terça-feira, 25 de novembro de 2014

Capítulo 10: "As migrações dos povos germânicos"

Com esse post finalizamos a matéria da av2

Quem eram os bárbaros?
Geralmente os bárbaros são associados aos germânicos. Na época, por volta dos séculos III e IV, o bárbaro era aquela pessoa (ou um grupo) que vivia fora do Império Romano e não falava o latim. É possível destacar vários povos, como: os godos, ostrogodos, visigodos, saxões, francos, lombardos, hunos, dentre outros. Em torno dos séculos IV e V os avanços e conflitos entre os germânicos e o Império Romano eram evidentes e após a queda do império, em 476 d. C, vários desses povos passaram a habitar diferentes domínios romanos. 

Por que entraram no Império?
É provável que os bárbaros estivessem em busca de climas mais amenos e por isso se dirigiram para o centro e para o Oeste da Europa. Ainda há a possibilidade de um forte crescimento populacional desses grupo, fato que teria provocado o deslocamento de parte deles para outras regiões por não haver espaço para todos.  
Alguns desses povos entraram no Império de modo pacífico e, inclusive, serviram de auxílio militar nas fronteiras, combatendo outros bárbaros ao lado dos exércitos romanos.

E como era a sociedade dos germânicos?
Essa convivência entre romanos e bárbaros e de suas culturas deram origem a algo novo; a uma cultura nova. Essa novidade foi a cultura e a sociedade medieval. Por exemplo, várias regras e leis surgidas ao longo do período medieval são definidas pelos costumes e pela tradição (ou na palavra difícil é algo consuetudinário). Trata-se de uma herança germânica porque as leis desses povos povos eram todas criadas pelos costumes. O comitatus dos germânicos também foi muito importante para a sociedade medieval, pois ela daria origem ao que se chama de feudalismo. O comitatus é uma ligação entre o comandante militar e os seus companheiros e, de acordo com esse vínculo, ficava estabelecido que os ganhos de guerra deveriam ser divididos entre os combatentes. O feudalismo estabelecido na História Medieval estabelecia que os campos deveriam ser divididos entre os nobres, ou seja, é possível perceber aí a influência do comitatus. Porque se entre os germânicos isso representava a divisão dos ganhos de guerra, séculos depois, na História Medieval o feudalismo dividia a terra entre os nobres.

sábado, 15 de novembro de 2014

Cap. 9: Roma - uma potência imperial

Conteúdo da AV2
Cap. 9: Roma: uma potência imperial (pág. 192-209)
Cap. 10: Os povos germânicos

Roma: uma potência imperial

O início do Império Romano coincide com a Pax Romana. O primeiro imperador romano foi Otávio, ele governou de 27 a. C. a 14 d. C. A Pax Romana, por sua vez, teve início no mesmo ano que começou o governo de Otávio, em 27 d. C e duraria até 180 d. C. Esses 153 anos são chamados de paz romana (27 d.C a 180 d.C), porque as guerras de conquista chegavam ao fim e não havia ameaças de revoltas internas ou forças estrangeiras que ameaçassem o Império Romano. (Vejam novamente o mapa da pág. 204 para ver a extensão do Império) Roma e seus domínios tiveram diversos imperadores ao longo de toda sua história, Otávio foi apenas o primeiro. É nesse momento também que se surge a política do "pão e circo". O Coliseu era o local aonde as pessoas iam para se divertir assistindo as lutas dos gladiadores, mas também lá, os espectadores recebiam pão. Em um contexto de alta de preços por causa da diminuição da produção agrícola
Quando a conquista estava garantida nas outras regiões os romanos levaram não apenas a sua cultura, mas também a sua língua e suas instituições. Lembrem-se que o latim, utilizado para a comunicação e a escrita foi levado para todas as regiões. Aliás, o latim deu origem à nossa língua, o português. Os romanos desenvolveram também o Direito; a base do nosso Direito atual foi o desenvolvido pelos romanos e ao longo do tempo, ele passou por diversas adaptações. O latim e o Direito foram apenas duas das principais contribuições culturais dos romanos para o nosso mundo atualmente.
De que forma foi feita a expansão romana? O Império Romano foi formado a partir de muitas guerras. Estabelecido o domínio romano as propriedades agrícolas passavam a utilizar a mão de obra escrava. Roma cobrava impostos pelos produtos produzidos e isto criava uma fonte de dinheiro para o Império a partir da produção e do comércio desses produtos. Estes recursos eram utilizados para pagar funcionário que administravam o império e para formar o exército para se defender e garantir a posse sobre os domínios.
No entanto, a expansão romana atingiu seu limite máximo e neste momento, começaram a aparecer sinais que indicavam para uma provável extinção do império. Com o fim da expansão, as lavouras deixaram de receber novos escravos. Logo, com a diminuição do número de pessoas no campo, a produção agrícola foi reduzida e por causa disso, a arrecadação dos tributos cobrados por Roma também sofreu redução porque havia menos produtos disponíveis.
Apesar da menor arrecadação, Roma resolveu aumentar os impostos porque revoltas dentro do próprio império começavam a acontecer e, além disso, alguns povos germânicos começavam a guerrear nas fronteiras do império. O aumento de impostos era destinado para a formação e manutenção dos exércitos. Não podemos esquecer que o surgimento do cristianismo e o Império Romano são da mesma época e essa crença tornou-se uma religião que questionava o poder do próprio imperador romano por defender que ele não era um deus e que a religião de Roma deveria ser monoteísta e não politeísta.
 Os imperadores romanos tentaram resolver os problemas existentes por diferentes medidas. O imperador Diocleciano acreditava que o império tinha muitos problemas por causa do seu tamanho, por isso, resolveu dividi-lo em Ocidente e Oriente. Porém, após a sua morte, essa divisão foi desfeita.
No ano de 313 d.C. o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão. Parar de perseguir os cristãos era menos um problema para o imperador romano, a partir desse momento, quando cada pessoa poderia adotar a religião que quisesse. Além de assinar esse documento, Constantino incentivou o comércio na parte oriental do império, principalmente, na região da cidade de Constantinopla, para tentar resolver os problemas econômicos do império.
O imperador Teodósio governou de 369 a 395 d. C. foi mais longe do que Constantino com relação à religião. Ele mesmo se converteu ao cristianismo e, com isso, todo o Império passou a praticar e defender a religião cristã e a antiga religião politeísta foi proibida. O Império Romano passou a ter uma religião oficial. Além disso, Teodósio dividiu novamente o império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.
Apesar de todas essas medidas, o império já não tinha mais forças. Pouco tempo depois, em 476 d.C, o imperador Rômulo Augusto foi retirado do poder por um dos povos germânicos que ameaçavam o império: o povo hérulo. Como mostrei na página 216, havia vários povos germânicos que se deslocavam em direção ao império, alguns se mantiveram dentro dos limites dos domínios romanos sem guerrear contra o império. Porém, outros povos não eram tão pacíficos e invadiam o império através da guerra.

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Cronologia
313 d.C.: Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão
369 a 395 d.C Teodósio: conversão para o cristianismo. A nova religião se torna a religião oficial de todo o Império.
Divisão do império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.

