segunda-feira, 20 de abril de 2015

Unidade 2 - capítulo 2 - Chavin de Huantar e a civilização olmeca

Turma,
com esse post fechamos a matéria da av2.
Unidade 2 - cap. 1 e 2. (páginas 50-65)

Esse capítulo é bem curto e temos menos questões dele na prova.

Primeiro temos que estabelecer a localização geográfica da região que estamos estudando.
Chavin de Huantar está localizado na região dos Andes. Lembrem-se que a cordilheira dos Andes forma uma cadeia de montanhas extremamente alta e abrange boa parte do leste do continente americano, atravessando países como a Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile. 
A ocupação da região, as atividades humanas e o modo de vida foram extremamente influenciados pelas montanhas e vales que foram os Andes. Em razão das grandes altitudes, o desenvolvimento da agricultura não foi fácil e, por isso, as colheitas eram desenvolvidas em vales, com plantações de milho, algodão, batata e feijão. Por outro lado, no litoral a pesca conseguiu se desenvolver sem problemas. Em torno de 1400 a.C havia uma integração entre o litoral, o vale e as montanhas a partir das trocas de produção entre o litoral e os vales. 

Dessa integração entre regiões acredita-se que tenha surgido, por volta de 1500 a.C o Chavin de Huantar. Trata-se de um centro para rituais religiosos. Não se tratava de uma cidade, mas abrigava mais de mil pessoas e no seu interior havia um considerável estoque de alimentos  para abastecer a população e se desenvolviam plantações e a fabricação de peças de ouro, prata e cobre. Foram encontrados vestígios religiosos e o culto a deuses, um deles conhecidos como o deus jaguar, sabe-se que a influência religiosa foi grande na região até o Equador. Por outro lado, não há muito conhecimento sobre a sua organização política ou evidências que nos permitem pensar no desenvolvimento da escrita.

Olmecas
Os olmecas estão localizados no golfo do México, datam de aproximadamente 1200 a.C e são considerados como a primeira cultura complexa da Mesoamérica. 
Diferente do que vimos até aqui, os olmecas tinham conhecimento da agricultura e plantavam milho, abóbora, feijão, tomate e pimenta. Além disso, consumiam carne de animais. Os vestígios deixador por eles possibilitaram levantar a hipótese de que eram habilidosos em esculturas e nas construções. Aliás, é por causa de suas esculturas que conhecemos a sua arte (Vejam a página 65) 
Considera-se que os olmecas foram os primeiros a criar na Mesoamérica um sistema de escrita e, como era comum em outros povos, também desenvolveram observações astronômicas e criaram um calendário para auxiliar na agricultura.
Acredita-se que em torno de 400 a.C a cultura olmeca entrou em decadência e a região ocupada por eles foi abandonada.

Unidade 2 - Capítulo 1: Os paleoíndios da América

Olá turma,
esse capítulo é o primeiro da AV2, ainda falta o cap. 2.

Conforme estudamos na primeira unidade acredita-se que a espécie humana seja originária da África porque os fósseis mais antigos da nossa espécie foram encontrados nesse continente. De lá, os seres humanos se espalharam pelo mundo e povoaram a Europa, Ásia, Oceania e, por fim, a América. 
E como a nossa espécie teria chegado ao continente americano? 
A hipótese mais antiga considerava que os humanos teriam atravessado o Estreito de Bering em um período extremamente frio, o que teria provocado o congelamento daquela região e possibilitado a travessia para a América do Norte e, posteriormente, possibilitaria a ocupação do resto do continente do Norte em direção ao Sul. (Vejam o mapa da página 50 para lembrarem.) Essa hipótese passou a ser questionada a partir do momento que foram encontrados fósseis mais antigos no Chile, sul do continente americano, e outras três foram elaboradas.
1) o povoamento anterior da América do Sul (antes da América do Norte)
2) Dois tipos humanos com características distintas ocuparam a América: negroide e o mongolizado.
3) Ocupação da América a partir da Ásia, das ilhas do Oceano Pacífico e da Oceania, utilizando-se ou não da navegação.

