terça-feira, 1 de julho de 2014

Capítulo 4: Egito e Núbia

Turma,
matéria da AVII - Capítulo 4: Egito e Núbia

Egito

O Egito está localizado no nordeste da África e o surgimento desse reino só foi possível por causa do rio Nilo. Assim como vimos no capítulo anterior, o rio transbordava sobre as margens e fertilizava os solos, possibilitando a agricultura. Essas cheias atraíram pastores semi-nômades para a região e, estes foram os nomos, uma espécie de aldeia. Esses nomos originaram os reinos do Alto Egito, no sul e do Baixo Egito, no norte.
E quem governava esse reino? Ficou muito conhecido até hoje o poder dos faraós. Estamos estudando uma época da História Antiga que pode ter acontecido até 3.000 anos antes de Cristo, por isso, os comportamentos e culturas das pessoas eram muito diferentes do que acontecem nos dias atuais. Nesse contexto, o faraó era visto pelos egípcio não apenas como um governante, mas também um deus. Temos um nome difícil para classificar os governos que são administrados por reis que são vistos como deuses: governo teocrático. (Atenção nisso.) As ordens de trabalho e que tarefas deveriam ser desenvolvidas partiam dos faraós, também era ele que ordenava as obras de irrigação, como já vimos no capítulo anterior. 

Trabalho e vida no Egito
A principal atividade desenvolvida no Egito era a agricultura  do trigo e legumes próximas das áreas fertilizadas pelas cheias do rio Nilo. Porém, precisamos relembrar que o comércio no Egito também era muito forte através do artesanato e cerâmica.  

Religião
O primeiro aspecto que precisamos destacar na religião dos egípcios é o fato deles acreditarem em vários deuses, como Seth, Osíris. Horus, Rá, dentre outros. Através da religião que estudamos uma das características mais curiosas sobre essa civilização: a mumificação. Como os egípcios acreditavam que a morte era apenas uma separação temporária do corpo e da alma eles passaram a ter a preocupação de preservar o corpo daqueles que faleciam. É certo que esse processo não era feito do mesmo modo em todos os grupos sociais. Os mais pobres eram apenas com seus pertences.
Por outro lado, nobres e faraós passavam por todo o processo de mumificação e eram sepultados com vários pertences, inclusive com pessoas próximas do faraó. Nesses casos, esses chefes eram enterrados nas pirâmides e elas tinham como objetivo proteger e conservar o corpo, além de demonstrar o poder desses governantes. 

Escrita
No Egito, assim como nas civilizações que estudamos no capítulo 3, a escrita surge a partir da necessidade de realizar registros e, com isso, melhorar a administração do reino. Lembrem-se que a escrita também foi utilizada nos sepultamentos porque nas câmaras onde estavam localizadas os sarcófagos haviam vários escritos sobre a vida daquele que estava sepultado ali.
Haviam três tipos de escrita:
hieroglífica: usadas nos túmulos, nas tabuinhas e nos templos.
hierática: era uma simplificação da escrita hieroglífica. Mais utilizada por sacerdotes para escrever em papiro.
demiótica: forma cursiva da hierática. Utilizadas em cartas e registros.

Não deixem de estudar a divisão dos grupos sociais no Egito e a função deles. Por causa da escrita, surgiram os escribas, funcionários responsáveis por todo o registro escrito por todo o reino.

Legados da civilização egípcia
Por causa da construção das pirâmides e dos canais de irrigação os egípcios desenvolveram conhecimentos sobre Geometria e Matemática. Além disso, por causa das técnicas de mumificação eles obtiveram conhecimentos sobre a anatomia do corpo humano e, por isso, sabiam tratar ferimentos, aplicar remédios e cuidar de fraturas.

É isso turma.
Estudem bem!  

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Slides

Para quem tiver dificuldade de acessar os slides eu colocarei aqui também.

Povos do Oriente Médio

No capítulo 3 estudaremos algumas características de alguns povos que ocuparam uma região conhecida como Mesopotâmia.