476 d.C.: fim do Império Romano Ocidental.

sábado, 25 de outubro de 2014

Capítulo 8 - Roma - continuação

Expansão territorial
Podemos entender a expansão de Roma como a expansão de poder da cidade. Nesse processo, Roma dominou outras cidades que até então eram livres. Se no século V a.C. o exército era formado apenas para defender a cidade de eventuais invasores, com o início da expansão as forças militares passaram a ser permanentes. Os romanos levaram cerca de 300 anos, entre os séculos III e I a.C., para dominar toda a região que faz parte hoje da Itália, grande parte da Europa, algumas regiões do Oriente Médio e algumas regiões do norte da África. Essas conquistas trouxeram profundas mudanças para a sociedade romana.
Nesse processo de expansão, algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, outras foram dominadas e nomeados representantes romanos para governa-las.

A sociedade e a economia romana após as conquistas
A expansão do domínio romano trouxe muitos benefícios para o Estado romano (Roma) que passou a receber impostos de outras regiões e conseguiu controlar terras de outras localidades. No entanto, os benefícios da ampliação do poder romano ficaram restritos aos patrícios. Com relação à distribuição de terras deve-se destacar que a maior quantidade de terras disponíveis não significou maior acesso à terra pelos plebeus. Ao contrário, os patrícios, que ocupavam os principais cargos do governo, distribuíam as terras entre si. 
Para o pequeno comerciante a dominação romana também não foi positiva, pois era muito comum que essas pessoas se vissem obrigadas a fazer parte do exército romano e sair em batalhas, enquanto as suas próprias plantações eram deixadas de lado. Além disso, Roma passou a receber muitos produtos de diferentes regiões, o que fez com que as produções locais tivessem que concorrer com os produtos que não eram romanos.

Reformas sociais  e a crise na República romana
As reformas sociais elaboradas pelos Irmãos Graco tinham por objetivo reduzir as desigualdades cada vez maiores após as conquistas. Duas leis foram elaboradas e colocadas em prática por um curto período de tempo.
Lei Agrária: objetivo de redistribuir terras conquistadas entre agricultores empobrecidos e fixar limites no tamanho das propriedades.
Lei do Trigo: objetivo de garantir o acesso ao trigo através da redução de preço do produto.

As reformas foram feitas por pouco tempo, pois os patrícios não estavam interessados que essas leis fossem postas em prática e, por isso, tramaram o assassinato dos Irmãos Graco, os criadores dessas leis.

Outro problema surgido a partir da dominação romana foi a necessidade da criação de uma boa administração das regiões conquistadas. Para solucionar essa questão foi posta em prática uma reforma militar que estabeleceu a criação de um exército permanente e pago pelo próprio Estado. Esta nova realidade atraiu muitas pessoas empobrecidas porque a partir desse momento, entrar no exército era a possibilidade de garantir o próprio sustento e obter talvez terras saqueadas. Porém, o que era para ser uma solução tornou-se também um problema porque os soldados tornaram-se muito mais fiéis aos seus generais, o que aumentou o poder e influência política destes.

Triunviratos
Como consequência do aumento da influência política dos generais e diante do aumento constante dos territórios dominados por Roma, o Senado se viu forçado a criar os triunviratos, um sistema que divida diversas regiões dominadas em três partes, cada uma controlada por um general.

É importante destacarmos o triunvirato de Júlio César, Pompeu e Crasso. Júlio César ampliou as conquistas romanas dominando o Egito e a região que hoje corresponde a França, realizou obras de infra-estrutura e de administração pública, distribuiu terras para ex-combatentes e ampliou a cidadania romana para outras províncias. Todas essas medidas fizeram com que a população apoiasse Júlio César. No entanto, o Senado não estava satisfeito com a concentração de poder em torno dele e tramou o seu assassinato.



Bons estudos!!!

Capítulo 8 - Roma: das comunidades primitivas à República

Olá pessoal,
o post do capítulo 8 é sobre as nossas duas últimas aulas. Na última aula fiz uma revisão sobre o período monárquico e vimos o período da República. Vou escrever sobre tudo isso e dividirei em duas partes para não ficar muito longo.

Período Monárquico
Sociedade patriarcal
A primeira característica que destaquei para vocês sobre Roma Antiga foi o fato daquela sociedade ser patriarcal. Isso quer dizer que os pais (ou os homens) tinham grande poder sobre a sua família e podiam determinar vários aspectos da vida de seus membros. Em sala, lemos as páginas 174, a partir do terceiro parágrafo e a 175. Seria interessante que você relessem esses trechos.

Grupos sociais
O ponto mais importante que vocês devem aprender sobre esse tópico é a divisão entre patrícios e plebeus. Falamos várias vezes sobre isso. Essa diferenciação passou a existir a partir do momento que as terras comunitárias pertencentes aos pequenos grupos familiares foram, ao poucos, dominadas pelas poderosas famílias aristocráticas (pessoas que possuíam recursos e que participavam das guerras. Vimos isso na Grécia também). Por isso, as terras passaram a ser de propriedade apenas dessas poderosas famílias e não mais dos antigos grupos familiares.
Os patrícios formam a aristocracia  e possuem direitos políticos, ou seja, podiam participar das decisões da cidade, nas Assembleias ou no Senado. Por outro lado, os plebeus eram as pessoas comuns que não pertenciam a nenhuma família importante e não possuíam direitos políticos.

Resumindo
Patrícios: eram os aristocratas. Possuem direitos políticos
Plebeus: eram as pessoas comuns, como os artesãos, comerciantes, camponeses. Não possuem direitos políticos.

Política na Monarquia
Tentei destacar para vocês como era dividida e organizada a política no início da história romana, ou seja, no período monárquico. Havia a divisão entre o Rei, o Senado e a Assembleia.
O Rei era o maior chefe militar, religioso e juiz de Roma. 
O Senado, composto pelos chefes das principais famílias patrícias e a Assembleia era composta também pelos patrícios e os clientes.
O que é muito importante que vocês lembrem é que o poder era dividido. Isso quer dizer que o Rei não governava sozinho e, inclusive, o Senado tinha o poder de vetar (suspender) determinações do rei, desde que elas fossem contrárias às leis e aos costumes da sociedade romana.

Escrevemos no caderno também sobre os clientes. Tratavam-se de plebeus dependentes das famílias patrícias e essas pessoas em troca de proteção e sustento serviam aos patrícios; trabalhavam para os patrícios.

Apesar dessa divisão os reis ainda tinham muito poder nas suas mãos, fato que não agradava os patrícios. Por isso, esse grupo deu fim ao poder régio e estabeleceu a República. 

República Romana
No início do período republicano romano apenas os patrícios possuíam direitos políticos e os plebeus continuavam excluídos da política. Entretanto, Roma era extremamente dependente dos plebeus e, por isso, esse grupo começou a reivindicar participação nas decisões sobre a cidade.
A partir dessas reivindicações os plebeus conseguiram a criação do cargo de tribuno da plebe para defender seus direitos e formular a Lei das 12 Tábuas. Essa lei eram regulações que valiam tanto para os plebeus como aos patrícios e tratavam diferentes aspectos da vida em Roma.