Nós já vimos várias características dos paleoíndios nos capítulos anteriores. Por exemplo, acredita-se que os paleoíndios ocupavam praticamento toda a América por volta de 12.000 a.C e formavam grupos de nômades que viviam da caça, pesca e coleta. Por isso, desenvolveram instrumentos que os auxiliassem a sua vida, como barcos, pontas de flechas, anzóis, dentre outros.

A agricultura começaria, na América Central e nos Andes, aproximadamente no mesmo período que estudamos a passagem do Paleolítico e Neolítico, em torno de 10.000 a.C e a principal cultivo naquele momento era o milho, mas também a produção de batata, mandioca, feijão, dentre outros. Como vimos anteriormente, o desenvolvimento da agricultura contribuiu para a fixação em um mesmo território e o nomadismo e seminomadismo deu lugar, cada vez mais, para o sedentarismo. A partir da maior permanência em um território tornou-se possível o desenvolvimento de técnicas, como os canais de irrigação para a agricultura e o conhecimento sobre os melhores momentos para os plantios e colheitas.

No Brasil foram encontrados vestígios em diferentes regiões. No Piauí foram achados diversos sítios arqueológicos com pinturas rupestres que representavam os grupos humanos em situação de caça, na realização de rituais e a representação de animais. Apesar de localizarem pontas de flechas nesses sítios, não foram encontrados vestígios humanos, o que pode indicar que os grupos que possivelmente habitavam a região eram caçadores e coletores. Talvez sejam os vestígios mais antigos da América.

Em Minas Gerais encontraram-se vestígios de seres humanos que apresentavam as mesmas características de Luzia (Ver página 51). Esses grupos fabricavam instrumentos de pedra lascada, como raspadores e pontas de flechas, assim como furadores e anzóis feitos a partir de ossos de animais. Não eram agricultores, e sim caçadores e se alimentavam de carne e vegetais. Existe a hipóteses desses grupos terem sido dominados por seres humanos com características mongolizadas.

Sambaquis
Aproximadamente a 6.500 a.C grupos de pescadores e coletores ocuparam o litoral brasileiro. Os vestígios deixados por esses habitantes ficou conhecido como sambaquis e foram construídos com conchas e ossos de peixes. Existe a hipóteses de que grupos numerosos, mas apesar disso, não praticavam a agricultura e a cerâmica e conseguiam alimentação a partir da peca e da caça. Há indícios de que os sambaquis foram utilizados como moradias porque foram encontrados esqueletos e instrumentos, assim como representações de peixes, pássaros e animais.  

segunda-feira, 23 de março de 2015

Unidade 1 - Capítulo 2 - Os primeiros homens e mulheres

Oi turma,
esse post também faz parte da nossa AV1, ok?
O conteúdo da prova é toda a Unidade 1

O período que nós estamos estudando se chama Pré-História. Ele é o maior período da História porque seu início data do surgimento dos primeiros hominídeos a 5,5 milhões de anos até os primeiros registros do surgimento da escrita, em 3.500 a.C. Não se esqueçam que a Pré-História foi dividida em 2 partes: Paleolítico e Neolítico.

E como é possível obter informações sobre uma época tão distante da nossa? Esse época da História é muito mais estuda por paleontólogos e arqueólogos. Os primeiros são responsáveis por pesquisar em escavações, buscando vestígios materiais ou mesmo restos mortais. Paleontólogos, por sua vez, pesquisam resquícios de animais e vegetais. Os locais onde são achados os vestígios materiais são os sítios arqueológicos.

