quinta-feira, 6 de março de 2014

Introdução aos Estudos Históricos - Segunda parte

Turma,
no nosso primeiro post conversamos sobre o que é o trabalho do historiador e do que ele precisa para realizar as suas atividades. Hoje, escrevei sobre a segunda parte do conteúdo. Esse conteúdo já foi apresentado em sala e trata-se da discussão que fizemos sobre o tempo através da formação dos calendários. Vimos como registrar e contar o tempo através dos séculos e estudamos também meios de organizar o tempo pela Cronologia e pela Linha do Tempo.
Vamos ao conteúdo!

Organização do calendário
Desde a nossa primeira aula estamos falando sobre o Tempo. Será que ele sempre foi organizado do mesmo modo? Por exemplo: será que o ano sempre foi dividido em 12 meses e em 365 dias. Será que todas as sociedades organizam o tempo do mesmo modo? Vimos em sala que não. O ano novo na China é comemorado em uma data diferente da nossa e é festejado por vários dias. Se observarmos a Grécia Antiga descobrimos que os anos eram um pouco menores do que o nosso e, apesar de ser dividido em meses, possuía denominações diferentes da que usamos no presente.
A necessidade de contar o tempo está muito relacionada com a formação das primeiras cidades, porque são sociedades totalmente dependentes da produção do campo pois era de lá que eles garantiam a usa sobrevivência. Os homens precisavam saber quando colher e plantar para garantir a sua sobrevivência. 
Uma das primeiras maneiras de contar o tempo foi observando as  fases da Lua: Nova, Cheia e Minguante. Quando a Lua passava por todas as fases sabia-se que um mês havia sido completado. A ideia de um ano completo e de suas estações surgiu a partir da observação do posicionamento das estrelas e do Sol e pela duração dos dias.

Nosso calendário foi criado na época de Júlio César. Ele foi um dos vários imperadores da história de Roma e esse calendário foi nomeado de calendário juliano em sua homenagem e já era dividido em 365 dias. É nele que surge a divisão em antes de Cristo (a.C) e depois de Cristo (d.C). Lembrem-se: Antes de Cristo o tempo é contado de trás para frente (de modo decrescente) e depois de Cristo é contado de modo crescente. Com o passar do tempo, surgiram os séculos. (1 século = 100 anos)

O calendário que utilizamos atualmente é o calendário gregoriano, trata-se de uma atualização do calendário juliano. O papa Gregório XIII, no século XVI, solicitou aos físicos da época que revisassem o calendário em uso porque os anos possuíam 365 dias e algumas horas. A nova reforma no calendário foi feita com o objetivo de corrigir uma defasagem do tempo.

Registro do Tempo

Utilizamos algumas ferramentas para contar o tempo. O registro do tempo, por exemplo, é feito por algarismos romanos (I, II, III, IV, V...) e arábicos (1, 2, 3, 4, 5...).

Relembrando
Não existe ano 0 e nem século 0.

século III - 300 a 201 a.C
século II  - 200 a 101 a. C
século I  - 100 a 1 a. C

Século I - 1 a 100
Século II - 101 a 200
Século III - 201 a 300
Século IV - 301 a 400
Século V - 401 a 500
...
Século XVIII - 1701 a 1800
Século XX - 1901 a 2000
Século XXI - 2001 a 2100 

Além dos registros em séculos e anos fazemos uso também da Cronologia e da Linha do Tempo.
A cronologia nos ajuda a localizar alguns fatos e a entender a relação entre eles no seu contexto histórico. Finalmente, a Linha do Tempo nos ajuda a "visualizar" os acontecimentos e a organizar o tempo de modo cronológico. A História, por exemplo, é dividida na linha do tempo em 5 partes: A Pré-História, a História Antiga, a História Medieval, História Moderna e História Contemporânea.
Em sala, vamos repensar essa divisão!

Até

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Introdução

Olá,
vocês devem ter percebido que o blog já possui algumas publicações. Desconsiderem todas. Essa é a nossa primeira publicação de 2014!

Na primeira aula fizemos uma introdução sobre o estudo da História. Tentamos definir o que é a disciplina, como os historiadores trabalham e do que eles precisam para tornar possível as suas pesquisas.

