quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Respostas - Prova Final

Não esqueçam de ler o capítulo 10, sobre os povos germânicos. Comentei um pouco sobre eles na última aula.

6) Que fatores internos explicam a queda do Império?
O fim da expansão reduziu o número de escravos disponíveis porque as guerras de conquista haviam chegado ao fim. Por causa da menor entrada de escravos a produção do campo também foi reduzida, já que haviam menos pessoas no campo. Além disso, podemos citar também o surgimento do cristianismo; religião que questionava o poder do imperador.

As invasões dos povos germânicos é um fator externo. Muitos deles não faziam parte do império.

7) Como ocorreu a entrada dos povos germânicos no Império?
Alguns povos conviveram pacificamente dentro do Império Romano. Por outro lado, outros povos optaram pelo confronto com império motivados por diferentes circunstâncias, como mudanças climáticas e queda de produção agrícola nas antigas regiões povoadas por esses povos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exercícios - Prova Final

Olá,
no post de hoje colocarei alguns exercícios para a Prova Final. Alguns alunos precisarão fazer essa prova por bobeira, poderia ser evitado. Outros precisam de poucos pontos, cerca de 2,0 ou 3,0. O início do ano foi ruim para todo mundo, mas aos poucos, muitos conseguiram boas notas nos bimestres seguintes, principalmente no 3°. Agora é estudar.
Leiam o capítulo 10.

Imprimam ou copiem no caderno para 5a feira. Tentem fazer sozinhos.

Conteúdo da Prova Final
Cap. 8 - Roma: das comunidades primitivas à República
Cap. 9 - Roma: uma potência imperial
Cap 10 - As migrações de povos germânicos e dos Hunos.

1) Como se explica a fundação da cidade de Roma? Existe uma explicação mitológica e outra histórica. Elabore uma resposta com as suas palavras baseado no que você leu nas páginas 172 e 173.




2) No capítulo 9, conversamos algumas vezes sobre a formação dos grupos sociais em Roma, ou seja, dos patrícios e dos plebeus. A partir da leitura da página 177, explique porquê os patrícios controlavam o poder político e econômico.




3) A partir da leitura das páginas 178 e 179 responda as perguntas.
a) O rei governava com a ajuda de quem? Quem ocupava os cargos dos órgãos políticos?


b) No período republicano apenas os patrícios possuíam direitos políticos. Por isso, os plebeus precisaram fazer reivindicações para conquistar direitos. Nessa luta, os plebeus conseguiram criar o cargo do "tribuno da plebe" a Lei das 12 Tabuas. Responda qual era a função desse cargo e o que a lei estabelecia.




4) O início da expansão romana sobre outros territórios teve início ainda na República e essa ampliação dos domínios romanos trouxe diferentes consequências para a sociedade romana. Para tentar resolver algumas consequências negativas foram tomadas uma série de medidas, como a dos Irmãos Graco. Baseado no que você leu nas páginas 181, 182, 183 e 184, responda.
Quais medidas foram pensadas pelos Irmãos Graco?




Leia as páginas 203, 204, 205, 206, 207, 208 e 209 - crise do Império Romano.
5) Por que os cristãos eram perseguidos pelos romanos?




6) Quais fatores internos explicam a queda do Império Romano?




7) Qual fator externo influenciou no fim do Império?




Leitura: Todo o capítulo 10
8) Como ocorreu a entrada dos povos germânicos no Império?



sábado, 16 de novembro de 2013

Estudo para AVII

Olá
Nossas últimas aulas foram sobre o Império Romano e logo na primeira aula sobre o capítulo 9 coloquei um bom resumo no quadro para ajudá-los na hora de estudar para a prova. Leia-o.