Pré-História: a História sem escrita
Mesmo não existindo a escrita, não podemos descartar o estudo da História desse período porque vimos que são grupos humanos que desenvolveram e compartilharam conhecimentos com as gerações seguintes. É importante reforçar que a completa ausência de fontes escritas não impedem o estudo desses povos tão antigos. Para realizar tais estudos é fundamental o trabalho conjunto com outros conhecimentos (a interdisplinaridade) como da Arqueologia, Paleontologia, Botânica, dentre outros.  

Relembre: Leia o "Tome nota" da página 26.

Os caçadores do Paleolítico
No Paleolítico os grupamentos humanos conseguiram dominar o fogo e desenvolver ferramentas e armamentos, mesmo que precários. Essas armas eram utilizadas, principalmente, para a caça. Além de caçadores, os grupos humanos desse período eram nômades também. Isso quer dizer que eles não se fixavam muito tempo em um mesmo lugar, pois à medida que a disponibilidade de alimentos diminuía, os grupos se deslocavam para outra região. Esse comportamento se alteraria apenas no Neolítico

Neolítico
Período: 12.000 a. C a 3.500 a. C

Em torno de 12.000 a. C e 10.000 a.C a Terra passou por mudanças climáticas e um aumento das temperaturas. Com isso, os grupamentos aperfeiçoaram a caça através do uso do arco e flecha e também desenvolveram a pesca. Nesse mesmo período, em diferentes regiões do planeta, os grupos começaram a praticar a agricultura. Cultivar alimentos marca o início do período Neolítico.
Olhem as páginas 28 e 29 do livro.

Modo de vida no Neolítico

O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: o aumento a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos. No primeiro momento devemos pensar em seminômades porque na agricultura é preciso esperar o crescimento das plantas, cuidar da plantação, colher e armazenar o que foi produzido. Isso tudo leva tempo.

Outras necessidades surgiram por causa da agricultura porque se os grupos se deslocavam menos, essas pessoas precisarão de construções para se abrigar. Além disso, por causa da agricultura novos instrumentos de trabalho foram desenvolvidos para garantir a colheita. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Por fim, não podemos esquecer do desenvolvimento da cerâmica para armazenar e cozinhar os alimentos.
É por isso que defendemos que houve a redução da necessidade de deslocamento e o aumento da disponibilidade de alimentos porque mesmo com o aprendizado da agricultura os grupos mantiveram a caça, coleta e pesca. Como a oferta de alimentos cresceu, a população acompanhou o crescimento.


Falta o capítulo 3 ainda, ok?

sábado, 7 de março de 2015

Unidade 1 - Capítulo 1 - Introdução à História

Olá pessoal
Esse é o primeiro post do ano. Escreverei sobre o que estudamos na primeira e segunda aula.
Unidade 1 - Capítulo 1 - Introdução à História (páginas:12-22)

Logo no início pensamos sobre o que era a História.
Trata-se de uma investigação e do estudo do passado. Há uma breve definição de sobre o que é História no caderno.

Mas como conseguimos informações para estudar o passado?
Nesse ponto precisamos lembrar das fontes históricas. As fontes são os documentos utilizados pelo historiador para estudar um determinado fato histórico. Lembram que as fontes podem ser classificadas de diferentes maneiras? O historiador pode usar as fontes escritas, como livros, cartas, jornais e revistas. As fontes visuais, por exemplo, pinturas, esculturas, fotografias e desenhos. As fontes audiovisuais como filmes e músicas. Finalmente, as materiais, como os monumentos históricos, as ferramentas, moedas, construções, celulares, tablets, dentre outas.

E como é o trabalho do historiador?
Para estudar um fato histórico os historiadores pensam algumas questões. Uma das perguntas mais importantes ao estudar um fato é quando ele aconteceu, onde, quais grupos ou indivíduos estavam envolvidos, como aconteceu e quais os motivos que levaram a um determinado acontecimento. Escrevemos no caderno um exemplo sobre isso.