Poder na República
Como não havia mais um rei, o poder no período republicano era exercido pelos cônsules (ou magistrados). Era função deles comandar o exército e administrar a cidade por um ano e o poder continuava dividido entre o Senado e a Assembleia.
Quais eram as funções do Senado? Propor leis, aprová-las ou não, discutir determinações das Assembleias e opinar sobre questões financeiras e de política externa.
A escolha de quem ocuparia os cargos ocorriam através das eleições. Os patrícios podiam se candidatar e eleger senadores e magistrados.  Os plebeus, por sua vez, podiam apenas votar nos magistrados, mas não podiam se candidatar.

domingo, 12 de outubro de 2014

Sobre a Recuperação

Alunos,
falarei novamente sobre alguns tópicos da Recuperação

1) Comecei todas as aulas sobre Grécia falando sobre as características geográficas da região e as consequências que isso trouxe para a região da Grécia, revisitem isso.
2) Estudem bem o Período Homérico e o Período Arcaico. Teremos questão sobre isso. O livro está dividido melhor do que o blog. Leia lá e depois passe para o blog.
3) Teremos também duas questões sobre religião e Mitologia. Está assunto está melhor exposto no livro, no blog coloquem apenas o essencial para nossas aulas.
4) Como não poderia deixar de falta, haverá uma questão sobre a participação democrática na Grécia. Quem podia participar? E qual era a relação entre o trabalho escravo e democracia? Isto está no livro, no caderno e no blog. É só escolher onde ler.
5) A cidade de Esparta ganhou uma questão, assim como a Guerra do Peloponeso, travada entre Atenas e Esparta.

É isso.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Capítulo 7 - A Grécia Clássica e a civilização helênica

Olá,
Como o título já diz, esse post é sobre o capítulo 7.
Na AV2 teremos os capítulos 6 e 7.
Destaquei alguns tópicos para vocês estudarem com atenção. Pedi para anotarem no caderno também.
- a ideia que trabalhamos de cidades-Estados
- a democracia ateniense: quem podia participar
- o aedo e as histórias da Ilíada e da Odisseia
- as diferenças entre Atenas e Esparta


Guerras Greco-Pérsicas
    As Guerra Greco-Pérsicas também podem ser chamadas de Guerras Médicas. O conflito envolveu os gregos e os persas. A motivação desse conflito é explicada pela constante expansão dos persas, que conseguiram dominar a Mesopotâmia, Egito e Fenícia. A partir do momento que os persas iniciaram as conquistas de cidades gregas na Jônia (Ver página 135 e 155), os atenienses apoiaram as cidades jônicas contra os persas. É isso que explica o conflito direto entre gregos e persas.
    
Liga de Delos
     Como consequência desse conflito várias cidades gregas se aliaram para lutar contra o Império Persa para manter a sua liberdade. Lembrem: comentei várias vezes que as cidades gregas eram independentes uma das outras, apesar do grande poder de Atenas.
       Essa aliança recebeu o nome de Liga de Delos. Esta liga era uma união de forças; uma aliança feita entre cidades gregas que tinha o objetivo de lutar juntos contra os persas. Porém, para que essa união militar fosse possível, as cidades gregas deveriam pagar tributos (impostos) para Atenas. Chamei atenção que essa era a principal cidade do mundo grego que estamos estudando, Atenas era a cidade mais rica e mais forte e de enorme importância política. Esse tributo era pago para reunir recursos para montar a força militar que combateria os persas, mas também era pago por algumas cidades que não queriam se envolver nesse conflito ou porque não tinham como formar uma força militar.
     Curiosamente, essa liga reforçou a ligação comercial existente entre Atenas e as demais cidades gregas, como consequência houve o enriquecimento de Atenas, o que favoreceu o aumento no número de escravos e o fortalecimento da democracia. Já que através do enriquecimento da cidade e de alguns grupos da sociedade, tornou-se mais fácil adquirir escravos. Esse fenômeno fortaleceu a democracia ateniense porque para participar da política da cidade era necessário tempo livre. Em outras palavras, os escravos trabalhavam para os cidadãos atenienses, enquanto estes participavam da vida política da cidade.
(Ver livro: página 157)

Guerra do Peloponeso (Atenas X Esparta)
    Essa guerra foi um conflito entre principais cidades gregas, Atenas e Esparta. O conflito é uma consequência das interferências que Atenas estava cometendo contra várias cidades gregas (Obs: lembrem que as cidades eram independentes) e essas interferências são frutos da grande importância de Atenas e da união estabelecida através Liga de Delos.  
      Esparta era uma das poucas cidades que conseguiam rivalizar com o poder ateniense, fato, aliás, que ficou comprovado, já que Esparta saiu vitoriosa desse conflito. Não se deve esquecer, porém, que ao longo das batalhas Atenas estava enfraquecida pela peste e por levantes das cidades que compunham a Liga de Delos.

Crise na Grécia

     Todo esse contexto de conflito contra Esparta e o questionamento das cidades associadas à Liga de Delos enfraqueceram o poder de Atenas. Nesse momento de crise começam a surgir os questionamentos e é a partir disso que surgem os primeiros grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles.                        Conseguimos ter conhecimento sobre a filosofia socrática através dos seus discípulos, Platão e Aristóteles. Uma das frases mais conhecidas atribuída a Sócrates é: “Conhece-te a ti mesmo”. Nessa frase o filósofo grego busca, em síntese, entender o modo que as pessoas pensavam, como elas se comportavam e quais eram seus valores. A partir disso, Sócrates tentava fazer com que elas refletissem sobre as mesmas de maneira crítica.

A conquista macedônica e o Helenísmo
        A conquista foi possível porque, como já mencionado, as cidades gregas e Atenas, estavam envolvidas em conflitos, e isto desgastou a força da cidade e seus recursos.
       Para conseguir promover a integração das diferentes regiões do Império Alexandrino, que compreendia a enorme região entre a Índia e a Macedônia (Ver o mapa da página 165: O Império de Alexandre), o imperador Alexandre viu na cultura grega o fator que poderia integrar todos os seus domínios. É por isso que o período helenístico é caracterizado pelo incentivo à cultura grega e pelo desenvolvimento dos conhecimentos das ciências naturais e de discussões sobre o universo e os seres.

        Porém, não esqueçam que antes mesmo da dominação os gregos já viviam um grande desenvolvimento cultural e de conhecimentos. Lemos em sala que os gregos foram “os pais” da física, matemática e medicina. Também foi na Grécia que surgiu a História, com Heródoto.


Bons estudos!!!

Capítulo 6 - "Grécia: a formação das cidades-Estado"

Olá, pessoal.
Este texto é um resumo da primeira aula sobre Grécia. Nele, tratei de questões como a formação da Grécia, a língua e a religião grega, a cidadania e a participação política.
Cap. 6 - pág.132-151.

Grécia: a formação das cidades-Estado

                O termo “gregos” era usado pelos romanos para dar nome aos helenos, ou seja, aqueles que habitavam a Hélade, região que atualmente abriga a Grécia. Ao contrário das regiões anteriormente estudadas, não devemos pensar numa civilização nascida perto de rios e dependente deles. No caso grego, devemos ter em mente que, como consequência das características da geografia física da região, foram formadas várias cidades-Estados independentes.
                Apesar de optarem por diferentes formas de governos (como a democracia, tirania e aristocracia) nas diversas regiões gregas, havia duas características muito importantes que eram comuns aos gregos, a língua e a religião. Com relação à linguagem escrita ou ao alfabeto, é importante destacar que os gregos fizeram uso do alfabeto inventado pelos fenícios e acrescentaram as vogais.
 Sobre a religião, é comum mencionar os diversos deuses gregos (como Zeus, Apolo, Atenas, Hades, Ares, dentre outros) e as suas histórias, que deram origem a mitologia grega. As mitologias são narrativas que tentam explicar o mundo e mostram como os gregos entendiam e viam a realidade na qual viviam. Estamos tratando, então, de uma religião politeísta. Além disso, os deuses gregos não eram em nada semelhante ao Deus que conhecemos hoje. Os deuses eram imortais e imperfeitos e podiam ter sentimentos pouco relacionados a deuses, como inveja e ódio. Cada cidade cultuava um determinado deus. Uma característica importante na religião grega eram as festas e os jogos dedicados aos deuses. Como exemplo, temos os Jogos Olímpicos, que deram origem às Olimpíadas, dedicados a Zeus.
                Com relação à formação da Grécia, deve-se destacar que a Grécia antiga é resultado da união de diferentes povos vindos de regiões distintas. Como mencionado anteriormente, era comum que os gregos explicassem o mundo através dos mitos. Isso não foi diferente quando trataram da sua formação e da sua história quando elaboraram o mito de Teseu.