O que significa Mesopotâmia?

Os diferentes povos do Oriente Médio, como os sumérios, babilônios e assírios foram atraídos para esse região pela fertilidade dos solos para a prática da agricultura. Para que a ocupação ao longo do rio Tigre e Eufrates fosse possível eram necessárias obras de irrigação e essas obras favoreceram a formação de governos porque para realizá-las era necessária uma grande organização e eficiente divisão de tarefas.

Formação das cidades-Estado
Cada cidade era independente e era responsável por controlar diversos assuntos da vida na região. Por exemplo, cada cidade possuía um governo independente e era responsável por realizar e executar as obras de irrigação. Além disso, cada uma podia ter uma religião diferente ou um deus protetor.

1) Sumérios
A ocupação data de 3.500 a.C
Cidades: Ur, Uruk e Lagash
Qual era a função dos governantes?
Eles eram ao mesmo tempo administradores da cidades, chefe militar e sacerdotes.
Quais as suas funções?
- Nomear funcionários
- Comandar as obras de irrigação
- Declarar guerra ou a paz

Escrita cuneiforme
Por que surgiu a escrita?
A escrita foi criada porque as cidades tornavam-se cada vez mais maiores e mais populosas, por isso, passou a ser necessário fazer registros tanto para a atividade comercial, como para as determinações do governo.

O que se escrevia e onde?
A escrita era registrada em tabuinhas de argila (ou estelas). Nelas constavam leis sobre crimes, questões de segurança, como eram feitas as transações de compra e venda, dentre outros aspectos.

Religião  
A religião da maioria dos povos era politeísta (O que quer dizer esse termo mesmo?)
Muitas vezes os reis eram vistos como divindades e os sacerdotes tinham a função de mediar a relação entre as divindades e as pessoas.

2) Império Babilônico
Formado a partir da dominação da região Suméria e da Acádia.
Código de Hamurabi
O Código de Hamurabi são leis escritas em cuneiforme que serviam para organizar a sociedade; estabelecer as regras. Nessas leis definia-se como punir crimes cometidos, como vender e comprar propriedades dentre outros aspectos. 
Essas leis eram regidas pelo "Princípio de Talião"

Não há slides para 3) Hebreus

4) Fenícios
 Localizados no norte da Palestina, onde hoje é a Líbia.
Os fenícios foram grandes navegadores e comerciantes. Por isso, estabeleceram contatos com diversas regiões como o norte da África, sul da Europa, Inglaterra e mar do Norte.
Criação do alfabeto fonético
O alfabeto foi criado por causa da intensa atividade comercial dos fenícios. Ao contrário da escrita cuneiforme, o alfabeto criado representava o som das palavras. Esse alfabeto deu origem a outras escritas, como o grego e o latim (latim deu origem ao português).

5) Império Persa
O império dominou grande parte da Ásia e um pequeno parte da Europa. 
Administração do Império
- Divisão do império em províncias denominadas satrapias governadas pelos sátrapas, responsáveis pela administração da região.
- Criação de uma moeda única. Todo o comércio seria feito somente com um dinheiro.
- Manutenção dos costumes, religião e leis das regiões dominadas pelo império. 

sábado, 17 de maio de 2014

Capítulo 3 - "Os povos do Oriente Médio"

Turma,
escreverei no blog os assuntos que já discutimos em sala. Depois montaremos nosso caderno para vocês terem meio para estudar.

Lembrem-se: a matéria da AVI é somente o Capítulo 3!

No capítulo 3 são estudados diferentes povos que ocuparam o Oriente Médio ao longo da História Antiga, mais precisamente na Mesopotâmia. Porém, antes de estudarmos esses povos, vimos que algumas condições eram necessárias para que eles pudessem crescer.