Múltiplas versões

Devemos lembrar que os historiadores podem criar diferentes interpretações sobre os fatos históricos. Isto acontece porque os historiadores possuem diferentes perguntas e interesses em relação às suas fontes e pelos diferentes documentos que serão utilizados no estudo do historiador. Por isso, podem existir duas ou mais visões e interpretações diferentes sobre um mesmo acontecimento histórico. Logo, as visões sobre o passado são parciais e nos permitem pensar que existem diferentes Histórias.

Trabalho interdisciplinar
É muito comum o historiador precisar do apoio de outras áreas do conhecimento para estudar os fatos históricos, como os linguistas, antropólogos, sociólogos, arqueólogos, biólogos, dentre outros. Por isso, dizemos que há um trabalho interdisciplinar, um trabalho que une outras disciplinas para ajudar o historiador a entender um fatos históricos.

Mudanças e permanências
Nos seus estudos sobre os fatos históricos, os historiadores procuram estudar as permanências e mudanças nas sociedades e buscam entender o que permitiu que eles acontecessem. Por exemplo, certamente o cotidiano de uma pessoa que viveu nos anos 1980 é diferente do que ela vive hoje em 2015, mas, ainda assim, haverá algumas permanências daquela época. Isso acontece em todos os períodos da história.
Lembrem-se do trabalho que vocês fizeram.

Patrimônio Cultural
O patrimônio cultural, em geral, diz muito sobre os países nos quais onde estão localizados. Normalmente, eles ajudam a estabelecer características muito marcantes sobre determinadas culturas e regiões. O patrimônio cultural é dividido em material e imaterial. O primeiro pode ser definido como objetos históricos e artísticos, monumentos e construções populares ou comerciais. O segundo, por outro lado, podem ser classificados como tradições passadas pelas gerações como expressões, festas, danças, músicas, rituais e lendas. O folclore, as cantigas e a quadrilha junina são bons exemplos de patrimônios culturais imateriais.

O Tempo
Como notamos a passagem do tempo?
O nosso calendário é baseado no ciclo do Sol e da Lua, ou seja, sabemos que passou-se 1 mês após a Lua passar por suas 4 fases. O ciclo do Sol são os 365 dias que a Terra leva para girar em torno da estrela brilhante. A partir da noção de tempo foi possível planejar as plantações e as colheitas, assim como o consumo e o armazenamento dos alimentos.

Calendário cristão
Esse calendário é utilizado no Brasil e em todo o mundo ocidental e o ponto inicial dele foi o nascimento de Jesus Cristo, considerado o ano 1. A partir desse acontecimento o tempo é contato de modo crescente e não existe a obrigatoriedade de escrever d. C (depois de Cristo). Os anos anteriores ao nascimento de Cristo são contados de modo decrescente e precisam ser assinalados com o a. C (antes de Cristo). Lembrem-se que temos diferentes medidas de tempo para o nosso calendário. São elas: a década (10 anos), o século (100 anos) e o milênio (1.000 anos).
Estudem bem os séculos. Os séculos sempre iniciam-se em anos com final 1 e terminam com o final 00.
Exemplo
Século I - 1 ao 100
Século II - 101 a 200
Século III - 201 a 300
Século IV - 301 a 400
Século V - 401 a 500
...
Século XVIII - 1701 a 1800
Século XIX - 1801 a 1900
Século XX - 1901 a 2000
Século XXI - 2001 a 2100

Devemos sempre lembrar que o nosso calendário não é o único e existem diferentes modos de contar o tempo. Os muçulmanos, por exemplo, estabeleceram que o início do calendário deles corresponde ao ano 622 do nosso calendário. Outro bom exemplo é o calendário chinês. Eles comemoram o ano novo em uma data diferente do tradicional 31 de dezembro.

A divisão tradicional da História
Trata-se de uma divisão feita por historiadores europeus para facilitar o estudo do passado. No entanto, essa divisão não leva em consideração acontecimentos das sociedades africanas, americanas ou asiáticas para estabelecer a passagem de um período da história para outro. Vejam o livro página 21 
Segue a divisão estabelecida.