Conteúdo da prova
Cap. 9: Roma: uma potência imperial (pág. 192-209)

Roma: uma potência imperial

O início do Império Romano coincide com a Pax Romana. O primeiro imperador romano foi Otávio, ele governou de 27 a. C. a 14 d. C. A Pax Romana, por sua vez, teve início no mesmo ano que começou o governo de Otávio, em 27 d. C e duraria até 180 d. C. Esses 153 anos são chamados de paz romana (27 d.C a 180 d.C), porque as guerras de conquista chegavam ao fim e não havia ameaças de revoltas internas ou forças estrangeiras que ameaçassem o Império Romano. (Vejam novamente o mapa da pág. 204 para ver a extensão do Império) Roma e seus domínios tiveram diversos imperadores ao longo de toda sua história, Otávio foi apenas o primeiro.
Quando a conquista estava garantida nas outras regiões os romanos levaram não apenas a sua cultura, mas também a sua língua e suas instituições. Lembrem-se que o latim, utilizado para a língua e escrita dos romanos foi levado para todas as regiões. Aliás, o latim deu origem à nossa língua, o português. Os romanos desenvolveram também o Direito; a base do nosso Direito hoje foi o desenvolvido pelos romanos, ao longo do tempo, ele passou por diversas adaptações. O latim e o Direito foram apenas duas das principais contribuições culturais dos romanos para o nosso mundo atualmente.
De que forma foi feita a expansão romana? O Império Romano foi formado a partir de muitas guerras. Estabelecido o domínio romano as propriedades agrícolas passavam a utilizar a mão de obra escrava. Roma cobrava impostos pelos produtos produzidos e isto criava uma fonte de dinheiro para o Império a partir da produção e do comércio desses produtos. Estes recursos eram utilizados para pagar funcionário que administravam o império e para formar o exército para se defender e garantir a posse sobre os domínios.
No entanto, a expansão romana atingiu seu limite máximo e neste momento, começaram a aparecer sinais que indicavam para uma provável extinção do império. Com o fim da expansão, as lavouras não recebiam mais novos escravos. Com a diminuição do número de pessoas no campo, a produção agrícola foi reduzida e por causa disso, a arrecadação dos tributos cobrados por Roma também sofreu redução porque havia menos produtos disponíveis.
Apesar da menor arrecadação, Roma resolveu aumentar os impostos porque revoltas dentro do próprio império começavam a acontecer e, além disso, alguns povos germânicos começavam a guerrear nas fronteiras do império. O aumento de impostos era destinado para a formação e manutenção dos exércitos. Não podemos esquecer que o surgimento do cristianismo e o Império Romano são da mesma época. O cristianismo era uma religião que questionava o poder do próprio imperador romano por defender que o imperador não era um deus e que a religião de Roma deveria ser monoteísta e não politeísta.
 Os imperadores romanos tentaram resolver os problemas existentes tomando diferentes medidas. O imperador Diocleciano acreditava que o império tinha muitos problemas por causa do seu tamanho, por isso, resolveu dividi-lo em Ocidente e Oriente. Porém, após a sua morte, essa divisão foi desfeita.
No ano de 313 d.C. o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão. Parar de perseguir os cristãos era menos um problema para o imperador romano, a partir desse momento, quando cada pessoa poderia adotar a religião que quisesse. Além de assinar esse documento, Constantino incentivou o comércio na parte oriental do império, principalmente, na região da cidade de Constantinopla, para tentar resolver os problemas econômicos do império.
O imperador Teodósio governou de 369 a 395 d. C. foi mais longe do que Constantino com relação à religião. Ele mesmo se converteu ao cristianismo e, com isso, todo o Império passou a praticar a religião cristã e a antiga religião politeísta foi proibida. O Império Romano passou a ter uma religião oficial. Além disso, Teodósio dividiu novamente o império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.
Apesar de todas essas medidas, o império já não tinha mais forças. Pouco tempo depois, em 476 d.C, o imperador Rômulo Augusto foi retirado do poder por um dos povos germânicos que ameaçavam o império: o povo hérulo. Como mostrei na página 216, havia vários povos germânicos que se deslocavam em direção ao império, alguns se mantiveram dentro dos limites dos domínios romanos sem guerrear contra o império. Porém, outros povos não eram tão pacíficos e invadiam o império através da guerra.
Não se esqueçam da política do pão e circo. O Coliseu era o local aonde as pessoas iam para se divertir assistindo as lutas dos gladiadores, mas também lá, os espectadores recebiam pão. Em um contexto de alta de preços por causa da diminuição da produção agrícola
.
Cronologia
313 d.C.: Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão
369 a 395 d.C Teodósio: conversão para o cristianismo. A nova religião se torna a religião oficial de todo o Império.
Divisão do império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.