      Em sala expliquei que História é um campo de conhecimento e, um dos seus principais objetivos, é estudar as sociedades ao longo do tempo. A disciplina tenta perceber também o que muda e o que permanece ao longo do tempo para ajudar a explicar a nossa atualidade. Lembram que dei o exemplo para as diferentes brincadeiras que já existiriam e que a infância dos seus pais foi diferente da que vocês tiveram? As brincadeiras eram diferentes, algumas permaneceram até hoje e outras ficaram apenas na memória. Um dos trabalhos do historiador é tentar entender porque isso acontece. 
    O historiador também levanta questões e perguntas sobre a sociedade, fatos históricos, monumentos, grupos sociais e sobre alguns indivíduos em alguns casos. Por isso, pode-se dizer que o profissional dessa área tem uma grande possibilidade de estudos.) A partir das perguntas elaboradas pelo historiador ele formará hipóteses que respondam às suas perguntas. Nunca verdades. 
      Por exemplo, se tentarmos responder porque as brincadeiras mudaram nos últimos 50 anos, muitos historiadores certamente afirmarão que a invenção da Internet e o aumento da insegurança nas ruas, fez com que os hábitos das crianças mudassem nos últimos tempos. Porém, essa é somente uma explicação possível. Outros profissionais dessa área com certeza buscarão outras explicações para as mudanças e, às vezes, muito diferentes entre si. É por causa dessa diversidade de explicações que sempre montamos hipóteses, porque elas podem mudar ao longo do tempo e porque nem sempre há concordância entre os historiadores.
E como os historiadores trabalham nas pesquisas? De que ferramentas eles precisam?
      Nós precisamos das fontes históricas, pois, são elas que tornam possíveis as pesquisas do historiador. Comentei, em sala, e escrevi no quadro as diversas possibilidades de fontes que podem ser utilizadas.

Escritas: documentos, jornais, revistas.
Materiais: monumentos, roupas, utensílios, ferramentas.
Iconográfica: mapas, quadros, fotografias.
Audiovisuais: músicas, filmes, documentários.
Orais: mitos, lendas, contos e relatos.


Atividades
Não esqueçam de levar para sala as fontes, na 3a feira. Tentem não levar nada muito valioso, de preferência objetos que vocês não usam mais. Não esqueçam, vale ponto para o seu trabalho bimestral.

Para quem já está com o livro pedi para adiantar o exercício n° 1, da página 18.


Até terça! :)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Respostas - Prova Final

Não esqueçam de ler o capítulo 10, sobre os povos germânicos. Comentei um pouco sobre eles na última aula.

6) Que fatores internos explicam a queda do Império?
O fim da expansão reduziu o número de escravos disponíveis porque as guerras de conquista haviam chegado ao fim. Por causa da menor entrada de escravos a produção do campo também foi reduzida, já que haviam menos pessoas no campo. Além disso, podemos citar também o surgimento do cristianismo; religião que questionava o poder do imperador.

As invasões dos povos germânicos é um fator externo. Muitos deles não faziam parte do império.

7) Como ocorreu a entrada dos povos germânicos no Império?
Alguns povos conviveram pacificamente dentro do Império Romano. Por outro lado, outros povos optaram pelo confronto com império motivados por diferentes circunstâncias, como mudanças climáticas e queda de produção agrícola nas antigas regiões povoadas por esses povos.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Exercícios - Prova Final

Olá,
no post de hoje colocarei alguns exercícios para a Prova Final. Alguns alunos precisarão fazer essa prova por bobeira, poderia ser evitado. Outros precisam de poucos pontos, cerca de 2,0 ou 3,0. O início do ano foi ruim para todo mundo, mas aos poucos, muitos conseguiram boas notas nos bimestres seguintes, principalmente no 3°. Agora é estudar.
Leiam o capítulo 10.

Imprimam ou copiem no caderno para 5a feira. Tentem fazer sozinhos.

Conteúdo da Prova Final
Cap. 8 - Roma: das comunidades primitivas à República
Cap. 9 - Roma: uma potência imperial
Cap 10 - As migrações de povos germânicos e dos Hunos.

1) Como se explica a fundação da cidade de Roma? Existe uma explicação mitológica e outra histórica. Elabore uma resposta com as suas palavras baseado no que você leu nas páginas 172 e 173.




2) No capítulo 9, conversamos algumas vezes sobre a formação dos grupos sociais em Roma, ou seja, dos patrícios e dos plebeus. A partir da leitura da página 177, explique porquê os patrícios controlavam o poder político e econômico.




