República funcionava com outros órgãos políticos. Nesse contexto, existiam dois chefes de governo, cada um com mandato de um ano apenas e com autoridade para decidir sobre assuntos militares, civis e religiosos. Os cônsules eram os principais magistrados na República Romana. O Senado era o mais importante órgão político porque todas as decisões dos cônsules precisavam da avaliação dos senadores. Eram compostos por 300 membros e com mandato vitalício (por toda a vida).

Foi ainda no período republicano que teve início a expansão romana para outras regiões. Inicialmente, os domínios romanos se expandiram por toda a Península Itálica (atual Itália) no século III a.C. Porém, a ampliação dos domínios não pararam na Itália e no século I a.C abrangiam praticamente toda a Europa, como Portugal e França, regiões ao norte da África (Cártago), toda a Grécia e parte da Ásia Menor. 
E quais foram as consequências dessa expansão?
As terras conquistadas passaram para o controle do Estado (Roma) e este os distribuía entre os cidadãos, principalmente, entre patrícios e militares. Para os plebeus, no entanto, os novos domínios representaram um dura concorrência com grandes produtores, a perda de suas próprias terras, o pagamento de novos impostos e a saída de suas próprias propriedades para lutar nesses conflitos. Deve-se destacar também que a expansão romana trouxe como consequência o aumento considerável no número de escravos. 

Nesse contexto de crescimento do território, os tribunos da plebe, Tibério e Caio Graco fizeram uma série de propostas no Senado, como a reforma agrária, para diminuir as consequências ruins da expansão sobre os plebeus. Suas propostas não foram aceitas. 

 Além disso, a República encontrava-se cada vez mais envolvida em uma crise em função do aumento do poder e prestígio dos militares. O principal deles, no período, foi Júlio César, que conseguiu concentrar diferentes poderes e podia decidir sobre os assuntos militares, políticos e religiosos. Essa atitude de Júlio César desagradou profundamente os senadores que passaram a tramar e colocaram em prática o seu assassinato. Pouco tempo depois a República chegaria ao fim com Otávio Augusto.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Unidade 6/7 - O Mundo Grego

Olá turma,
A matéria dessa prova é um pouco extensa porque continuamos estudando o mundo grego para a AV2. Escrevei apenas sobre o que aparecerá na prova, ok?

Ao longo de todo o tempo que estudamos o mundo grego retornamos diversas vezes ao conceito de cidades-Estado porque as cidades gregas eram organizadas desse modo, pois cada uma tinha sua própria administração, leis, organização social e governantes. Nós já estudamos isso através de outros conteúdos de modo que esse tema não é uma completa novidade para nós.
Quando estudamos o mundo grego conversamos sobre diversos assuntos, como a expansão colonial grega, o surgimento da democracia e da cidadania, assim como o predomínio da cidade de Atenas e sua relação com Esparta, outra importante pólis daquele contexto. 
Logo no início do conteúdo falamos sobre a Guerra de Tróia, ocorrida por volta de 1250 a.C, através de duas obras literárias baseadas nos relatos orais sobre o conflito, como a Ilíada e a Odisseia. Ambas atribuídas a um escritor grego chamado de Homero relatam o conflito e as aventuras de Ulysses para retornar à sua terra após a guerra. Nas duas obras é possível perceber  diversas características da sociedade grega daquele contexto, como a valorização ao conflito, as crenças, o modo de vida, dentre outros aspectos.
     Em seguida, voltamos nossas atenções para a cidade de Atenas, certamente uma das mais importantes do mundo grego e a mais conhecida e estudada. De acordo com registros, essa pólis foi criada por volta do século VIII a.C e passou por diferentes formas de governo, primeiro a monarquia e, posteriormente, a oligarquia e o governo dos aristocratas. Foi durante essa forma de governo que ocorreram as reformas de Solón que buscavam reduzir as desigualdades sociais na cidade ateniense, como a tentativa da abolição da escravidão por dívida e a limitação da extensão das propriedades rurais. Além disso, a partir das reformas a riqueza de cada um era medida de acordo com a quantidade de produtos agrícolas que cada um possuía e, em razão disso, a participação nos assuntos políticos deixou de ser um privilégio da aristocracia.
    Por volta do século VI, uma nova forma de governo conhecida como democracia foi elaborada a partir das reformas de Clístenes. Mesmo na democracia grega há maior participação nos assuntos políticos do que na monarquia e na oligarquia. Contudo, nem todos eram considerados cidadãos nesse mundo antigo e, por isso, eram excluídos das decisões políticas. Para ser considerado cidadão em Atenas era preciso ser um homem livre, ter mais de 20 anos e ter pai e mãe ateniense. 
   Logo, a partir desses critérios torna-se nítido que as mulheres de Atenas não tinham permissão para participar dos assuntos políticos, pois considerava-se que elas deveriam cuidar apenas dos assuntos privados e domésticos e caberia somente aos homens tratar dos assuntos públicos. Esse pensamento se refletia até mesmo na educação que era dada às mulheres porque apenas aquelas que pertencem à famílias ricas aprendiam a ler e a escrever. Além das mulheres, os estrangeiros e os escravos também não eram considerados cidadãos em Atenas. A escravidão era comum por todo o mundo grego e era a principal forma de produção das atividades econômicas.
Além da elaboração de uma democracia mesmo que limitada, foi também no mundo grego que surgiram características marcantes do mundo ocidental, como a filosofia e o teatro grego, desenvolvido em homenagem ao deus Dionísio e deu origem a duas importantes vertentes teatrais, como a tragédia e a comédia. (Revejam a páginas 173, 176, 164 e 165)