476 d.C.: fim do Império Romano Ocidental.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estudo Dirigido

Meninos e Meninas,
escreverei nesse post o que é essencial saber para a prova na quinta.

Matéria da prova
Capítulo 8 - das comunidades primitivas à República (páginas 170-189)

Nas nossas aulas sobre Roma sempre mencionei que a sociedade romana no período que estamos estudando era patriarcal, inclusive, lemos um trecho em aula para deixar bem claro o que o termo significava. Quando dizemos que a família romana é patriarcal deseja-se afirmar que as famílias eram controladas pelos homens, principalmente os mais velhos. Por causa desse fato, os pais tinham grande controle sobre a vida dos seus familiares. Eles podiam até decidir diferentes aspectos sobre o futuro de seus filhos. Revisitem a página 174 e 175.

Em todas as aulas lembrei vocês sobre os principais grupos sociais de Roma: os patrícios e os plebeus.
Os patrícios formavam a aristocracia rural. Pessoas ricas que dominaram as terras que antes eram comunitárias, transformando-as em propriedade particular.
Os plebeus eram pessoas comuns, aquelas que não pertenciam a nenhuma família importante, eram os camponeses, os artesãos, dentre outros. Por muito tempo os plebeus não podiam participar da política, ou seja, não tinham direitos políticos.

Não se esqueçam dos clientes. Os clientes eram plebeus dependentes dos patrícios, pessoas que os serviam em troca de proteção e sustento. 
Isto está na página 177. Confiram!

Política na Monarquia
Essa parte é difícil (e chata!). Mais de uma vez chamei a atenção de todos para a forma como era organizada a política no período da Monarquia, quando Roma era governada por reis. 
O poder era dividido entre o Rei, o Senado e as Assembleias. 

Rei - maior chefe militar, religioso e juiz.
Senado - composto pelos chefes das principais famílias patrícias
                O Senado tinha o poder de vetar certas decisões do rei, desde que ela fosse contrárias à leis ou costumes romanos.
Assembleia - ocupado por patrícios e clientes.

Podemos afirmar então que o rei não tinha plenos poderes para decidir de acordo somente com as suas vontades. O Senado era um meio de limitar o poder monárquico.

Leiam a página 178 - "A política"

República
Mesmo com um possível controle do Senado mencionado há pouco, os patrícios não estavam satisfeitos com o grande poder que os reis possuíam e, com isso, estabeleceram a República, eliminando o rei.  

Na República a administração cabia aos cônsules e era função deles também comandar o exército.
O Senado continuou existindo e era ocupado apenas pelos patrícios. Por outro lado, as Assembleias passaram a aceitar também os patrícios. 
Cabia ao Senado propor lei, aprovar decisões das Assembleias e opinar sobre questões financeiras e sobre a política externa.
A participação política de patrícios e plebeus ocorria de modo diferente. Os patrícios poderiam se candidato e votar nos magistrados e senadores. Porém, os plebeus podiam apenas votar, jamais se candidatar.
Estudem bem o quadro da página 180 e leiam o trechinho da página 181.

Expansão Romana
Esse assunto faz parte de todos os demais a partir daqui. Tudo o que foi conversado surge a partir da expansão dos domínios de Roma.
A expansão territorial foi decisiva na transformação da sociedade romana e um dos principais fatores que explicam esse avanço é a falta de terras.
Cronologia da Expansão
século III - península Itálica (Itália)
século II - Cártago, Península Ibéria e Ásia Menor
século I - Gália e Egito

(Não se preocupem em decorar isso. É só para vocês saberem)

Nesse processo de expansão algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, enquanto outras foram submetidas ao poder romano, passaram a pagar impostos e fornecer escravos. 