      A primeira questão que discutimos foi a importância das obras hidráulicas (ou de irrigação) para a sobrevivência dessas sociedades estudadas. Esses povos não podiam se fixar na beira dos rios Tigre ou Eufrates porque cheias muito fortes poderiam ocorrer e ocasionariam a destruição das casas e das plantações. Por isso, essas sociedades precisaram se afastar um pouco dos rios e aprender ao longo de vários e vários anos a realizar obras que trouxessem as águas dos rios para abastecer as pequenas cidades que se formavam e para a agricultura.
      Contudo, para realizar essas obras eram necessárias 2 coisas: uma grande organização e uma eficiente divisão de tarefas. Esses dois fatores reunidos criaram condições para o surgimento dos governantes, ou seja, pessoas que seriam responsáveis por comandar a cidade. Além disso, cabia àqueles que estavam no governo o planejamento e execução dessas obras de irrigação.
      Outro ponto muito importante do capítulo 3 é a formação das cidades-Estado. Como vimos no nosso livro, cada cidade funcionava como um Estado e, por isso mesmo, elas eram independentes. Apesar de compartilharem a escrita e a religião, cada uma dessas cidades era responsável pela realização das suas próprias obras de irrigação e cada uma possuía seus governantes e modos de vida próprios.
Saber isso é muito importante!

Agora vamos sair dos aspectos gerais e entrar nos povos que habitaram a Mesopotâmia. 

1) Sumérios

Os primeiros vestígios da ocupação da Mesopotâmia pelos sumérios datam de 3.500 a.C nas cidades de Ur, Uruk e Lagash.
Nas diferentes cidades sumérias os governantes realizam três funções ao mesmo tempo: eles administravam a cidade, era o chefe militar e o chefe religioso. Além disso, o governante tinha o direito de nomear funcionários para cobranças de impostos, comandar as obras de irrigação (como já mencionado) e declarar guerra ou paz com outras cidades. 

Escrita cuneiforme
Uma característica MUITO IMPORTANTE dos sumérios foi a invenção da escrita. Por causa do crescimento das cidades e das trocas comerciais passou a ser cada vez mais necessário o registro das atividades. A escrita cuneiforme era  registrada em tábuas de argila, conhecidas como tabuinhas ou estelas.
Através dessas tabuinhas podemos encontrar diversos tipos de informação como leis que  estabeleciam as regras para heranças, crimes, contratos de compra e venda, dentre outros aspectos. Lembrem-se que poucas pessoas sabiam escrever na Mesopotâmia, geralmente apenas os sacerdotes e pouquíssimos nobres tinham domínio da escrita.

Religião
Ao contrário de nós que temos apenas um deus (monoteístas), os sumérios eram politeístas, isso quer dizer que esse povo possuía vários deuses. Devemos lembrar também que os governantes eram identificados com deuses e cabia ao sacerdotes mediar a relação entre a população como um todo e os reis. 

Esses são as principais características dos Sumérios, vamos agora estudar os Babilônicos.

2) Império Babilônico

O Império foi formado a partir da dominação de várias cidades da Suméria e da Acádia (vejam o mapa da página 83) e ele era governado pelo rei Hamurábi. A característica mais importante que precisamos estudar é o Código de Hamurábi e o princípio de talião
O Código de Haburábi são leis escritas em cuneiforme que serviam para estabelecer as regras naquela sociedade, como o que seria considerado crime e como julgá-lo, como vender propriedades, como contratar trabalhadores, dentre vários outras aspectos. Essas leis eram feitas a partir do princípio do talião. Esse princípio estabelecia que toda pessoa que causasse um mal  ou prejuízo para alguém deveria ser punido na mesma intensidade do mal causado. 
ESTUDEM BEM ISSO. É difícil, mas é importante.