Pré-História: 2 milhões de anos até mais ou menos 3.500 a.C. Período do surgimento da escrita.
Antiguidade. 3.500 a. C até 476 d. C - data do fim de um dos maiores domínios vistos pela humanidade: o Império Romano.
Idade Média: 476 a 1453. Data do fim do Império Romano do Oriente
Idade Moderna: 1453 a 1789. Data de um importante acontecimento da história mundial: a Revolução Francesa
Idade Contemporânea: 1789 até os dias atuais.

Ficamos por aqui.
Depois escreverei o capítulo 2.
Até
Bons estudos!!!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Capítulo 10: "As migrações dos povos germânicos"

Com esse post finalizamos a matéria da av2

Quem eram os bárbaros?
Geralmente os bárbaros são associados aos germânicos. Na época, por volta dos séculos III e IV, o bárbaro era aquela pessoa (ou um grupo) que vivia fora do Império Romano e não falava o latim. É possível destacar vários povos, como: os godos, ostrogodos, visigodos, saxões, francos, lombardos, hunos, dentre outros. Em torno dos séculos IV e V os avanços e conflitos entre os germânicos e o Império Romano eram evidentes e após a queda do império, em 476 d. C, vários desses povos passaram a habitar diferentes domínios romanos. 

Por que entraram no Império?
É provável que os bárbaros estivessem em busca de climas mais amenos e por isso se dirigiram para o centro e para o Oeste da Europa. Ainda há a possibilidade de um forte crescimento populacional desses grupo, fato que teria provocado o deslocamento de parte deles para outras regiões por não haver espaço para todos.  
Alguns desses povos entraram no Império de modo pacífico e, inclusive, serviram de auxílio militar nas fronteiras, combatendo outros bárbaros ao lado dos exércitos romanos.

E como era a sociedade dos germânicos?
Essa convivência entre romanos e bárbaros e de suas culturas deram origem a algo novo; a uma cultura nova. Essa novidade foi a cultura e a sociedade medieval. Por exemplo, várias regras e leis surgidas ao longo do período medieval são definidas pelos costumes e pela tradição (ou na palavra difícil é algo consuetudinário). Trata-se de uma herança germânica porque as leis desses povos povos eram todas criadas pelos costumes. O comitatus dos germânicos também foi muito importante para a sociedade medieval, pois ela daria origem ao que se chama de feudalismo. O comitatus é uma ligação entre o comandante militar e os seus companheiros e, de acordo com esse vínculo, ficava estabelecido que os ganhos de guerra deveriam ser divididos entre os combatentes. O feudalismo estabelecido na História Medieval estabelecia que os campos deveriam ser divididos entre os nobres, ou seja, é possível perceber aí a influência do comitatus. Porque se entre os germânicos isso representava a divisão dos ganhos de guerra, séculos depois, na História Medieval o feudalismo dividia a terra entre os nobres.

sábado, 15 de novembro de 2014

Cap. 9: Roma - uma potência imperial

Conteúdo da AV2
Cap. 9: Roma: uma potência imperial (pág. 192-209)
Cap. 10: Os povos germânicos