Período Homérico
É nesse momento que surgem as histórias de Ulisses e da Guerra de Troia, ambas histórias que nos contam sobre o mundo grego. Essas narrativas eram preservadas pelo aedo, uma espécie de contador de histórias, responsável por memorizar os fatos e narrá-los. O mais famoso dos aedos teria sido Homero, escritor da Ilíada que conta a Guerra de Troia e a Odisseia, que trata das aventuras de Ulisses até conseguir retornar para sua casa.

Período Arcaico
                A partir do século VIII a. C. há, de fato, a formação das cidades-Estado, ajudada pelo crescimento das cidades gregas, inclusive em termos comerciais. Por isso, uma vez formadas essas cidades era preciso, então, de pessoas que comandassem a política. A opção política de governo poderia variar muito e, dentro dessa variedade podemos destacar o governo dos aristocratas. Os aristocratas eram pessoas enriquecidas através da tomada de terras de camponeses endividados.

                Já que estamos falando de “Política”, é muito importante pensar quais pessoas seriam consideradas cidadãs na Grécia. Na polis (cidade) o cidadão é aquele que tem direitos políticos e para ter esses direitos era preciso que a pessoa participasse da vida política, comparecendo às Assembleias, na Ágora (praça) ou que participasse da defesa da polis. Porém, algumas pessoas não eram consideradas cidadãs nessa época e, por isso, eram excluídos da participação política, como as mulheres, os estrangeiros e os escravos.



Bons estudos! :)

sábado, 9 de agosto de 2014

Capítulo 5: Índia e China na Antiguidade

Turma,
por enquanto escreverei apenas sobre a civilização harapense. Depois completo com a civilização chinesa.

A civilização harapense
A civilização tem esse nome porque a cidade mais importante dela é denominada de Harappa e foi ela que deu nome ao povo que estamos estudando. Essa civilização têm muitas semelhanças com os povos da Mesopotâmia que estudamos no início do ano porque os harapenses também aproveitavam as cheias dos rios que fertilizavam os solos para a agricultura e também desenvolveram obras de irrigação, construindo diques e canais.
Essa civilização é marcada por um certo planejamento urbano, porque algumas casas possuíam cisternas e sistema de esgoto. Além disso, havia também o fornecimento de água e coleta de lixo.

A administração das cidades era responsabilidade dos sacerdotes (os religiosos) e dos reis e parte do que era produzido na agricultura era comercializado com outras regiões.

Declínio harapense
Não se sabe ao certo o que causou o declínio dessa civilização. Atualmente foram levantadas três hipóteses, como uma cheia do rio que abastecia as cidades causando inundações. É possível que alterações climáticas ocorreram e, consequentemente, alteração na produtividade da colheita e por fim, terremotos podem ter transformado o relevo da região. 
Os problemas enfrentados pela civilização harapense fez com que alguns de seus habitantes se deslocassem em direção ao rio Ganges.

A civilização hindu
Surgida pela ocupação dos árias (um povo da Ásia central) na planície do rio Ganges. Eles são os criadores da civilização védica, também é nesse contexto que surge a religião hinduísta.
Sobre essa religião é importante falarmos sobre o sistema de castas. Trata-se de um sistema criado dentro do hinduísmo no qual as castas surgiram a partir de diferentes partes do corpo do primeiro homem, como vimos em sala pelo nosso livro. Relembrando as castas

sacerdotes (brâmanes)
governantes e guerreiros (xátrias)
mercadores e agricultores (vaixás)
criados e escravos (sudras)
intocáveis (dalits)

E qual o significado dessas castas?
As castas serviam como um meio de manter o poder entre a elite (os brâmanes e os xátrias) sobre o resto da população. Podemos afirmar também que as castas criam e mantém uma forte desigualdade social. Por isso, outras religiões passaram a ganhar alguns adeptos, como o budismo e o islamismo.

A civilização chinesa
Assim como as demais civilizações estudadas até o momento, os chineses também fizeram uso das cheias de um rio (rio Amarelo) para desenvolver a sua civilização.

As primeiras dinastias
Dinastia Chang
Essa dinastia controlou a região próxima ao rio Amarelo, na atual província de Henan entre 1750 a. C e 1122 a. C. Sob essa dinastia a agricultura era controlada porque as ferramentas eram de propriedade reais, assim como os celeiros onde eram guardadas as colheitas. Nesse contexto já eram desenvolvidos artesanatos e a utilização do bronze em armas, para torná-las mais resistentes, além de desenvolverem a escrita e um calendário.

Império Chin
No período do Império Chin as armas dos chefes locais foram controladas e os camponeses foram desobrigados a obedecer os senhores locais. Por outro lado deviam pagar imposto e trabalhar em obras públicas e prestar serviço militar.
Para melhor administrar o império os territórios foram divididos em províncias que ficavam a cargo dos mandarins, funcionários que possuíam domínio da escrita e da leitura. Devemos destacar também a unificação dos pesos e medidas, das moedas e da escrita. Porém, o império entrou em declínio em consequência dos impostos e conflitos internos.

Dinastia Han
O império foi dividido entre familiares e colaboradores em troca de apoio
Rota da Seda: É a ampliação do comércio e da rota comercial da China até a Europa.
É sob essa dinastia houve o domínio da metalurgia do ferro, sendo aplicado em arados e moinhos, fato que melhora a produção de alimentos. No entanto, há um aumento da desigualdade nesse contexto porque os agricultores precisavam entregar uma parcela considerável da sua produção para os donos da terra. Por isso, revoltas camponeses geraram fortes conflitos, o que provocou a queda da dinastia e o fim definitivo do Império.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Capítulo 4: Egito e Núbia

Turma,
matéria da AVII - Capítulo 4: Egito e Núbia

Egito

O Egito está localizado no nordeste da África e o surgimento desse reino só foi possível por causa do rio Nilo. Assim como vimos no capítulo anterior, o rio transbordava sobre as margens e fertilizava os solos, possibilitando a agricultura. Essas cheias atraíram pastores semi-nômades para a região e, estes foram os nomos, uma espécie de aldeia. Esses nomos originaram os reinos do Alto Egito, no sul e do Baixo Egito, no norte.
E quem governava esse reino? Ficou muito conhecido até hoje o poder dos faraós. Estamos estudando uma época da História Antiga que pode ter acontecido até 3.000 anos antes de Cristo, por isso, os comportamentos e culturas das pessoas eram muito diferentes do que acontecem nos dias atuais. Nesse contexto, o faraó era visto pelos egípcio não apenas como um governante, mas também um deus. Temos um nome difícil para classificar os governos que são administrados por reis que são vistos como deuses: governo teocrático. (Atenção nisso.) As ordens de trabalho e que tarefas deveriam ser desenvolvidas partiam dos faraós, também era ele que ordenava as obras de irrigação, como já vimos no capítulo anterior. 