3) Hebreus

O povo hebreu foi o primeiro a criar uma religião monoteísta, isto é, acreditavam somente em UM deus, ao contrário de outros povos que também ocuparam a Mesopotâmia. (Como se chama mesmo a religião que cultua vários deuses?). Os hebreus eram pastores nômades e, por isso, foi comum a sua circulação ao longo do território em busca de água e pasto para seus animais. Esses deslocamentos constantes possibilitou a chegada deles na Palestina e, posteriormente, no Egito. 
No Egito, os hebreus foram escravizados pelos faraós e somente conseguiram sua liberdade após o Êxodo, liderado por Moisés. O Êxodo marca a saída dos hebreus do Egito para a Palestina. Numa determinada trecho desse trajeto Moisés recebeu as Tábuas da Lei, contendo os Dez Mandamentos.

4) Fenícios

Os fenícios estavam localizados onde hoje é o norte da Palestina. (Olhem o mapa da página 90 onde está escrito Fenícia). Foi um povo conhecido por percorrer grandes distâncias no mar e pela intensa atividade comercial praticada em diferentes regiões, como o norte da África, sul da Europa, a Inglaterra e o mar do Norte. Por causa do comércio, os fenícios precisaram criar uma escrita para registrar as trocas comerciais e o contato com as diferentes colônias criadas nas localidades mencionadas a cima.  Com isso, os fenícios criaram a escrita e o alfabeto fonético, ou seja, a escrita representava o som das palavras e não imagens, como na escrita cuneiforme. A criação do alfabeto foi uma grande herança deixada pelos fenícios para as civilizações posteriores porque esse escrita daria origem ao grego, que por sua vez, influenciaria o latim e, finalmente, daria origem a várias línguas, como o espanhol e o português.

5) Persa (Império Persa)

O Império Persa foi formado a partir da dominação de grande parte da Ásia e da Mesopotâmia. 
Como administrar um Império tão grande? (Olhe a página 91 para ver a dimensão dos seus domínios)
     O imperador Dario I dividiu o império em províncias denominadas de satrapias e essas províncias eram governadas pelos sátrapas em nome do imperador, eles eram conhecidos como "os olhos e ouvidos do imperador". 
Além disso, o imperador também criou uma moeda única, ou seja, ao longo de todo os domínios do Império Persa as trocas comerciais seriam feitas somente com o dinheiro do rei. Por fim, o imperador permitiu que as regiões dominadas mantivessem os seus costumes, a sua religião e as suas leis.


Post concluído!

sábado, 19 de abril de 2014

Capítulo 2: Período Neolítico

Olá olá,
com esse post fechamos o conteúdo da AVII.
Lembrem: estudem sobre o capítulo 1 e 2
Obs: Como não sei o que vai ser cobrado na avaliação, teremos que ver tudo nos capítulos.
Infelizmente, gostaria de pedir para vocês lerem o capítulo 1 e 2 todo.


No capítulo 1, estudamos o período Paleolítico. Agora, no capítulo 2, estudaremos o período seguinte, denominado de Neolítico. É nesse momento que a humanidade forma as primeiras pequenas cidades e aprende a realizar a agricultura.  

O primeiro ponto que vimos no capítulo foi a Revolução Agrícola. Em resumo, podemos dizer que com essa revolução os homens aprenderam como fazer a agricultura. É por isso que muitos grupos humanos deixaram de ser apenas coletores e passaram a ser cultivadores. Isso quer dizer que alguns deixaram de ser nômades e se fixaram em uma determinada região, sedentarizando-se.

(Essas duas palavrinhas em negrito são muito importantes. Case tenham esquecido, olhem no livro ou no dicionário!)

O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: aumenta a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos.

Os primeiros registros de agricultura aparecem em uma região chamada de Crescente Fértil. No livro, há um mapa que mostra essa localidade na página 56. O Crescente Fértil está localizado na região que compreende onde hoje estão países como o Irã, Iraque, Israel, Síria, Líbano, parte da Turquia e do Egito. Ou seja, o Oriente Médio.