Esparta
Essa foi outra importante cidade do mundo grego. Foi fundada no século XII a.C. pelos dórios e controlava diferentes cidades no seu em torno. A sociedade espartana era dividida basicamente em três grupos, os esparciatas eram considerados os cidadãos e tinham todos os direitos políticos, compunham a minoria da população, se dedicavam apenas ao treinamento militar e compunham o exército de Esparta. Haviam também os hilotas. Eles correspondiam aos antigos habitantes que foram dominados pelos dórios e eram vistos como servos e de propriedade da cidade-Estado, não tinha liberdade de movimentação e não podiam ser vendidos, fato que os diferenciava dos escravos. Eram obrigados a trabalhar nas terras do Estado, tornado-se força de trabalho nos campos, cultivavam as terras com suas próprias ferramentas e pagavam um imposto do que produziam em espécie (moedas).
Diferente de Atenas, a cidade de Esparta era uma oligarquia e tinha como principal preocupação o serviço militar. Desde muito cedo, os meninos eram retirados de suas casas e passavam a receber treinamento militar focados em grande disciplina e obediência e, ao mesmo tempo, passavam a receber seus estudos. as obrigações militares terminavam apenas aos 30 anos de idade. 

A rivalidade entre Atenas e Esparta para ampliar o controle de cidades se acirrou a tal ponto que ambas entraram em conflito direto, no que ficou conhecido como a Guerra do Peloponeso (431 a.C-404a.C.), vencida pelos espartanos e enfraquecendo definitivamente a cidade ateniense, o que veio a facilitar o domínio macedônico por causa do enfraquecimento das forças atenienses e durante a conquista da Macedônia no mundo grego teria início e seria expandida para o Oriente a cultura helenística, ou seja, a difusão dos conhecimentos gregos pelo mundo oriental. (Revejam as páginas178, 179 e 180)

É isso!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Unidade 4 - Capítulo 1 e 2 - Mesopotâmia

Olá pessoal,
o conteúdo da nossa av2 é toda a unidade 4: capítulo 1 - Mesopotâmia e capítulo 2: hebreus, fenícios e persas.
Revisamos toda a matéria e fizemos alguns exercícios também.
Vamos ao cap. 1