Trabalho e vida no Egito
A principal atividade desenvolvida no Egito era a agricultura  do trigo e legumes próximas das áreas fertilizadas pelas cheias do rio Nilo. Porém, precisamos relembrar que o comércio no Egito também era muito forte através do artesanato e cerâmica.  

Religião
O primeiro aspecto que precisamos destacar na religião dos egípcios é o fato deles acreditarem em vários deuses, como Seth, Osíris. Horus, Rá, dentre outros. Através da religião que estudamos uma das características mais curiosas sobre essa civilização: a mumificação. Como os egípcios acreditavam que a morte era apenas uma separação temporária do corpo e da alma eles passaram a ter a preocupação de preservar o corpo daqueles que faleciam. É certo que esse processo não era feito do mesmo modo em todos os grupos sociais. Os mais pobres eram apenas com seus pertences.
Por outro lado, nobres e faraós passavam por todo o processo de mumificação e eram sepultados com vários pertences, inclusive com pessoas próximas do faraó. Nesses casos, esses chefes eram enterrados nas pirâmides e elas tinham como objetivo proteger e conservar o corpo, além de demonstrar o poder desses governantes. 

Escrita
No Egito, assim como nas civilizações que estudamos no capítulo 3, a escrita surge a partir da necessidade de realizar registros e, com isso, melhorar a administração do reino. Lembrem-se que a escrita também foi utilizada nos sepultamentos porque nas câmaras onde estavam localizadas os sarcófagos haviam vários escritos sobre a vida daquele que estava sepultado ali.
Haviam três tipos de escrita:
hieroglífica: usadas nos túmulos, nas tabuinhas e nos templos.
hierática: era uma simplificação da escrita hieroglífica. Mais utilizada por sacerdotes para escrever em papiro.
demiótica: forma cursiva da hierática. Utilizadas em cartas e registros.

Não deixem de estudar a divisão dos grupos sociais no Egito e a função deles. Por causa da escrita, surgiram os escribas, funcionários responsáveis por todo o registro escrito por todo o reino.

Legados da civilização egípcia
Por causa da construção das pirâmides e dos canais de irrigação os egípcios desenvolveram conhecimentos sobre Geometria e Matemática. Além disso, por causa das técnicas de mumificação eles obtiveram conhecimentos sobre a anatomia do corpo humano e, por isso, sabiam tratar ferimentos, aplicar remédios e cuidar de fraturas.

É isso turma.
Estudem bem!  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Slides

Para quem tiver dificuldade de acessar os slides eu colocarei aqui também.

Povos do Oriente Médio

No capítulo 3 estudaremos algumas características de alguns povos que ocuparam uma região conhecida como Mesopotâmia.

O que significa Mesopotâmia?

Os diferentes povos do Oriente Médio, como os sumérios, babilônios e assírios foram atraídos para esse região pela fertilidade dos solos para a prática da agricultura. Para que a ocupação ao longo do rio Tigre e Eufrates fosse possível eram necessárias obras de irrigação e essas obras favoreceram a formação de governos porque para realizá-las era necessária uma grande organização e eficiente divisão de tarefas.

Formação das cidades-Estado
Cada cidade era independente e era responsável por controlar diversos assuntos da vida na região. Por exemplo, cada cidade possuía um governo independente e era responsável por realizar e executar as obras de irrigação. Além disso, cada uma podia ter uma religião diferente ou um deus protetor.

1) Sumérios
A ocupação data de 3.500 a.C
Cidades: Ur, Uruk e Lagash
Qual era a função dos governantes?
Eles eram ao mesmo tempo administradores da cidades, chefe militar e sacerdotes.
Quais as suas funções?
- Nomear funcionários
- Comandar as obras de irrigação
- Declarar guerra ou a paz

Escrita cuneiforme
Por que surgiu a escrita?
A escrita foi criada porque as cidades tornavam-se cada vez mais maiores e mais populosas, por isso, passou a ser necessário fazer registros tanto para a atividade comercial, como para as determinações do governo.

O que se escrevia e onde?
A escrita era registrada em tabuinhas de argila (ou estelas). Nelas constavam leis sobre crimes, questões de segurança, como eram feitas as transações de compra e venda, dentre outros aspectos.

Religião  
A religião da maioria dos povos era politeísta (O que quer dizer esse termo mesmo?)
Muitas vezes os reis eram vistos como divindades e os sacerdotes tinham a função de mediar a relação entre as divindades e as pessoas.

2) Império Babilônico
Formado a partir da dominação da região Suméria e da Acádia.
Código de Hamurabi
O Código de Hamurabi são leis escritas em cuneiforme que serviam para organizar a sociedade; estabelecer as regras. Nessas leis definia-se como punir crimes cometidos, como vender e comprar propriedades dentre outros aspectos. 
Essas leis eram regidas pelo "Princípio de Talião"

Não há slides para 3) Hebreus

4) Fenícios
 Localizados no norte da Palestina, onde hoje é a Líbia.
Os fenícios foram grandes navegadores e comerciantes. Por isso, estabeleceram contatos com diversas regiões como o norte da África, sul da Europa, Inglaterra e mar do Norte.
Criação do alfabeto fonético
O alfabeto foi criado por causa da intensa atividade comercial dos fenícios. Ao contrário da escrita cuneiforme, o alfabeto criado representava o som das palavras. Esse alfabeto deu origem a outras escritas, como o grego e o latim (latim deu origem ao português).

5) Império Persa
O império dominou grande parte da Ásia e um pequeno parte da Europa. 
Administração do Império
- Divisão do império em províncias denominadas satrapias governadas pelos sátrapas, responsáveis pela administração da região.
- Criação de uma moeda única. Todo o comércio seria feito somente com um dinheiro.
- Manutenção dos costumes, religião e leis das regiões dominadas pelo império. 

sábado, 17 de maio de 2014

Capítulo 3 - "Os povos do Oriente Médio"

Turma,
escreverei no blog os assuntos que já discutimos em sala. Depois montaremos nosso caderno para vocês terem meio para estudar.

Lembrem-se: a matéria da AVI é somente o Capítulo 3!

No capítulo 3 são estudados diferentes povos que ocuparam o Oriente Médio ao longo da História Antiga, mais precisamente na Mesopotâmia. Porém, antes de estudarmos esses povos, vimos que algumas condições eram necessárias para que eles pudessem crescer.

      A primeira questão que discutimos foi a importância das obras hidráulicas (ou de irrigação) para a sobrevivência dessas sociedades estudadas. Esses povos não podiam se fixar na beira dos rios Tigre ou Eufrates porque cheias muito fortes poderiam ocorrer e ocasionariam a destruição das casas e das plantações. Por isso, essas sociedades precisaram se afastar um pouco dos rios e aprender ao longo de vários e vários anos a realizar obras que trouxessem as águas dos rios para abastecer as pequenas cidades que se formavam e para a agricultura.
      Contudo, para realizar essas obras eram necessárias 2 coisas: uma grande organização e uma eficiente divisão de tarefas. Esses dois fatores reunidos criaram condições para o surgimento dos governantes, ou seja, pessoas que seriam responsáveis por comandar a cidade. Além disso, cabia àqueles que estavam no governo o planejamento e execução dessas obras de irrigação.
      Outro ponto muito importante do capítulo 3 é a formação das cidades-Estado. Como vimos no nosso livro, cada cidade funcionava como um Estado e, por isso mesmo, elas eram independentes. Apesar de compartilharem a escrita e a religião, cada uma dessas cidades era responsável pela realização das suas próprias obras de irrigação e cada uma possuía seus governantes e modos de vida próprios.
Saber isso é muito importante!