Técnicas agrícolas
Os homens passaram a fazer uso de ferramentas e de técnicas agrícolas para aprimorar a agricultura. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Além disso, diversos animais passaram a ser domesticados e criados pelo homens tanto para o uso na alimentação, como para a agricultura. Logo, a criação de animais garante maior disponibilidade de alimentos e podem ser utilizados de diferentes maneiras, pois as peles podem ser utilizadas como vestimenta, os osso são transformados em ferramentas, o estrume como adubo e, finalmente, a sua força é aproveitada para puxar os arados.

Da Aldeia para as Cidades
     Além de contribuir para a sedentarização e aumentar a quantidade de alimentos disponíveis a agricultura torna possível o crescimento população. Com isso, surgem as cidades. A partir desse acontecimento torna-se necessária a divisão das tarefas, ou melhor, a separação das atividade através da divisão do trabalho. Ao mesmo tempo que nascem as cidades cresce a necessidade também da administração. É nesse momento que surgem os reis, os sacerdotes e os guerreiros. Lembrem-se que a Revolução Agrícola não foi simultânea, ao contrário, ela aconteceu em diferentes momentos, por isso que existem grupos humanos que permaneceram no nomadismo e outros tornaram-se semi-nômades. Não foram raros os grupos nômades atacarem grupos sedentários em busca de comida. Isto criou a necessidade de existirem guerreiros para defender as pequenas cidades e de reis  responsáveis por organizar a defesa.
     Os reis eram escolhidos pela própria comunidade para chefiar as guerras e as cerimônias religiosas. Os sacerdotes, por sua vez, eram vistos como intermediadores entre os deuses e as pessoas. Com o passar do tempo, os reis começam a ser vistos como representantes do deuses e os sacerdotes são as pessoas mais próximas deles. Tanto um, quanto outro recebem impostos da população em bens e alimentos. Para armazená-los foram construídos salões que eram ao mesmo tempo palácio do rei, templo religioso e celeiro. Com o crescimento das cidades, muitas das atividades que eram realizadas dentro dos palácios pelos sacerdotes, como a fiscalização do trabalho agrícola, a aplicação da justiça, os pagamentos e empréstimos passam a ser realizados fora do templo.  

Crescimento das trocas comerciais e especialização do trabalho
Com a divisão do trabalho ocorre a especialização, o que quer dizer que cada um exerce apenas uma atividade. Isso contribuí para a produção de um excedente, ou seja, produz mais do que o necessário para o grupo. Esse excedente será utilizado em trocas comerciais para obter aquilo que o grupo não possuí. Não se esqueçam que o comércio não é feito com moedas nessa época, havia uma troca de mercadorias. Através do comércio de longa distância eram obtidos produtos raros como o sílex e a obsidiana. Esses dois produtos são rochas afiadas e eram muito utilizadas nas armas porque tornavam a caça mais eficiente.

Idade dos Metais
Lembrem-se da linha do tempo que fizemos em sala. Ela será muito útil para vocês visualizarem o processo de utilização dos metais. Farei em cronologia.

7.000 a.C. a 3.000 a.C - maior controle sobre o fogo, possibilitando a descoberta da metalurgia.
3.500 a.C a 1.000 a. C - melhoramentos nas técnicas de metalurgia e difusão dessas técnicas.
3.000 a. C a 2.000 a.C. - aprendizado da mistura do cobre com estanho resultando no cobre. Mais resistente.
1.200 a. C - surgimento da metalurgia do ferro. Utilizado na fabricação de armas mais resistentes.

Por meio do domínio das armas de ferro e o uso da cavalos inicia-se uma era de muitos conflitos em busca de solos férteis e dominação de cidades para manutenção dos grupos humanos.

A África entre 10.000 a. C. e 4.000 a. C.
     Acredita-se que houve uma migração contrária, vinda do Oriente Média para a África. Esse hipótese é sustentada pelo fato de que existem fósseis em sítios arqueológicos africanos que demonstram um domínios de técnicas e restos animais não registrados antes da saída do homem no continente africano do continente. É provável que esses animais foram levados do Oriente Médio para a África. 
No momento que estamos estudando, o deserto do Saara era bem menor do que hoje e, inclusive, era possível a prática de agricultura antes da intensa desertificação. Por causa da boa quantidade de recursos naturais surgiram pequenas aldeias que praticavam a pesca, a caça e a coleta. Além disso, existem vestígios de atividade agrícola. No entanto, com o processo de desertificação, aquelas sociedades foram empurradas para o sul do continente e para o leste, em direção ao rio Nilo. 