Podemos apontar as seguinte consequências sobre a expansão romana:
a) reforço das desigualdades sociais e a tentativa de reduzi-las através da leis dos Irmãos Graco. 
b) aumento do escravidão.
c) maior poder para os generais romanos e a criação dos triunviratos.

a) reforço das desigualdades sociais e a tentativa de reduzi-las através da leis dos Irmãos Graco.
(páginas 183 e 184)
A expansão dos domínios foi muito benéfica para o Estado romano que passou a receber tributos de diferentes regiões e para os patrícios que obtiveram mais terras. Porém, as pessoas comuns e mais pobres viram a sua qualidade de vida piorar. Os camponeses, muitas vezes convocados para fazer parte do exército romano, eram obrigados a deixarem suas plantações para guerrearem em outros lugares. Quando retornavam e coloca os seus produtos a venda tinham que conviver com a forte concorrência com os demais produtos vindos das regiões dominadas por Roma.

Para tentar diminuir as desigualdades reforçadas a partir da expansão, dois plebeus - os Irmãos Graco, elaboraram a Lei Agrária e a Lei do Trigo.
Lei Agrária: redistribuía e limitava o tamanho das propriedades entre agricultores empobrecidos
Lei do Trigo: reduzia o preço do trigo para garantir o acesso.

b) aumento do escravidão 
(páginas 185 e 186)
A escravidão está totalmente associada ao processo de expansão romano. Várias pessoas que tornaram-se escravas eram guerreiras, soldados derrotadas em batalhas. É fundamental que vocês entendam que a escravidão é violenta em qualquer tempo e lugar. No entanto, nessa época, o escravo possuía uma série de conhecimentos, direitos e algum grau de liberdade. Isso não quer dizer que não houvessem revoltas escravas, como a de Espártaco.

c) maior poder para os generais romanos e a criação dos triunviratos
(páginas 184 a partir do 3° parágrafo e página 186)
A criação dos triunviratos e o aumento do poder dos generais romanos gerada pela reforma militar também estão relacionados à expansão romana. 
A reforma militar estabeleceu duas medidas: em uma criou-se o exército permanente romano e na outra, ficou decidido que o Estado romano pagaria os seus soldados. Por causa desses medidas o exército passou a atrair também camponeses empobrecidos, pois a força militar tornou-se um meio de obter sustento. Além disso, esses novos soldados eram mais fieis aos seus generais do que ao Estado. Este fato aumento o poder político dos comandantes já que eles eram os responsáveis pelo controle do exército e pela expansão.

A partir do aumento de poder dos generais e do crescimento dos territórios controlados pelos romanos, o Senado criou o triunvirato, trata-se de uma divisão de domínios em três partes concedida a três generais diferentes.

Destaquei o triunvirato de Júlio César, Crasso e Pompeu.
Júlio César foi responsável por ampliar os domínios romanos e ocupou diferentes cargos romanos ao mesmo tempo. Ele foi responsável também pela distribuição de terras aos ex-combatentes, expandiu a cidadania para outras províncias e realizou diversas obras em Roma. Por isso, a população apoiava Júlio César. Quem não gostava do general eram os patrícios, pois consideram o comandante romano uma pessoa que centralizava os poderes, desagradando os senadores patrícios.
Houve também o triunvirato de Marco Antônio e Caio Otávio e Lépido.