Agora vamos sair dos aspectos gerais e entrar nos povos que habitaram a Mesopotâmia. 

1) Sumérios

Os primeiros vestígios da ocupação da Mesopotâmia pelos sumérios datam de 3.500 a.C nas cidades de Ur, Uruk e Lagash.
Nas diferentes cidades sumérias os governantes realizam três funções ao mesmo tempo: eles administravam a cidade, era o chefe militar e o chefe religioso. Além disso, o governante tinha o direito de nomear funcionários para cobranças de impostos, comandar as obras de irrigação (como já mencionado) e declarar guerra ou paz com outras cidades. 

Escrita cuneiforme
Uma característica MUITO IMPORTANTE dos sumérios foi a invenção da escrita. Por causa do crescimento das cidades e das trocas comerciais passou a ser cada vez mais necessário o registro das atividades. A escrita cuneiforme era  registrada em tábuas de argila, conhecidas como tabuinhas ou estelas.
Através dessas tabuinhas podemos encontrar diversos tipos de informação como leis que  estabeleciam as regras para heranças, crimes, contratos de compra e venda, dentre outros aspectos. Lembrem-se que poucas pessoas sabiam escrever na Mesopotâmia, geralmente apenas os sacerdotes e pouquíssimos nobres tinham domínio da escrita.

Religião
Ao contrário de nós que temos apenas um deus (monoteístas), os sumérios eram politeístas, isso quer dizer que esse povo possuía vários deuses. Devemos lembrar também que os governantes eram identificados com deuses e cabia ao sacerdotes mediar a relação entre a população como um todo e os reis. 

Esses são as principais características dos Sumérios, vamos agora estudar os Babilônicos.

2) Império Babilônico

O Império foi formado a partir da dominação de várias cidades da Suméria e da Acádia (vejam o mapa da página 83) e ele era governado pelo rei Hamurábi. A característica mais importante que precisamos estudar é o Código de Hamurábi e o princípio de talião
O Código de Haburábi são leis escritas em cuneiforme que serviam para estabelecer as regras naquela sociedade, como o que seria considerado crime e como julgá-lo, como vender propriedades, como contratar trabalhadores, dentre vários outras aspectos. Essas leis eram feitas a partir do princípio do talião. Esse princípio estabelecia que toda pessoa que causasse um mal  ou prejuízo para alguém deveria ser punido na mesma intensidade do mal causado. 
ESTUDEM BEM ISSO. É difícil, mas é importante.

3) Hebreus

O povo hebreu foi o primeiro a criar uma religião monoteísta, isto é, acreditavam somente em UM deus, ao contrário de outros povos que também ocuparam a Mesopotâmia. (Como se chama mesmo a religião que cultua vários deuses?). Os hebreus eram pastores nômades e, por isso, foi comum a sua circulação ao longo do território em busca de água e pasto para seus animais. Esses deslocamentos constantes possibilitou a chegada deles na Palestina e, posteriormente, no Egito. 
No Egito, os hebreus foram escravizados pelos faraós e somente conseguiram sua liberdade após o Êxodo, liderado por Moisés. O Êxodo marca a saída dos hebreus do Egito para a Palestina. Numa determinada trecho desse trajeto Moisés recebeu as Tábuas da Lei, contendo os Dez Mandamentos.

4) Fenícios

Os fenícios estavam localizados onde hoje é o norte da Palestina. (Olhem o mapa da página 90 onde está escrito Fenícia). Foi um povo conhecido por percorrer grandes distâncias no mar e pela intensa atividade comercial praticada em diferentes regiões, como o norte da África, sul da Europa, a Inglaterra e o mar do Norte. Por causa do comércio, os fenícios precisaram criar uma escrita para registrar as trocas comerciais e o contato com as diferentes colônias criadas nas localidades mencionadas a cima.  Com isso, os fenícios criaram a escrita e o alfabeto fonético, ou seja, a escrita representava o som das palavras e não imagens, como na escrita cuneiforme. A criação do alfabeto foi uma grande herança deixada pelos fenícios para as civilizações posteriores porque esse escrita daria origem ao grego, que por sua vez, influenciaria o latim e, finalmente, daria origem a várias línguas, como o espanhol e o português.

5) Persa (Império Persa)

O Império Persa foi formado a partir da dominação de grande parte da Ásia e da Mesopotâmia. 
Como administrar um Império tão grande? (Olhe a página 91 para ver a dimensão dos seus domínios)
     O imperador Dario I dividiu o império em províncias denominadas de satrapias e essas províncias eram governadas pelos sátrapas em nome do imperador, eles eram conhecidos como "os olhos e ouvidos do imperador". 
Além disso, o imperador também criou uma moeda única, ou seja, ao longo de todo os domínios do Império Persa as trocas comerciais seriam feitas somente com o dinheiro do rei. Por fim, o imperador permitiu que as regiões dominadas mantivessem os seus costumes, a sua religião e as suas leis.


Post concluído!

sábado, 19 de abril de 2014

Capítulo 2: Período Neolítico

Olá olá,
com esse post fechamos o conteúdo da AVII.
Lembrem: estudem sobre o capítulo 1 e 2
Obs: Como não sei o que vai ser cobrado na avaliação, teremos que ver tudo nos capítulos.
Infelizmente, gostaria de pedir para vocês lerem o capítulo 1 e 2 todo.


No capítulo 1, estudamos o período Paleolítico. Agora, no capítulo 2, estudaremos o período seguinte, denominado de Neolítico. É nesse momento que a humanidade forma as primeiras pequenas cidades e aprende a realizar a agricultura.  

O primeiro ponto que vimos no capítulo foi a Revolução Agrícola. Em resumo, podemos dizer que com essa revolução os homens aprenderam como fazer a agricultura. É por isso que muitos grupos humanos deixaram de ser apenas coletores e passaram a ser cultivadores. Isso quer dizer que alguns deixaram de ser nômades e se fixaram em uma determinada região, sedentarizando-se.

(Essas duas palavrinhas em negrito são muito importantes. Case tenham esquecido, olhem no livro ou no dicionário!)

O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: aumenta a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos.

Os primeiros registros de agricultura aparecem em uma região chamada de Crescente Fértil. No livro, há um mapa que mostra essa localidade na página 56. O Crescente Fértil está localizado na região que compreende onde hoje estão países como o Irã, Iraque, Israel, Síria, Líbano, parte da Turquia e do Egito. Ou seja, o Oriente Médio.

Técnicas agrícolas
Os homens passaram a fazer uso de ferramentas e de técnicas agrícolas para aprimorar a agricultura. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Além disso, diversos animais passaram a ser domesticados e criados pelo homens tanto para o uso na alimentação, como para a agricultura. Logo, a criação de animais garante maior disponibilidade de alimentos e podem ser utilizados de diferentes maneiras, pois as peles podem ser utilizadas como vestimenta, os osso são transformados em ferramentas, o estrume como adubo e, finalmente, a sua força é aproveitada para puxar os arados.