Continua...

sábado, 5 de abril de 2014

Capítulo 1

Olá pessoal
Na nossa última aula vimos parte do capítulo 1: "As origens da espécie humana". Na aula anterior, conversamos sobre parte dele e na semana passada colocamo no caderno o que havíamos conversado na semana retrasada. Agora estou colocando o capítulo inteiro, até algumas coisas que faltaram para fechar o capítulo. Na nossa próxima aula comentaremos rapidamente o que falta e entraremos no cap. 2.
Vamos lá!

Nesse capítulos estamos estudando como surgiu a espécie humana e como é possível obter informações sobre uma época tão distante da nossa. Para isso, mostrei que existem dois modos de explicar a existência de vida na Terra: há pensamento criacionista e o evolucionista. O criacionismo defende que Deus criou tudo e todas as espécies do jeito que elas são hoje. Por outro lado, os evolucionistas argumentam que as espécies passaram por transformações ao longo de milhões de anos até se tornarem como são hoje. Além disso, a seleção natural (ideia criada por Charles Darwin) contribuiu para as transformações das espécies. De acordo com essa ideia, apenas os animais mais bem adaptados ao meio ambiente conseguem sobreviver e procriar. 

A Arqueologia e o estudo da Pré-História
O período que compreende a Pré-História corresponde ao surgimento dos primeiros hominídeos (são seres humanos modernos seus parentes mais próximos) há 4,4 milhões de anos até o surgimento da escrita, por volta de 3.500 a.C. Em sala, vimos apenas alguns desses hominídeos. No entanto, existem vários outros e os Homo sapiens sobreviveram.

Estudo da Pré-História
Esse época da História é muito mais estuda por paleontólogos e arqueólogos. Os primeiros são responsáveis por pesquisar em escavações, buscando vestígios materiais ou mesmo restos mortais. Paleontólogos, por sua vez, pesquisam resquícios de animais e vegetais. Os locais onde são achados os vestígios materiais são os sítios arqueológicos.
Não se esqueçam de estudar sobre os fósseis nas páginas 38 e 39.

Nossa origem africana
Os vestígios mais antigos de existência humana são proveniente do continente africano, por isso, afirma se que nós surgimos na África. O Vale do Rift, localizado no lado oriental do continente concentra a maior quantidade de vestígios da humanidade em diferentes estágios da evolução da espécie porque possuí uma grande quantidade de sítios arqueológicos.  

Diversidade da espécie Homo
Existe uma diversidade muito grande com relação a espécia do Homo. No entanto, veremos apenas quatro tipo. São eles:
Homo habilis: viveu há cerca de 2 milhões de anos. Foi o primeiro do gênero Homo e conseguiu desenvolver ferramentas.
Homo erectus: viveu há de cerca de 1,6 milhão a 200 mil anos. Acredita-se que esse gênero foi o primeiro a sair da África porque foram encontrados vestígios dessa espécie em outras regiões e porque o H. erectus possuí pernas maiores que favorecem a caminhada, conseguiu melhorar um pouco as ferramentas e conseguiu dominar o fogo.

O domínio do fogo foi importante porque ele foi utilizado de diferentes formas. O fogo era utilizado para o aquecimento, para espantar animais, mas um dos usos mais importantes era o cozimento da carne. Com a entrada da carne na dieta alimentar a espécie passa a ter mais nutrientes, ajudando no desenvolvimento. Por exemplo, a carne cozida é mais macia tornando as grandes mandíbulas desnecessárias. Portanto, houve uma evolução na espécie, diminuindo as mandíbulas e deixando maior espaço para o crescimento do cérebro.