Estudem
Até mais!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capítulo 8 - continuação

Expansão territorial
Podemos entender a expansão de Roma como a expansão de poder da cidade. Nesse processo, Roma dominou outras cidades que até então eram livres. Se no século V a.C. o exército era formado apenas para defender a cidade de eventuais invasores, com o início da expansão as forças militares passaram a ser permanentes. Os romanos levaram cerca de 300 anos, entre os séculos III e I a.C., para dominar toda a região que faz parte hoje da Itália, grande parte da Europa, algumas regiões do Oriente Médio e algumas regiões do norte da África. Essas conquistas trouxeram profundas mudanças para a sociedade romana.
Nesse processo expansão, algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, outras foram dominadas e nomeados representantes romanos para governa-las.

A sociedade e a economia romana após as conquistas
A expansão do domínio romano foi muito benéfica para o Estado romano, que passou a receber além de impostos de outras regiões terras de outras localidades e para os patrícios. No entanto, os benefícios da ampliação do poder romano ficaram restritos aos patrícios. Com relação à distribuição de terras deve-se destacar que a maior quantidade de terras disponíveis não significou maior acesso à terra pelos plebeus. Ao contrário, os patrícios, que ocupavam os principais cargos do governo, distribuíam as terras entre si. 
Para o pequeno comerciante a dominação romana também não foi positiva, pois era muito comum que essas pessoas se vissem obrigadas a fazer parte do exército romano e sair em batalhas, enquanto as suas próprias plantações eram deixadas de lado. Além disso, Roma passou a receber muitos produtos de diferentes regiões, o que fez com que os produtos locais tivessem que concorrer com os produtos que não eram romanos.

Reformas sociais  e a crise na República romana
As reformas sociais elaboradas pelos Irmãos Graco tinham por objetivo reduzir as desigualdades cada vez maiores após as conquistas. Duas leis foram elaboradas e colocadas em prática por um curto período de tempo.
Lei Agrária: objetivo de redistribuir terras conquistadas entre agricultores empobrecidos e fixar limites no tamanho das propriedades.
Lei do Trigo: objetivo de garantir o acesso ao trigo através da redução de preço do produto.

As reformas foram feitas por pouco tempo, pois os patrícios não estavam interessados que essas leis fossem postas em prática e, por isso, tramaram o assassinato dos Irmãos Graco, idealizadores das leis.


Outro problema surgido a partir da dominação romana foi a necessidade da criação de uma boa administração das regiões conquistadas. Para solucionar essa questão foi posta em prática uma reforma militar. As medidas tomadas nessa reforma foi a criação de um exército permanente e pago pelo próprio Estado. Esta nova realidade atraiu muitas pessoas empobrecidas porque a partir desse momento, entrar no exército era possibilidade de garantir o próprio sustento e obter talvez terras saqueadas. Porém, o que era para ser uma solução tornou-se também um problema porque os soldados tornaram-se muito mais fiéis aos seus generais, o que aumentou o poder e influência política destes.

Triunviratos
Como consequência do aumento da influência política dos generais e diante do aumento constante dos territórios dominados por Roma, o Senado se viu forçado a criar os triunviratos, um sistema que divida diversos regiões dominadas em três partes, cada uma controlada por general.

É importante destacarmos o triunvirato de Júlio César, Pompeu e Crasso. Júlio César ampliou as conquistas romanas dominando o Egito e a região que hoje corresponde a França, realizou obras de infra-estrutura e de administração pública, distribuiu terras para ex-combatentes e ampliou a cidadania romana para outras províncias. Todas essas medidas fizeram com que a população apoiassem Júlio César. No entanto, o Senado não estava satisfeito com a concentração de poder em torno dele e tramou o seu assassinato.



Bons estudos!!!

Capítulo 8 - Roma: das comunidades primitivas à República

Olá pessoal,
o post do capítulo 8 é sobre as nossas duas últimas aulas que tivemos e a aula seguinte. Na última aula, terminamos o período monárquico e começamos o República. Vou escrever sobre tudo isso e dividirei em duas partes para não ficar muito longo.