3) A partir da leitura das páginas 178 e 179 responda as perguntas.
a) O rei governava com a ajuda de quem? Quem ocupava os cargos dos órgãos políticos?


b) No período republicano apenas os patrícios possuíam direitos políticos. Por isso, os plebeus precisaram fazer reivindicações para conquistar direitos. Nessa luta, os plebeus conseguiram criar o cargo do "tribuno da plebe" a Lei das 12 Tabuas. Responda qual era a função desse cargo e o que a lei estabelecia.




4) O início da expansão romana sobre outros territórios teve início ainda na República e essa ampliação dos domínios romanos trouxe diferentes consequências para a sociedade romana. Para tentar resolver algumas consequências negativas foram tomadas uma série de medidas, como a dos Irmãos Graco. Baseado no que você leu nas páginas 181, 182, 183 e 184, responda.
Quais medidas foram pensadas pelos Irmãos Graco?




Leia as páginas 203, 204, 205, 206, 207, 208 e 209 - crise do Império Romano.
5) Por que os cristãos eram perseguidos pelos romanos?




6) Quais fatores internos explicam a queda do Império Romano?




7) Qual fator externo influenciou no fim do Império?




Leitura: Todo o capítulo 10
8) Como ocorreu a entrada dos povos germânicos no Império?



sábado, 16 de novembro de 2013

Estudo para AVII

Olá
Nossas últimas aulas foram sobre o Império Romano e logo na primeira aula sobre o capítulo 9 coloquei um bom resumo no quadro para ajudá-los na hora de estudar para a prova. Leia-o.

Conteúdo da prova
Cap. 9: Roma: uma potência imperial (pág. 192-209)

Roma: uma potência imperial

O início do Império Romano coincide com a Pax Romana. O primeiro imperador romano foi Otávio, ele governou de 27 a. C. a 14 d. C. A Pax Romana, por sua vez, teve início no mesmo ano que começou o governo de Otávio, em 27 d. C e duraria até 180 d. C. Esses 153 anos são chamados de paz romana (27 d.C a 180 d.C), porque as guerras de conquista chegavam ao fim e não havia ameaças de revoltas internas ou forças estrangeiras que ameaçassem o Império Romano. (Vejam novamente o mapa da pág. 204 para ver a extensão do Império) Roma e seus domínios tiveram diversos imperadores ao longo de toda sua história, Otávio foi apenas o primeiro.
Quando a conquista estava garantida nas outras regiões os romanos levaram não apenas a sua cultura, mas também a sua língua e suas instituições. Lembrem-se que o latim, utilizado para a língua e escrita dos romanos foi levado para todas as regiões. Aliás, o latim deu origem à nossa língua, o português. Os romanos desenvolveram também o Direito; a base do nosso Direito hoje foi o desenvolvido pelos romanos, ao longo do tempo, ele passou por diversas adaptações. O latim e o Direito foram apenas duas das principais contribuições culturais dos romanos para o nosso mundo atualmente.
De que forma foi feita a expansão romana? O Império Romano foi formado a partir de muitas guerras. Estabelecido o domínio romano as propriedades agrícolas passavam a utilizar a mão de obra escrava. Roma cobrava impostos pelos produtos produzidos e isto criava uma fonte de dinheiro para o Império a partir da produção e do comércio desses produtos. Estes recursos eram utilizados para pagar funcionário que administravam o império e para formar o exército para se defender e garantir a posse sobre os domínios.
No entanto, a expansão romana atingiu seu limite máximo e neste momento, começaram a aparecer sinais que indicavam para uma provável extinção do império. Com o fim da expansão, as lavouras não recebiam mais novos escravos. Com a diminuição do número de pessoas no campo, a produção agrícola foi reduzida e por causa disso, a arrecadação dos tributos cobrados por Roma também sofreu redução porque havia menos produtos disponíveis.
Apesar da menor arrecadação, Roma resolveu aumentar os impostos porque revoltas dentro do próprio império começavam a acontecer e, além disso, alguns povos germânicos começavam a guerrear nas fronteiras do império. O aumento de impostos era destinado para a formação e manutenção dos exércitos. Não podemos esquecer que o surgimento do cristianismo e o Império Romano são da mesma época. O cristianismo era uma religião que questionava o poder do próprio imperador romano por defender que o imperador não era um deus e que a religião de Roma deveria ser monoteísta e não politeísta.
 Os imperadores romanos tentaram resolver os problemas existentes tomando diferentes medidas. O imperador Diocleciano acreditava que o império tinha muitos problemas por causa do seu tamanho, por isso, resolveu dividi-lo em Ocidente e Oriente. Porém, após a sua morte, essa divisão foi desfeita.
No ano de 313 d.C. o imperador Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão. Parar de perseguir os cristãos era menos um problema para o imperador romano, a partir desse momento, quando cada pessoa poderia adotar a religião que quisesse. Além de assinar esse documento, Constantino incentivou o comércio na parte oriental do império, principalmente, na região da cidade de Constantinopla, para tentar resolver os problemas econômicos do império.
O imperador Teodósio governou de 369 a 395 d. C. foi mais longe do que Constantino com relação à religião. Ele mesmo se converteu ao cristianismo e, com isso, todo o Império passou a praticar a religião cristã e a antiga religião politeísta foi proibida. O Império Romano passou a ter uma religião oficial. Além disso, Teodósio dividiu novamente o império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.
Apesar de todas essas medidas, o império já não tinha mais forças. Pouco tempo depois, em 476 d.C, o imperador Rômulo Augusto foi retirado do poder por um dos povos germânicos que ameaçavam o império: o povo hérulo. Como mostrei na página 216, havia vários povos germânicos que se deslocavam em direção ao império, alguns se mantiveram dentro dos limites dos domínios romanos sem guerrear contra o império. Porém, outros povos não eram tão pacíficos e invadiam o império através da guerra.
Não se esqueçam da política do pão e circo. O Coliseu era o local aonde as pessoas iam para se divertir assistindo as lutas dos gladiadores, mas também lá, os espectadores recebiam pão. Em um contexto de alta de preços por causa da diminuição da produção agrícola
.
Cronologia
313 d.C.: Constantino concedeu liberdade religiosa aos cristãos quando assinou o Édito de Milão
369 a 395 d.C Teodósio: conversão para o cristianismo. A nova religião se torna a religião oficial de todo o Império.
Divisão do império em Império Romano Ocidental com capital em Roma e Império Romano Oriental, com capital em Constantinopla.