Além disso outras mudanças também foram importante para o nosso desenvolvimento, como a estar na posição ereta (a bipedia) e a fabricação de armas. Acredita-se que no momento da caça os homens precisavam combinar estratégias para abater os animais, fato que favoreceu o desenvolvimento da comunicação. 

Homo neanderthalensis: Registros apontam para uma existência de 300 mil a 30 mil ano. Inclusive, conviveu com o Homo sapiens sapiens, surgido a 130 mil anos. É difícil explicar como o homem de Neanderthal desapareceu, a hipótese mais aceita é que neanderthais e homo sapiens se misturaram e, prevaleceram as características da espécie sapiens.

Pinturas misteriosas
As pinturas nas cavernas demonstram que o Homo sapiens foi (e é) capaz de observar e representar cenas do cotidiano e elementos da natureza. Não se sabe ao certo qual era o objetivos daquelas pessoas ao fazer representações nas paredes. Porém, existe a hipótese de que houvesse uma função mágica, pois pode ser que eles acreditassem que ao pintar essas algumas figuras seria garantido o sucesso de uma caça. Por outro lado, pode ter um objetivo de ensinar outras gerações a caçar.


Por enquanto é isso. 
Não deixem de estudar!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Introdução aos Estudos Históricos - Segunda parte

Turma,
no nosso primeiro post conversamos sobre o que é o trabalho do historiador e do que ele precisa para realizar as suas atividades. Hoje, escrevei sobre a segunda parte do conteúdo. Esse conteúdo já foi apresentado em sala e trata-se da discussão que fizemos sobre o tempo através da formação dos calendários. Vimos como registrar e contar o tempo através dos séculos e estudamos também meios de organizar o tempo pela Cronologia e pela Linha do Tempo.
Vamos ao conteúdo!

Organização do calendário
Desde a nossa primeira aula estamos falando sobre o Tempo. Será que ele sempre foi organizado do mesmo modo? Por exemplo: será que o ano sempre foi dividido em 12 meses e em 365 dias. Será que todas as sociedades organizam o tempo do mesmo modo? Vimos em sala que não. O ano novo na China é comemorado em uma data diferente da nossa e é festejado por vários dias. Se observarmos a Grécia Antiga descobrimos que os anos eram um pouco menores do que o nosso e, apesar de ser dividido em meses, possuía denominações diferentes da que usamos no presente.
A necessidade de contar o tempo está muito relacionada com a formação das primeiras cidades, porque são sociedades totalmente dependentes da produção do campo pois era de lá que eles garantiam a usa sobrevivência. Os homens precisavam saber quando colher e plantar para garantir a sua sobrevivência. 
Uma das primeiras maneiras de contar o tempo foi observando as  fases da Lua: Nova, Cheia e Minguante. Quando a Lua passava por todas as fases sabia-se que um mês havia sido completado. A ideia de um ano completo e de suas estações surgiu a partir da observação do posicionamento das estrelas e do Sol e pela duração dos dias.

Nosso calendário foi criado na época de Júlio César. Ele foi um dos vários imperadores da história de Roma e esse calendário foi nomeado de calendário juliano em sua homenagem e já era dividido em 365 dias. É nele que surge a divisão em antes de Cristo (a.C) e depois de Cristo (d.C). Lembrem-se: Antes de Cristo o tempo é contado de trás para frente (de modo decrescente) e depois de Cristo é contado de modo crescente. Com o passar do tempo, surgiram os séculos. (1 século = 100 anos)

O calendário que utilizamos atualmente é o calendário gregoriano, trata-se de uma atualização do calendário juliano. O papa Gregório XIII, no século XVI, solicitou aos físicos da época que revisassem o calendário em uso porque os anos possuíam 365 dias e algumas horas. A nova reforma no calendário foi feita com o objetivo de corrigir uma defasagem do tempo.