Da Aldeia para as Cidades
     Além de contribuir para a sedentarização e aumentar a quantidade de alimentos disponíveis a agricultura torna possível o crescimento população. Com isso, surgem as cidades. A partir desse acontecimento torna-se necessária a divisão das tarefas, ou melhor, a separação das atividade através da divisão do trabalho. Ao mesmo tempo que nascem as cidades cresce a necessidade também da administração. É nesse momento que surgem os reis, os sacerdotes e os guerreiros. Lembrem-se que a Revolução Agrícola não foi simultânea, ao contrário, ela aconteceu em diferentes momentos, por isso que existem grupos humanos que permaneceram no nomadismo e outros tornaram-se semi-nômades. Não foram raros os grupos nômades atacarem grupos sedentários em busca de comida. Isto criou a necessidade de existirem guerreiros para defender as pequenas cidades e de reis  responsáveis por organizar a defesa.
     Os reis eram escolhidos pela própria comunidade para chefiar as guerras e as cerimônias religiosas. Os sacerdotes, por sua vez, eram vistos como intermediadores entre os deuses e as pessoas. Com o passar do tempo, os reis começam a ser vistos como representantes do deuses e os sacerdotes são as pessoas mais próximas deles. Tanto um, quanto outro recebem impostos da população em bens e alimentos. Para armazená-los foram construídos salões que eram ao mesmo tempo palácio do rei, templo religioso e celeiro. Com o crescimento das cidades, muitas das atividades que eram realizadas dentro dos palácios pelos sacerdotes, como a fiscalização do trabalho agrícola, a aplicação da justiça, os pagamentos e empréstimos passam a ser realizados fora do templo.  

Crescimento das trocas comerciais e especialização do trabalho
Com a divisão do trabalho ocorre a especialização, o que quer dizer que cada um exerce apenas uma atividade. Isso contribuí para a produção de um excedente, ou seja, produz mais do que o necessário para o grupo. Esse excedente será utilizado em trocas comerciais para obter aquilo que o grupo não possuí. Não se esqueçam que o comércio não é feito com moedas nessa época, havia uma troca de mercadorias. Através do comércio de longa distância eram obtidos produtos raros como o sílex e a obsidiana. Esses dois produtos são rochas afiadas e eram muito utilizadas nas armas porque tornavam a caça mais eficiente.

Idade dos Metais
Lembrem-se da linha do tempo que fizemos em sala. Ela será muito útil para vocês visualizarem o processo de utilização dos metais. Farei em cronologia.

7.000 a.C. a 3.000 a.C - maior controle sobre o fogo, possibilitando a descoberta da metalurgia.
3.500 a.C a 1.000 a. C - melhoramentos nas técnicas de metalurgia e difusão dessas técnicas.
3.000 a. C a 2.000 a.C. - aprendizado da mistura do cobre com estanho resultando no cobre. Mais resistente.
1.200 a. C - surgimento da metalurgia do ferro. Utilizado na fabricação de armas mais resistentes.

Por meio do domínio das armas de ferro e o uso da cavalos inicia-se uma era de muitos conflitos em busca de solos férteis e dominação de cidades para manutenção dos grupos humanos.

A África entre 10.000 a. C. e 4.000 a. C.
     Acredita-se que houve uma migração contrária, vinda do Oriente Média para a África. Esse hipótese é sustentada pelo fato de que existem fósseis em sítios arqueológicos africanos que demonstram um domínios de técnicas e restos animais não registrados antes da saída do homem no continente africano do continente. É provável que esses animais foram levados do Oriente Médio para a África. 
No momento que estamos estudando, o deserto do Saara era bem menor do que hoje e, inclusive, era possível a prática de agricultura antes da intensa desertificação. Por causa da boa quantidade de recursos naturais surgiram pequenas aldeias que praticavam a pesca, a caça e a coleta. Além disso, existem vestígios de atividade agrícola. No entanto, com o processo de desertificação, aquelas sociedades foram empurradas para o sul do continente e para o leste, em direção ao rio Nilo. 


Continua...

sábado, 5 de abril de 2014

Capítulo 1

Olá pessoal
Na nossa última aula vimos parte do capítulo 1: "As origens da espécie humana". Na aula anterior, conversamos sobre parte dele e na semana passada colocamo no caderno o que havíamos conversado na semana retrasada. Agora estou colocando o capítulo inteiro, até algumas coisas que faltaram para fechar o capítulo. Na nossa próxima aula comentaremos rapidamente o que falta e entraremos no cap. 2.
Vamos lá!

Nesse capítulos estamos estudando como surgiu a espécie humana e como é possível obter informações sobre uma época tão distante da nossa. Para isso, mostrei que existem dois modos de explicar a existência de vida na Terra: há pensamento criacionista e o evolucionista. O criacionismo defende que Deus criou tudo e todas as espécies do jeito que elas são hoje. Por outro lado, os evolucionistas argumentam que as espécies passaram por transformações ao longo de milhões de anos até se tornarem como são hoje. Além disso, a seleção natural (ideia criada por Charles Darwin) contribuiu para as transformações das espécies. De acordo com essa ideia, apenas os animais mais bem adaptados ao meio ambiente conseguem sobreviver e procriar. 

A Arqueologia e o estudo da Pré-História
O período que compreende a Pré-História corresponde ao surgimento dos primeiros hominídeos (são seres humanos modernos seus parentes mais próximos) há 4,4 milhões de anos até o surgimento da escrita, por volta de 3.500 a.C. Em sala, vimos apenas alguns desses hominídeos. No entanto, existem vários outros e os Homo sapiens sobreviveram.

Estudo da Pré-História
Esse época da História é muito mais estuda por paleontólogos e arqueólogos. Os primeiros são responsáveis por pesquisar em escavações, buscando vestígios materiais ou mesmo restos mortais. Paleontólogos, por sua vez, pesquisam resquícios de animais e vegetais. Os locais onde são achados os vestígios materiais são os sítios arqueológicos.
Não se esqueçam de estudar sobre os fósseis nas páginas 38 e 39.

Nossa origem africana
Os vestígios mais antigos de existência humana são proveniente do continente africano, por isso, afirma se que nós surgimos na África. O Vale do Rift, localizado no lado oriental do continente concentra a maior quantidade de vestígios da humanidade em diferentes estágios da evolução da espécie porque possuí uma grande quantidade de sítios arqueológicos.  

Diversidade da espécie Homo
Existe uma diversidade muito grande com relação a espécia do Homo. No entanto, veremos apenas quatro tipo. São eles:
Homo habilis: viveu há cerca de 2 milhões de anos. Foi o primeiro do gênero Homo e conseguiu desenvolver ferramentas.
Homo erectus: viveu há de cerca de 1,6 milhão a 200 mil anos. Acredita-se que esse gênero foi o primeiro a sair da África porque foram encontrados vestígios dessa espécie em outras regiões e porque o H. erectus possuí pernas maiores que favorecem a caminhada, conseguiu melhorar um pouco as ferramentas e conseguiu dominar o fogo.

O domínio do fogo foi importante porque ele foi utilizado de diferentes formas. O fogo era utilizado para o aquecimento, para espantar animais, mas um dos usos mais importantes era o cozimento da carne. Com a entrada da carne na dieta alimentar a espécie passa a ter mais nutrientes, ajudando no desenvolvimento. Por exemplo, a carne cozida é mais macia tornando as grandes mandíbulas desnecessárias. Portanto, houve uma evolução na espécie, diminuindo as mandíbulas e deixando maior espaço para o crescimento do cérebro.

Além disso outras mudanças também foram importante para o nosso desenvolvimento, como a estar na posição ereta (a bipedia) e a fabricação de armas. Acredita-se que no momento da caça os homens precisavam combinar estratégias para abater os animais, fato que favoreceu o desenvolvimento da comunicação. 