Roma: uma potência imperial

O início do Império Romano coincide com a Pax Romana. O primeiro imperador romano foi Otávio, ele governou de 27 a. C. a 14 d. C. A Pax Romana, por sua vez, teve início no mesmo ano que começou o governo de Otávio, em 27 d. C e duraria até 180 d. C. Esses 153 anos são chamados de paz romana (27 d.C a 180 d.C), porque as guerras de conquista chegavam ao fim e não havia ameaças de revoltas internas ou forças estrangeiras que ameaçassem o Império Romano. (Vejam novamente o mapa da pág. 204 para ver a extensão do Império) Roma e seus domínios tiveram diversos imperadores ao longo de toda sua história, Otávio foi apenas o primeiro. É nesse momento também que se surge a política do "pão e circo". O Coliseu era o local aonde as pessoas iam para se divertir assistindo as lutas dos gladiadores, mas também lá, os espectadores recebiam pão. Em um contexto de alta de preços por causa da diminuição da produção agrícola
Quando a conquista estava garantida nas outras regiões os romanos levaram não apenas a sua cultura, mas também a sua língua e suas instituições. Lembrem-se que o latim, utilizado para a comunicação e a escrita foi levado para todas as regiões. Aliás, o latim deu origem à nossa língua, o português. Os romanos desenvolveram também o Direito; a base do nosso Direito atual foi o desenvolvido pelos romanos e ao longo do tempo, ele passou por diversas adaptações. O latim e o Direito foram apenas duas das principais contribuições culturais dos romanos para o nosso mundo atualmente.
De que forma foi feita a expansão romana? O Império Romano foi formado a partir de muitas guerras. Estabelecido o domínio romano as propriedades agrícolas passavam a utilizar a mão de obra escrava. Roma cobrava impostos pelos produtos produzidos e isto criava uma fonte de dinheiro para o Império a partir da produção e do comércio desses produtos. Estes recursos eram utilizados para pagar funcionário que administravam o império e para formar o exército para se defender e garantir a posse sobre os domínios.
No entanto, a expansão romana atingiu seu limite máximo e neste momento, começaram a aparecer sinais que indicavam para uma provável extinção do império. Com o fim da expansão, as lavouras deixaram de receber novos escravos. Logo, com a diminuição do número de pessoas no campo, a produção agrícola foi reduzida e por causa disso, a arrecadação dos tributos cobrados por Roma também sofreu redução porque havia menos produtos disponíveis.
Apesar da menor arrecadação, Roma resolveu aumentar os impostos porque revoltas dentro do próprio império começavam a acontecer e, além disso, alguns povos germânicos começavam a guerrear nas fronteiras do império. O aumento de impostos era destinado para a formação e manutenção dos exércitos. Não podemos esquecer que o surgimento do cristianismo e o Império Romano são da mesma época e essa crença tornou-se uma religião que questionava o poder do próprio imperador romano por defender que ele não era um deus e que a religião de Roma deveria ser monoteísta e não politeísta.
 Os imperadores romanos tentaram resolver os problemas existentes por diferentes medidas. O imperador Diocleciano acreditava que o império tinha muitos problemas por causa do seu tamanho, por isso, resolveu dividi-lo em Ocidente e Oriente. Porém, após a sua morte, essa divisão foi desfeita.
No ano de 313 d.C. o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão. Parar de perseguir os cristãos era menos um problema para o imperador romano, a partir desse momento, quando cada pessoa poderia adotar a religião que quisesse. Além de assinar esse documento, Constantino incentivou o comércio na parte oriental do império, principalmente, na região da cidade de Constantinopla, para tentar resolver os problemas econômicos do império.
O imperador Teodósio governou de 369 a 395 d. C. foi mais longe do que Constantino com relação à religião. Ele mesmo se converteu ao cristianismo e, com isso, todo o Império passou a praticar e defender a religião cristã e a antiga religião politeísta foi proibida. O Império Romano passou a ter uma religião oficial. Além disso, Teodósio dividiu novamente o império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.
Apesar de todas essas medidas, o império já não tinha mais forças. Pouco tempo depois, em 476 d.C, o imperador Rômulo Augusto foi retirado do poder por um dos povos germânicos que ameaçavam o império: o povo hérulo. Como mostrei na página 216, havia vários povos germânicos que se deslocavam em direção ao império, alguns se mantiveram dentro dos limites dos domínios romanos sem guerrear contra o império. Porém, outros povos não eram tão pacíficos e invadiam o império através da guerra.

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Cronologia
313 d.C.: Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão
369 a 395 d.C Teodósio: conversão para o cristianismo. A nova religião se torna a religião oficial de todo o Império.
Divisão do império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.