Período Monárquico
Sociedade patriarcal
A primeira característica que destaquei para vocês sobre Roma Antiga foi o fato daquela sociedade ser patriarcal. Isso quer dizer que os pais (ou os homens) tinham grande poder sobre a sua família e podiam determinando vários aspectos da vida de seus membros. Em sala, lemos as páginas 174, a partir do terceiro parágrafo e a 175. Seria interessante que você lessem novamente esses trechos.

Grupos sociais
O ponto mais importante que vocês devem aprender sobre esse tópico é ter em mente a divisão entre patrícios e plebeus. Essa diferenciação passou a existir a partir do momento que as terras pertencentes aos pequenos grupos familiares foram, ao poucos, sendo dominadas pelas poderosas famílias aristocráticas (pessoas que possuíam recursos e que participavam das guerras). Por isso, as terras passaram a ser de propriedade apenas dessas poderosas famílias e não mais dos antigos grupos familiares.
Os patrícios formam a aristocracia  e possuem direitos políticos, ou seja, podiam participar das decisões da cidade, nas Assembleias ou no Senado. Por outro lado, os plebeus eram as pessoas comuns que não pertencem a nenhuma família importante e não possuíam direitos políticos.

Resumindo
Patrícios: eram os aristocratas. Possuem direitos políticos
Plebeus: eram as pessoas comuns, como os artesãos, comerciantes, camponeses. Não possuem direitos políticos.

Política na Monarquia
Tentei destacar para vocês como era dividida e organizada a política no início da história romana; no período monárquico. Havia a divisão entre o Rei, o Senado e a Assembleia.
O Rei era o maior chefe militar, religioso e juiz de Roma. 
O Senado, composto pelos chefes das principais famílias patrícias e a Assembleia era composta também pelos patrícios e os clientes.
O que é muito importante que vocês aprendam é que o poder era dividido. O Rei não governava sozinho e, inclusive, o Senado tinha o poder de vetar (suspender) determinações do rei, desde que elas fossem contrárias às leis e aos costumes. 

Os clientes eram plebeus dependentes  das famílias patrícias. Essas pessoas em troca de proteção e sustento serviam aos patrícios.

Apesar dessa divisão os reis ainda tinham muito poder nas suas mãos, fato que não agradava os patrícios. Por isso, esse grupo deu fim ao poder régio e estabeleceu a República. 

República Romana
No início do período republicano romano apenas o patrícios possuíam direitos políticos e os plebeus continuavam excluídos da política. Entretanto, Roma era extremamente dependente dos plebeus e, por isso, esse grupo começou a reivindicar participação nas decisões sobre a cidade.
A partir dessas reivindicações os plebeus conseguiram a criação do cargo de tribuno da plebe para defender seus direitos e formular a Lei das 12 Tábuas; regulações que valiam para plebeus e patrícios e regulavam diferentes aspectos da vida em Roma.

Poder na República
Como não havia mais um rei, o poder no período republicano era exercido pelos cônsules (ou magistrados). Era função deles comandar o exército e administrar a cidade por um ano. O poder continuavam dividido entre o Senado e a Assembleia.
Quais eram as funções do Senado? Propor leis, aprovar ou não leis e determinações das Assembleias e opinar sobre questões financeiras e de política externa.
A escolha de quem ocuparia os cargos ocorriam através das eleições. Os patrícios podiam se candidatar e eleger senadores e magistrados.  Os plebeus, por sua vez, podiam apenas votar nos magistrados, mas não podiam se candidatar.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Capítulo 7 - A Grécia Clássica e a civilização helênica

Olá,
colocarei no blog hoje o que expliquei na nossa última aula, na quinta-feira. Estudem bem o post de hoje e o anterior. Tudo que vocês precisam saber para a prova estão nesses dois textos, mas não deixem de ler o livro.

Guerras Greco-Pérsicas
    As Guerra Greco-Pérsicas também podem ser chamadas de Guerras Médicas. O conflito envolveu os gregos e os persas. A motivação desse conflito é explicada pela constante expansão dos persas, que conseguiram dominar a Mesopotâmia, Egito e Fenícia. A partir do momento que os persas iniciaram as conquistas de cidades gregas na Jônia (Ver página 135 e 155), os atenienses apoiaram as cidades jônicas contra os persas. É isso que explica o conflito direto entre gregos e persas.
    