476 d.C.: fim do Império Romano Ocidental.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estudo Dirigido

Meninos e Meninas,
escreverei nesse post o que é essencial saber para a prova na quinta.

Matéria da prova
Capítulo 8 - das comunidades primitivas à República (páginas 170-189)

Nas nossas aulas sobre Roma sempre mencionei que a sociedade romana no período que estamos estudando era patriarcal, inclusive, lemos um trecho em aula para deixar bem claro o que o termo significava. Quando dizemos que a família romana é patriarcal deseja-se afirmar que as famílias eram controladas pelos homens, principalmente os mais velhos. Por causa desse fato, os pais tinham grande controle sobre a vida dos seus familiares. Eles podiam até decidir diferentes aspectos sobre o futuro de seus filhos. Revisitem a página 174 e 175.

Em todas as aulas lembrei vocês sobre os principais grupos sociais de Roma: os patrícios e os plebeus.
Os patrícios formavam a aristocracia rural. Pessoas ricas que dominaram as terras que antes eram comunitárias, transformando-as em propriedade particular.
Os plebeus eram pessoas comuns, aquelas que não pertenciam a nenhuma família importante, eram os camponeses, os artesãos, dentre outros. Por muito tempo os plebeus não podiam participar da política, ou seja, não tinham direitos políticos.

Não se esqueçam dos clientes. Os clientes eram plebeus dependentes dos patrícios, pessoas que os serviam em troca de proteção e sustento. 
Isto está na página 177. Confiram!

Política na Monarquia
Essa parte é difícil (e chata!). Mais de uma vez chamei a atenção de todos para a forma como era organizada a política no período da Monarquia, quando Roma era governada por reis. 
O poder era dividido entre o Rei, o Senado e as Assembleias. 

Rei - maior chefe militar, religioso e juiz.
Senado - composto pelos chefes das principais famílias patrícias
                O Senado tinha o poder de vetar certas decisões do rei, desde que ela fosse contrárias à leis ou costumes romanos.
Assembleia - ocupado por patrícios e clientes.

Podemos afirmar então que o rei não tinha plenos poderes para decidir de acordo somente com as suas vontades. O Senado era um meio de limitar o poder monárquico.