O primeiro ponto que estudamos foi o significado de Mesopotâmia. A palavra, de origem grega, significa "terra entre rios" e faz referência a região localizada entre os rios Tigres e Eufrates e atualmente corresponde ao território do Iraque. (Revejam o mapa da página 100). 
Assim como os egípcios, os povos dessa região também utilizaram as cheias dos rios que fertilizavam o solo para a agricultura e a construção de canais de irrigação tanto para a agricultura e quanto para a distribuição de água.
Estudamos diversos povos diferentes nesses dois capítulos e o primeiro deles foram os sumérios.
Em torno de 3000 a.C, os sumérios fixaram-se exatamente na região entre os já citados rios Tigre e Eufrates e organizaram o que chamamos de cidades-Estado. Tratam-se de cidades autônomas que mantinham suas próprias formas de governo, sua religião, divisão do trabalho, dentre outros aspectos. As primeiras cidades fundadas foram Ur e Uruk. Além das cidades-Estado vimos também o desenvolvimento da escrita cuneiforme. Elaborada a partir de sinais e registradas em uma placa de argila. Com relação à religião, vimos que os sumérios eram politeístas, logo, acreditavam em vários deuses e os templos construídos, denominados de zigurates eram considerados a morada dos deuses. 

Babilônios
O Império Babilônio foi erguido na mesma região habitada pelos sumérios, por volta de 2350 a.C. O que estudamos, de fato, sobre os babilônios foi o Código de Hamurábi posto em prática pelo rei Hamurábi por volta de 1750 a. C (não se preocupem com datas). O código é um conjunto de leis orientados pelo "princípio de Talião" e estabelecia que os delitos praticados deveriam ser punidos com ações equivalentes ao mal praticado. (Revejam a página 107, exercício 4).

Hebreus
Os hebreus eram um povo que mantinham a sua história através da tradição oral, ou seja, as histórias do seus antepassados eram transmitidas para as novas gerações por meio da fala. Esses contos, no entanto, quando foram registrados em texto tornaram-se parte do Velho Testamento presente na Bíblia. 
Na História vemos que os hebreus eram pastores e circulavam pela região com seus rebanhos a procura de água. Eles eram organizados em clãs e cada um deles era chefiado por um patriarca. Quer dizer que um homem, de preferência o mais velho, tinha grande poder sobre os membros desses clãs. Por isso, a organização política dos hebreus ficou conhecida como patriarcado.
O relato mais conhecidos sobre os hebreus é o seu deslocamento de Ur, na Mesopotâmia, para Canaã, considerada como a Terra Prometida, de Canaã para o Egito e, por fim, o retorno para a terra prometida. (Na página 110 há um mapa demonstrando esse deslocamento.) O que estudamos mesmo foi a libertação dos escravos hebreus (muitos deles tornados escravos a partir de guerras perdidas) por Moisés e a liderança dele ao guiar seu povo de volta para Canaã, episódio que ficou conhecido como Êxodo. (deslocamento do Egito para a Canaã).

Boa prova!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Unidade 3 - África Antiga - Capítulo 2 - A Núbia e o Reino de Cuxe

Oi pessoal,
não esqueçam!
O conteúdo da prova é toda a Unidade 3 (cap. 1 e 2)
Creio que vocês farão uma boa prova!

Depois do Egito estudamos a Núbia e o Reino de Cuxe. Quando falamos em "Núbia" devemos lembrar da região sul do Egito e, onde surgiu o Cuxe.  Desde a sua formação, o reino manteve fortes relações com os egípcios por causa da intensa troca comercial entre egípcios e cuxitas. Por algum tempo, o Egito dominou o Reino de Cuxe para garantir o acesso aos produtos desse reino através do pagamento de impostos. 

Nesse período o governo de Cuxe era exercido por um vice-rei de origem cuxita. Além disso, as trocas culturais entre os reinos foi intensa porque Cuxe adotou vários deuses egípcios, realizou a construção de pirâmides e a escrita hieroglífica. A separação entre ambos ocorreria apenas em 1000 a.C e seria formada, então, a nova capital: Méroe.