Liga de Delos
     Como consequência desse conflito várias cidades gregas se aliaram para lutar contra o Império Persa para manter a sua liberdade. Lembrem: comentem várias vezes que as cidades gregas eram independentes uma das outras, apesar do grande poder de Atenas.
       Essa aliança recebeu o nome de Liga de Delos. Este liga era uma união de forças; uma aliança feita entre cidades gregas que tinha o objetivo de lutar juntos contra os persas. Porém, para que essa união militar fosse possível, as cidades gregas deveriam pagar tributos (impostos) para Atenas. Chamei atenção que essa era a principal cidade do mundo grego que estamos estudando, Atenas era a cidade mais rica e mais forte e de enorme importância política. Esse tributo era pago para reunir recursos para montar a força militar que combateria os persas, mas também ele era pago por algumas cidades que não queriam se envolver nesse conflito ou porque não tinham como formar uma força militar.
     Curiosamente, essa liga reforçou a ligação comercial existente entre Atenas e as demais cidades gregas, como consequência houve o enriquecimento de Atenas, o que favoreceu o aumento no número de escravos e o fortalecimento da democracia. Já que através do enriquecimento da cidade e de alguns grupos da sociedade, tornou-se mais fácil adquirir escravos. Esse fenômeno fortaleceu a democracia ateniense porque para participar da política da cidade era necessário tempo livre. Em outras palavras, os escravos trabalhavam para os cidadãos atenienses, enquanto estes participavam da vida política da cidade.
(Ver livro: página 157)

Guerra do Peloponeso (Atenas X Esparta)
    Essa guerra foi um conflito entre principais cidades gregas, Atenas e Esparta. O conflito é uma consequência das interferências que Atenas estava cometendo contra várias cidades gregas (Obs: lembrem que as cidades eram independentes) e essas interferências são frutos da grande importância de Atenas e da Liga de Delos.  
      Esparta era uma das poucas cidades que conseguiam rivalizar com o poder ateniense, fato, aliás, que ficou comprovado, já que Esparta saiu vitoriosa desse conflito. Não se deve esquecer, porém, que ao longo das batalhas. Atenas estava enfraquecida pela peste e por levantes das cidades da Liga de Delos.

Crise na Grécia

     Todo esse contexto de conflito contra Esparta e o questionamento das cidades associadas à Liga de Delos enfraqueceram o poder de Atenas. Nesse momento de crise começam a surgir os questionamentos e é a partir disso que surgem os primeiros grandes filósofos, como Sócrates, Platão e Aristóteles.                        Conseguimos ter conhecimento sobre a filosofia socrática através dos seus discípulos, Platão e Aristóteles. Uma das frases mais conhecidas atribuída a Sócrates é: “Conhece-te a ti mesmo”. Nessa frase o filósofo grego busca, em síntese, entender o modo que as pessoas pensavam, como elas se comportavam e quais eram seus valores. A partir disso, Sócrates tentava fazer com que elas refletissem sobre as mesmas de maneira crítica.

A conquista macedônica e o Helenísmo
        A conquista foi possível porque, como já mencionado, as cidades gregas e Atenas, estavam envolvidas em conflitos, e isto desgastou a força da cidade e seus recursos.
       Para conseguir promover a integração das diferentes regiões do Império Alexandrino, que compreendia a enorme região entre a Índia e a Macedônia (Ver o mapa da página 165: O Império de Alexandre), o imperador Alexandre viu na cultura grega o fator que poderia integrar todos os seus domínios. É por isso que o período helenístico é caracterizado pelo incentivo à cultura grega e pelo desenvolvimento dos conhecimentos das ciências naturais e de discussões sobre o universo e os seres.