Leiam a página 178 - "A política"

República
Mesmo com um possível controle do Senado mencionado há pouco, os patrícios não estavam satisfeitos com o grande poder que os reis possuíam e, com isso, estabeleceram a República, eliminando o rei.  

Na República a administração cabia aos cônsules e era função deles também comandar o exército.
O Senado continuou existindo e era ocupado apenas pelos patrícios. Por outro lado, as Assembleias passaram a aceitar também os patrícios. 
Cabia ao Senado propor lei, aprovar decisões das Assembleias e opinar sobre questões financeiras e sobre a política externa.
A participação política de patrícios e plebeus ocorria de modo diferente. Os patrícios poderiam se candidato e votar nos magistrados e senadores. Porém, os plebeus podiam apenas votar, jamais se candidatar.
Estudem bem o quadro da página 180 e leiam o trechinho da página 181.

Expansão Romana
Esse assunto faz parte de todos os demais a partir daqui. Tudo o que foi conversado surge a partir da expansão dos domínios de Roma.
A expansão territorial foi decisiva na transformação da sociedade romana e um dos principais fatores que explicam esse avanço é a falta de terras.
Cronologia da Expansão
século III - península Itálica (Itália)
século II - Cártago, Península Ibéria e Ásia Menor
século I - Gália e Egito

(Não se preocupem em decorar isso. É só para vocês saberem)

Nesse processo de expansão algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, enquanto outras foram submetidas ao poder romano, passaram a pagar impostos e fornecer escravos. 

Podemos apontar as seguinte consequências sobre a expansão romana:
a) reforço das desigualdades sociais e a tentativa de reduzi-las através da leis dos Irmãos Graco. 
b) aumento do escravidão.
c) maior poder para os generais romanos e a criação dos triunviratos.

a) reforço das desigualdades sociais e a tentativa de reduzi-las através da leis dos Irmãos Graco.
(páginas 183 e 184)
A expansão dos domínios foi muito benéfica para o Estado romano que passou a receber tributos de diferentes regiões e para os patrícios que obtiveram mais terras. Porém, as pessoas comuns e mais pobres viram a sua qualidade de vida piorar. Os camponeses, muitas vezes convocados para fazer parte do exército romano, eram obrigados a deixarem suas plantações para guerrearem em outros lugares. Quando retornavam e coloca os seus produtos a venda tinham que conviver com a forte concorrência com os demais produtos vindos das regiões dominadas por Roma.

Para tentar diminuir as desigualdades reforçadas a partir da expansão, dois plebeus - os Irmãos Graco, elaboraram a Lei Agrária e a Lei do Trigo.
Lei Agrária: redistribuía e limitava o tamanho das propriedades entre agricultores empobrecidos
Lei do Trigo: reduzia o preço do trigo para garantir o acesso.

b) aumento do escravidão 
(páginas 185 e 186)
A escravidão está totalmente associada ao processo de expansão romano. Várias pessoas que tornaram-se escravas eram guerreiras, soldados derrotadas em batalhas. É fundamental que vocês entendam que a escravidão é violenta em qualquer tempo e lugar. No entanto, nessa época, o escravo possuía uma série de conhecimentos, direitos e algum grau de liberdade. Isso não quer dizer que não houvessem revoltas escravas, como a de Espártaco.

c) maior poder para os generais romanos e a criação dos triunviratos
(páginas 184 a partir do 3° parágrafo e página 186)
A criação dos triunviratos e o aumento do poder dos generais romanos gerada pela reforma militar também estão relacionados à expansão romana. 
A reforma militar estabeleceu duas medidas: em uma criou-se o exército permanente romano e na outra, ficou decidido que o Estado romano pagaria os seus soldados. Por causa desses medidas o exército passou a atrair também camponeses empobrecidos, pois a força militar tornou-se um meio de obter sustento. Além disso, esses novos soldados eram mais fieis aos seus generais do que ao Estado. Este fato aumento o poder político dos comandantes já que eles eram os responsáveis pelo controle do exército e pela expansão.

A partir do aumento de poder dos generais e do crescimento dos territórios controlados pelos romanos, o Senado criou o triunvirato, trata-se de uma divisão de domínios em três partes concedida a três generais diferentes.