Homo neanderthalensis: Registros apontam para uma existência de 300 mil a 30 mil ano. Inclusive, conviveu com o Homo sapiens sapiens, surgido a 130 mil anos. É difícil explicar como o homem de Neanderthal desapareceu, a hipótese mais aceita é que neanderthais e homo sapiens se misturaram e, prevaleceram as características da espécie sapiens.

Pinturas misteriosas
As pinturas nas cavernas demonstram que o Homo sapiens foi (e é) capaz de observar e representar cenas do cotidiano e elementos da natureza. Não se sabe ao certo qual era o objetivos daquelas pessoas ao fazer representações nas paredes. Porém, existe a hipótese de que houvesse uma função mágica, pois pode ser que eles acreditassem que ao pintar essas algumas figuras seria garantido o sucesso de uma caça. Por outro lado, pode ter um objetivo de ensinar outras gerações a caçar.


Por enquanto é isso. 
Não deixem de estudar!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Introdução aos Estudos Históricos - Segunda parte

Turma,
no nosso primeiro post conversamos sobre o que é o trabalho do historiador e do que ele precisa para realizar as suas atividades. Hoje, escrevei sobre a segunda parte do conteúdo. Esse conteúdo já foi apresentado em sala e trata-se da discussão que fizemos sobre o tempo através da formação dos calendários. Vimos como registrar e contar o tempo através dos séculos e estudamos também meios de organizar o tempo pela Cronologia e pela Linha do Tempo.
Vamos ao conteúdo!

Organização do calendário
Desde a nossa primeira aula estamos falando sobre o Tempo. Será que ele sempre foi organizado do mesmo modo? Por exemplo: será que o ano sempre foi dividido em 12 meses e em 365 dias. Será que todas as sociedades organizam o tempo do mesmo modo? Vimos em sala que não. O ano novo na China é comemorado em uma data diferente da nossa e é festejado por vários dias. Se observarmos a Grécia Antiga descobrimos que os anos eram um pouco menores do que o nosso e, apesar de ser dividido em meses, possuía denominações diferentes da que usamos no presente.
A necessidade de contar o tempo está muito relacionada com a formação das primeiras cidades, porque são sociedades totalmente dependentes da produção do campo pois era de lá que eles garantiam a usa sobrevivência. Os homens precisavam saber quando colher e plantar para garantir a sua sobrevivência. 
Uma das primeiras maneiras de contar o tempo foi observando as  fases da Lua: Nova, Cheia e Minguante. Quando a Lua passava por todas as fases sabia-se que um mês havia sido completado. A ideia de um ano completo e de suas estações surgiu a partir da observação do posicionamento das estrelas e do Sol e pela duração dos dias.

Nosso calendário foi criado na época de Júlio César. Ele foi um dos vários imperadores da história de Roma e esse calendário foi nomeado de calendário juliano em sua homenagem e já era dividido em 365 dias. É nele que surge a divisão em antes de Cristo (a.C) e depois de Cristo (d.C). Lembrem-se: Antes de Cristo o tempo é contado de trás para frente (de modo decrescente) e depois de Cristo é contado de modo crescente. Com o passar do tempo, surgiram os séculos. (1 século = 100 anos)

O calendário que utilizamos atualmente é o calendário gregoriano, trata-se de uma atualização do calendário juliano. O papa Gregório XIII, no século XVI, solicitou aos físicos da época que revisassem o calendário em uso porque os anos possuíam 365 dias e algumas horas. A nova reforma no calendário foi feita com o objetivo de corrigir uma defasagem do tempo.

Registro do Tempo

Utilizamos algumas ferramentas para contar o tempo. O registro do tempo, por exemplo, é feito por algarismos romanos (I, II, III, IV, V...) e arábicos (1, 2, 3, 4, 5...).

Relembrando
Não existe ano 0 e nem século 0.

século III - 300 a 201 a.C
século II  - 200 a 101 a. C
século I  - 100 a 1 a. C

Século I - 1 a 100
Século II - 101 a 200
Século III - 201 a 300
Século IV - 301 a 400
Século V - 401 a 500
...
Século XVIII - 1701 a 1800
Século XX - 1901 a 2000
Século XXI - 2001 a 2100 

Além dos registros em séculos e anos fazemos uso também da Cronologia e da Linha do Tempo.
A cronologia nos ajuda a localizar alguns fatos e a entender a relação entre eles no seu contexto histórico. Finalmente, a Linha do Tempo nos ajuda a "visualizar" os acontecimentos e a organizar o tempo de modo cronológico. A História, por exemplo, é dividida na linha do tempo em 5 partes: A Pré-História, a História Antiga, a História Medieval, História Moderna e História Contemporânea.
Em sala, vamos repensar essa divisão!

Até

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Introdução

Olá,
vocês devem ter percebido que o blog já possui algumas publicações. Desconsiderem todas. Essa é a nossa primeira publicação de 2014!

Na primeira aula fizemos uma introdução sobre o estudo da História. Tentamos definir o que é a disciplina, como os historiadores trabalham e do que eles precisam para tornar possível as suas pesquisas.

      Em sala expliquei que História é um campo de conhecimento e, um dos seus principais objetivos, é estudar as sociedades ao longo do tempo. A disciplina tenta perceber também o que muda e o que permanece ao longo do tempo para ajudar a explicar a nossa atualidade. Lembram que dei o exemplo para as diferentes brincadeiras que já existiriam e que a infância dos seus pais foi diferente da que vocês tiveram? As brincadeiras eram diferentes, algumas permaneceram até hoje e outras ficaram apenas na memória. Um dos trabalhos do historiador é tentar entender porque isso acontece. 
    O historiador também levanta questões e perguntas sobre a sociedade, fatos históricos, monumentos, grupos sociais e sobre alguns indivíduos em alguns casos. Por isso, pode-se dizer que o profissional dessa área tem uma grande possibilidade de estudos.) A partir das perguntas elaboradas pelo historiador ele formará hipóteses que respondam às suas perguntas. Nunca verdades. 
      Por exemplo, se tentarmos responder porque as brincadeiras mudaram nos últimos 50 anos, muitos historiadores certamente afirmarão que a invenção da Internet e o aumento da insegurança nas ruas, fez com que os hábitos das crianças mudassem nos últimos tempos. Porém, essa é somente uma explicação possível. Outros profissionais dessa área com certeza buscarão outras explicações para as mudanças e, às vezes, muito diferentes entre si. É por causa dessa diversidade de explicações que sempre montamos hipóteses, porque elas podem mudar ao longo do tempo e porque nem sempre há concordância entre os historiadores.
E como os historiadores trabalham nas pesquisas? De que ferramentas eles precisam?
      Nós precisamos das fontes históricas, pois, são elas que tornam possíveis as pesquisas do historiador. Comentei, em sala, e escrevi no quadro as diversas possibilidades de fontes que podem ser utilizadas.

Escritas: documentos, jornais, revistas.
Materiais: monumentos, roupas, utensílios, ferramentas.
Iconográfica: mapas, quadros, fotografias.
Audiovisuais: músicas, filmes, documentários.
Orais: mitos, lendas, contos e relatos.


Atividades
Não esqueçam de levar para sala as fontes, na 3a feira. Tentem não levar nada muito valioso, de preferência objetos que vocês não usam mais. Não esqueçam, vale ponto para o seu trabalho bimestral.

Para quem já está com o livro pedi para adiantar o exercício n° 1, da página 18.


Até terça! :)