476 d.C.: fim do Império Romano Ocidental.

sábado, 25 de outubro de 2014

Capítulo 8 - Roma - continuação

Expansão territorial
Podemos entender a expansão de Roma como a expansão de poder da cidade. Nesse processo, Roma dominou outras cidades que até então eram livres. Se no século V a.C. o exército era formado apenas para defender a cidade de eventuais invasores, com o início da expansão as forças militares passaram a ser permanentes. Os romanos levaram cerca de 300 anos, entre os séculos III e I a.C., para dominar toda a região que faz parte hoje da Itália, grande parte da Europa, algumas regiões do Oriente Médio e algumas regiões do norte da África. Essas conquistas trouxeram profundas mudanças para a sociedade romana.
Nesse processo de expansão, algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, outras foram dominadas e nomeados representantes romanos para governa-las.

A sociedade e a economia romana após as conquistas
A expansão do domínio romano trouxe muitos benefícios para o Estado romano (Roma) que passou a receber impostos de outras regiões e conseguiu controlar terras de outras localidades. No entanto, os benefícios da ampliação do poder romano ficaram restritos aos patrícios. Com relação à distribuição de terras deve-se destacar que a maior quantidade de terras disponíveis não significou maior acesso à terra pelos plebeus. Ao contrário, os patrícios, que ocupavam os principais cargos do governo, distribuíam as terras entre si. 
Para o pequeno comerciante a dominação romana também não foi positiva, pois era muito comum que essas pessoas se vissem obrigadas a fazer parte do exército romano e sair em batalhas, enquanto as suas próprias plantações eram deixadas de lado. Além disso, Roma passou a receber muitos produtos de diferentes regiões, o que fez com que as produções locais tivessem que concorrer com os produtos que não eram romanos.

Reformas sociais  e a crise na República romana
As reformas sociais elaboradas pelos Irmãos Graco tinham por objetivo reduzir as desigualdades cada vez maiores após as conquistas. Duas leis foram elaboradas e colocadas em prática por um curto período de tempo.
Lei Agrária: objetivo de redistribuir terras conquistadas entre agricultores empobrecidos e fixar limites no tamanho das propriedades.
Lei do Trigo: objetivo de garantir o acesso ao trigo através da redução de preço do produto.

As reformas foram feitas por pouco tempo, pois os patrícios não estavam interessados que essas leis fossem postas em prática e, por isso, tramaram o assassinato dos Irmãos Graco, os criadores dessas leis.

Outro problema surgido a partir da dominação romana foi a necessidade da criação de uma boa administração das regiões conquistadas. Para solucionar essa questão foi posta em prática uma reforma militar que estabeleceu a criação de um exército permanente e pago pelo próprio Estado. Esta nova realidade atraiu muitas pessoas empobrecidas porque a partir desse momento, entrar no exército era a possibilidade de garantir o próprio sustento e obter talvez terras saqueadas. Porém, o que era para ser uma solução tornou-se também um problema porque os soldados tornaram-se muito mais fiéis aos seus generais, o que aumentou o poder e influência política destes.

Triunviratos
Como consequência do aumento da influência política dos generais e diante do aumento constante dos territórios dominados por Roma, o Senado se viu forçado a criar os triunviratos, um sistema que divida diversas regiões dominadas em três partes, cada uma controlada por um general.

É importante destacarmos o triunvirato de Júlio César, Pompeu e Crasso. Júlio César ampliou as conquistas romanas dominando o Egito e a região que hoje corresponde a França, realizou obras de infra-estrutura e de administração pública, distribuiu terras para ex-combatentes e ampliou a cidadania romana para outras províncias. Todas essas medidas fizeram com que a população apoiasse Júlio César. No entanto, o Senado não estava satisfeito com a concentração de poder em torno dele e tramou o seu assassinato.



Bons estudos!!!