Destaquei o triunvirato de Júlio César, Crasso e Pompeu.
Júlio César foi responsável por ampliar os domínios romanos e ocupou diferentes cargos romanos ao mesmo tempo. Ele foi responsável também pela distribuição de terras aos ex-combatentes, expandiu a cidadania para outras províncias e realizou diversas obras em Roma. Por isso, a população apoiava Júlio César. Quem não gostava do general eram os patrícios, pois consideram o comandante romano uma pessoa que centralizava os poderes, desagradando os senadores patrícios.
Houve também o triunvirato de Marco Antônio e Caio Otávio e Lépido.


Estudem
Até mais!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Capítulo 8 - continuação

Expansão territorial
Podemos entender a expansão de Roma como a expansão de poder da cidade. Nesse processo, Roma dominou outras cidades que até então eram livres. Se no século V a.C. o exército era formado apenas para defender a cidade de eventuais invasores, com o início da expansão as forças militares passaram a ser permanentes. Os romanos levaram cerca de 300 anos, entre os séculos III e I a.C., para dominar toda a região que faz parte hoje da Itália, grande parte da Europa, algumas regiões do Oriente Médio e algumas regiões do norte da África. Essas conquistas trouxeram profundas mudanças para a sociedade romana.
Nesse processo expansão, algumas cidades tornaram-se aliadas de Roma, outras foram dominadas e nomeados representantes romanos para governa-las.

A sociedade e a economia romana após as conquistas
A expansão do domínio romano foi muito benéfica para o Estado romano, que passou a receber além de impostos de outras regiões terras de outras localidades e para os patrícios. No entanto, os benefícios da ampliação do poder romano ficaram restritos aos patrícios. Com relação à distribuição de terras deve-se destacar que a maior quantidade de terras disponíveis não significou maior acesso à terra pelos plebeus. Ao contrário, os patrícios, que ocupavam os principais cargos do governo, distribuíam as terras entre si. 
Para o pequeno comerciante a dominação romana também não foi positiva, pois era muito comum que essas pessoas se vissem obrigadas a fazer parte do exército romano e sair em batalhas, enquanto as suas próprias plantações eram deixadas de lado. Além disso, Roma passou a receber muitos produtos de diferentes regiões, o que fez com que os produtos locais tivessem que concorrer com os produtos que não eram romanos.

Reformas sociais  e a crise na República romana
As reformas sociais elaboradas pelos Irmãos Graco tinham por objetivo reduzir as desigualdades cada vez maiores após as conquistas. Duas leis foram elaboradas e colocadas em prática por um curto período de tempo.
Lei Agrária: objetivo de redistribuir terras conquistadas entre agricultores empobrecidos e fixar limites no tamanho das propriedades.
Lei do Trigo: objetivo de garantir o acesso ao trigo através da redução de preço do produto.

As reformas foram feitas por pouco tempo, pois os patrícios não estavam interessados que essas leis fossem postas em prática e, por isso, tramaram o assassinato dos Irmãos Graco, idealizadores das leis.


Outro problema surgido a partir da dominação romana foi a necessidade da criação de uma boa administração das regiões conquistadas. Para solucionar essa questão foi posta em prática uma reforma militar. As medidas tomadas nessa reforma foi a criação de um exército permanente e pago pelo próprio Estado. Esta nova realidade atraiu muitas pessoas empobrecidas porque a partir desse momento, entrar no exército era possibilidade de garantir o próprio sustento e obter talvez terras saqueadas. Porém, o que era para ser uma solução tornou-se também um problema porque os soldados tornaram-se muito mais fiéis aos seus generais, o que aumentou o poder e influência política destes.

Triunviratos
Como consequência do aumento da influência política dos generais e diante do aumento constante dos territórios dominados por Roma, o Senado se viu forçado a criar os triunviratos, um sistema que divida diversos regiões dominadas em três partes, cada uma controlada por general.

É importante destacarmos o triunvirato de Júlio César, Pompeu e Crasso. Júlio César ampliou as conquistas romanas dominando o Egito e a região que hoje corresponde a França, realizou obras de infra-estrutura e de administração pública, distribuiu terras para ex-combatentes e ampliou a cidadania romana para outras províncias. Todas essas medidas fizeram com que a população apoiassem Júlio César. No entanto, o Senado não estava satisfeito com a concentração de poder em torno dele e tramou o seu assassinato.



Bons estudos!!!