A cidade tornou-se um importante centro comercial porque atraia mercadores de diferentes regiões como os gregos, os romanos, os persas, os árabes e consequentemente ligava regiões comerciais como o oceano Índico ao mar Vermelho e o rio Nilo ao mar Mediterrâneo. Não esqueçam que além do comércio, Méroe desenvolveu a agricultura e o pastoreio como importantes atividades.

O fato curioso sobre Méroe é o papel exercido pelas mulheres na sociedade. O Reino de Cuxe foi governado por mulheres, assim como há registro delas demonstrando o seu comando em exércitos. 

Por fim, o declínio. Vimos que tentamos explicar o declínio do reino através do desmatamento para a abertura de pastos comprometeu o solo e a produção de alimento e isto provocou uma queda da produção. Além disso, povos nômades atacaram as aldeias cuxitas e prejudicou a atividade comercial. Em 350 d.C, Cuxe foi dominado pelo reino de Axum.

É isso!
Boa prova!

Unidade 3 - África antiga - Capítulo 1 - O Egito Antigo

Olá,
Esse post é a primeira parte da matéria.
Nós fizemos exercícios e revisamos todo o conteúdo. Creio que a prova não será complicada.
Vamos lá.

Turma,
conversamos diversas vezes sobre a importância do rio Nilo para a formação do Egito. Aliás, o rio organizou as atividades a serem desenvolvidas de acordo com a época do ano, pois nos momentos de cheia do rio e da inundação das áreas utilizadas para agricultura havia o trabalho voltado para as obras públicas e construção de pirâmides. Por outro lado, quando o Nilo recuava começava a época do cultivo e da colheita. 
Revisitem isso no livro: páginas 74 e 75.

A partir disso vimos a formação do Egito. 
Lembrem que o reino foi unificado pela união de diversos nomos. 
Os nomos eram pequenos terrenos que unificados formaram o baixo Egito e o alto Egito. A unificação em apenas um reino ocorreu no período de Menés e a sua primeira capital foi Tinis. 

Em seguida, vimos como era divida a sociedade egípcia. Como todos sabem o faraó era a principal autoridade do Egito e visto como um deus. Por isso, podemos afirmar que existia naquele momento uma teocracia. Isto ocorria porque o faraó - o chefe político - era visto considerado um deus (encarnação de Hórus e filho de Osíris). Devemos lembrar também que o poder no Egito era transmitido de modo hereditário, quer dizer, passava de pai para filho e em razão disso, formaram-se as dinastias que, por definição, é uma sequência de governantes da mesma família por um determinado período.

Não podemos esquecer que a sociedade não era formada apenas pelo faraó. Além dele existiam várias outras funções e de diferentes prestígios por toda a sociedade. Aqueles que trabalhavam para o faraó ocupavam os cargos de maiores influências e de prestígio como os sacerdotes, governantes, militares, escribas, dentre outros. No entanto, vimos também que a maior parte da população era formada por agricultores (camponeses) que não eram donos das terras e doavam parte do que produziam para os templos e ao faraó. Além dos agricultores, existiam também os pedreiros, oleiros, barqueiros, dentre outros.

E a escrita? Várias informações que temos sobre o Egito foram obtidas através da fonte escrita. Foram desenvolvidas 3 formas de escrever, a hieroglífica (a mais conhecida), a hierática (utilizada em documentos) e a demiótica, de uso popular. E para que escrever? Para se comunicar, mas também para registrar o que foi produzido e a quantidade da produção, assim como a quantidade de trocas estabelecidas. 

No estudo do Egito um dos pontos que mais chamam a atenção é a religião. Estudamos que trata-se de uma religião politeísta, ou seja, são cultuados vários deuses, como Ísis, Osíris, Hórus, Seth, Thot, dentre vários outros. Havia também a crença na reencarnação e, por isso, houve o desenvolvimento das técnicas de mumificação, quer dizer, a tentativa de preservação dos corpos.
(Leiam novamente a página 81, sobre o Tribunal de Osíris)

É isso!