Registro do Tempo

Utilizamos algumas ferramentas para contar o tempo. O registro do tempo, por exemplo, é feito por algarismos romanos (I, II, III, IV, V...) e arábicos (1, 2, 3, 4, 5...).

Relembrando
Não existe ano 0 e nem século 0.

século III - 300 a 201 a.C
século II  - 200 a 101 a. C
século I  - 100 a 1 a. C

Século I - 1 a 100
Século II - 101 a 200
Século III - 201 a 300
Século IV - 301 a 400
Século V - 401 a 500
...
Século XVIII - 1701 a 1800
Século XX - 1901 a 2000
Século XXI - 2001 a 2100 

Além dos registros em séculos e anos fazemos uso também da Cronologia e da Linha do Tempo.
A cronologia nos ajuda a localizar alguns fatos e a entender a relação entre eles no seu contexto histórico. Finalmente, a Linha do Tempo nos ajuda a "visualizar" os acontecimentos e a organizar o tempo de modo cronológico. A História, por exemplo, é dividida na linha do tempo em 5 partes: A Pré-História, a História Antiga, a História Medieval, História Moderna e História Contemporânea.
Em sala, vamos repensar essa divisão!

Até

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Introdução

Olá,
vocês devem ter percebido que o blog já possui algumas publicações. Desconsiderem todas. Essa é a nossa primeira publicação de 2014!

Na primeira aula fizemos uma introdução sobre o estudo da História. Tentamos definir o que é a disciplina, como os historiadores trabalham e do que eles precisam para tornar possível as suas pesquisas.

      Em sala expliquei que História é um campo de conhecimento e, um dos seus principais objetivos, é estudar as sociedades ao longo do tempo. A disciplina tenta perceber também o que muda e o que permanece ao longo do tempo para ajudar a explicar a nossa atualidade. Lembram que dei o exemplo para as diferentes brincadeiras que já existiriam e que a infância dos seus pais foi diferente da que vocês tiveram? As brincadeiras eram diferentes, algumas permaneceram até hoje e outras ficaram apenas na memória. Um dos trabalhos do historiador é tentar entender porque isso acontece. 
    O historiador também levanta questões e perguntas sobre a sociedade, fatos históricos, monumentos, grupos sociais e sobre alguns indivíduos em alguns casos. Por isso, pode-se dizer que o profissional dessa área tem uma grande possibilidade de estudos.) A partir das perguntas elaboradas pelo historiador ele formará hipóteses que respondam às suas perguntas. Nunca verdades. 
      Por exemplo, se tentarmos responder porque as brincadeiras mudaram nos últimos 50 anos, muitos historiadores certamente afirmarão que a invenção da Internet e o aumento da insegurança nas ruas, fez com que os hábitos das crianças mudassem nos últimos tempos. Porém, essa é somente uma explicação possível. Outros profissionais dessa área com certeza buscarão outras explicações para as mudanças e, às vezes, muito diferentes entre si. É por causa dessa diversidade de explicações que sempre montamos hipóteses, porque elas podem mudar ao longo do tempo e porque nem sempre há concordância entre os historiadores.
E como os historiadores trabalham nas pesquisas? De que ferramentas eles precisam?
      Nós precisamos das fontes históricas, pois, são elas que tornam possíveis as pesquisas do historiador. Comentei, em sala, e escrevi no quadro as diversas possibilidades de fontes que podem ser utilizadas.

Escritas: documentos, jornais, revistas.
Materiais: monumentos, roupas, utensílios, ferramentas.
Iconográfica: mapas, quadros, fotografias.
Audiovisuais: músicas, filmes, documentários.
Orais: mitos, lendas, contos e relatos.


Atividades
Não esqueçam de levar para sala as fontes, na 3a feira. Tentem não levar nada muito valioso, de preferência objetos que vocês não usam mais. Não esqueçam, vale ponto para o seu trabalho bimestral.

Para quem já está com o livro pedi para adiantar o exercício n° 1, da página 18.


Até terça! :)