        Porém, não esqueçam que antes mesmo da dominação os gregos já viviam um grande desenvolvimento cultural e de conhecimentos. Lemos em sala que os gregos foram “os pais” da física, matemática e medicina. Também foi na Grécia que surgiu a História, com Heródoto.


Bons estudos!!!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Capítulo 6 - "Grécia: a formação das cidades-Estado"

Olá, pessoal.
Bem vindos ao blog!!
Coloquei um texto com o resumo da primeira aula sobre Grécia. Nele, tratei de questões como a formação da Grécia, a língua e religião grega, a cidadania e participação política.
Cap. 6 - pág.132-151.

Grécia: a formação das cidades-Estado

                O termo “gregos” era usado pelos romanos para dar nome aos helenos, ou seja, aqueles que habitavam a Hélade, região que atualmente abriga a Grécia. Ao contrário das regiões anteriormente estudadas, não devemos pensar numa civilização nascida perto de rios e dependente deles. No caso grego, devemos ter em mente que, como consequência das características da geografia física da região, foram formadas várias cidades-Estados independentes.
                Apesar de optarem por diferentes formas de governos (como a democracia, tirania e aristocracia) nas diversas regiões gregas, havia duas características muito importantes que eram comuns aos gregos, a língua e a religião. Com relação à linguagem escrita ou ao alfabeto, é importante destacar que os gregos fizeram uso do alfabeto inventado pelos fenícios e acrescentaram as vogais.
 Sobre a religião, é comum mencionar os diversos deuses gregos (como Zeus, Apolo, Atenas, Hades, Ares) e as suas histórias, que deram origem a mitologia grega. A mitologia são narrativas que tentam explicar o mundo e mostram como os gregos entendiam e viam a realidade na qual viviam. Estamos tratando, então, de uma religião politeísta. Além disso, os deuses gregos não eram em nada semelhante ao Deus que conhecemos hoje. Os deuses eram imortais e imperfeitos e podiam ter sentimentos pouco relacionados a deuses, como inveja e ódio. Cada cidade cultuava um determinado deus. Uma característica importante na religião grega eram as festas e os jogos dedicados aos deuses. Como exemplo, temos os Jogos Olímpicos, que deram origem às Olimpíadas, dedicados a Zeus.
                Com relação à formação da Grécia, deve-se destacar que a Grécia antiga é resultado da união de diferentes povos vindos de regiões distintas. Como mencionado anteriormente, era comum que os gregos explicassem o mundo através dos mitos. Isso não foi diferente quando trataram da sua formação e da sua história quando elaboraram o mito de Teseu.

Período Homérico
É nesse momento que surgem as histórias de Ulisses e da Guerra de Troia, ambas histórias que nos contam sobre o mundo grego. Essas narrativas eram preservadas pelo aedo, uma espécie de contador de histórias, responsável por memorizar os fatos e narrá-los. O mais famoso dos aedos teria sido Homero, escritor da Ilíada que conta a Guerra de Troia e a Odisseia, que trata das aventuras de Ulisses até conseguir retornar para sua casa.

Período Arcaico
                A partir do século VIII a. C. há, de fato, a formação das cidades-Estado, ajudada pelo crescimento das cidades gregas, inclusive em termos comerciais. Por isso, uma vez formadas essas cidades era preciso, então, de pessoas que comandassem a política. A opção política de governo poderia variar muito e, dentro dessa variedade podemos destacar o governo dos aristocratas. Os aristocratas eram pessoas enriquecidas através da tomada de terras de camponeses endividados.

                Já que estamos falando de “Política”, é muito importante pensar quais pessoas seriam consideradas cidadãs na Grécia. Na polis (cidade) o cidadão é aquele que tem direitos políticos e para ter esses direitos era preciso que a pessoa participasse da vida política, comparecendo às Assembleias, na Ágora (praça) ou que participasse da defesa da polis. Porém, algumas pessoas não eram consideradas cidadãs nessa época e, por isso, eram excluídos da participação política: como as mulheres, os estrangeiros e os escravos.




Bons estudos! :)