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Lembrem: estudem sobre o capítulo 1 e 2
Obs: Como não sei o que vai ser cobrado na avaliação, teremos que ver tudo nos capítulos.
Infelizmente, gostaria de pedir para vocês lerem o capítulo 1 e 2 todo.
No capítulo 1, estudamos o período Paleolítico. Agora, no capítulo 2, estudaremos o período seguinte, denominado de Neolítico. É nesse momento que a humanidade forma as primeiras pequenas cidades e aprende a realizar a agricultura.
O primeiro ponto que vimos no capítulo foi a Revolução Agrícola. Em resumo, podemos dizer que com essa revolução os homens aprenderam como fazer a agricultura. É por isso que muitos grupos humanos deixaram de ser apenas coletores e passaram a ser cultivadores. Isso quer dizer que alguns deixaram de ser nômades e se fixaram em uma determinada região, sedentarizando-se.
(Essas duas palavrinhas em negrito são muito importantes. Case tenham esquecido, olhem no livro ou no dicionário!)
O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: aumenta a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos.
Os primeiros registros de agricultura aparecem em uma região chamada de Crescente Fértil. No livro, há um mapa que mostra essa localidade na página 56. O Crescente Fértil está localizado na região que compreende onde hoje estão países como o Irã, Iraque, Israel, Síria, Líbano, parte da Turquia e do Egito. Ou seja, o Oriente Médio.
Técnicas agrícolas
Os homens passaram a fazer uso de ferramentas e de técnicas agrícolas para aprimorar a agricultura. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Além disso, diversos animais passaram a ser domesticados e criados pelo homens tanto para o uso na alimentação, como para a agricultura. Logo, a criação de animais garante maior disponibilidade de alimentos e podem ser utilizados de diferentes maneiras, pois as peles podem ser utilizadas como vestimenta, os osso são transformados em ferramentas, o estrume como adubo e, finalmente, a sua força é aproveitada para puxar os arados.
Da Aldeia para as Cidades
Além de contribuir para a sedentarização e aumentar a quantidade de alimentos disponíveis a agricultura torna possível o crescimento população. Com isso, surgem as cidades. A partir desse acontecimento torna-se necessária a divisão das tarefas, ou melhor, a separação das atividade através da divisão do trabalho. Ao mesmo tempo que nascem as cidades cresce a necessidade também da administração. É nesse momento que surgem os reis, os sacerdotes e os guerreiros. Lembrem-se que a Revolução Agrícola não foi simultânea, ao contrário, ela aconteceu em diferentes momentos, por isso que existem grupos humanos que permaneceram no nomadismo e outros tornaram-se semi-nômades. Não foram raros os grupos nômades atacarem grupos sedentários em busca de comida. Isto criou a necessidade de existirem guerreiros para defender as pequenas cidades e de reis responsáveis por organizar a defesa.
Os reis eram escolhidos pela própria comunidade para chefiar as guerras e as cerimônias religiosas. Os sacerdotes, por sua vez, eram vistos como intermediadores entre os deuses e as pessoas. Com o passar do tempo, os reis começam a ser vistos como representantes do deuses e os sacerdotes são as pessoas mais próximas deles. Tanto um, quanto outro recebem impostos da população em bens e alimentos. Para armazená-los foram construídos salões que eram ao mesmo tempo palácio do rei, templo religioso e celeiro. Com o crescimento das cidades, muitas das atividades que eram realizadas dentro dos palácios pelos sacerdotes, como a fiscalização do trabalho agrícola, a aplicação da justiça, os pagamentos e empréstimos passam a ser realizados fora do templo.
Crescimento das trocas comerciais e especialização do trabalho
Com a divisão do trabalho ocorre a especialização, o que quer dizer que cada um exerce apenas uma atividade. Isso contribuí para a produção de um excedente, ou seja, produz mais do que o necessário para o grupo. Esse excedente será utilizado em trocas comerciais para obter aquilo que o grupo não possuí. Não se esqueçam que o comércio não é feito com moedas nessa época, havia uma troca de mercadorias. Através do comércio de longa distância eram obtidos produtos raros como o sílex e a obsidiana. Esses dois produtos são rochas afiadas e eram muito utilizadas nas armas porque tornavam a caça mais eficiente.
Idade dos Metais
Lembrem-se da linha do tempo que fizemos em sala. Ela será muito útil para vocês visualizarem o processo de utilização dos metais. Farei em cronologia.
7.000 a.C. a 3.000 a.C - maior controle sobre o fogo, possibilitando a descoberta da metalurgia.
3.500 a.C a 1.000 a. C - melhoramentos nas técnicas de metalurgia e difusão dessas técnicas.
3.000 a. C a 2.000 a.C. - aprendizado da mistura do cobre com estanho resultando no cobre. Mais resistente.
1.200 a. C - surgimento da metalurgia do ferro. Utilizado na fabricação de armas mais resistentes.
Por meio do domínio das armas de ferro e o uso da cavalos inicia-se uma era de muitos conflitos em busca de solos férteis e dominação de cidades para manutenção dos grupos humanos.
A África entre 10.000 a. C. e 4.000 a. C.
Acredita-se que houve uma migração contrária, vinda do Oriente Média para a África. Esse hipótese é sustentada pelo fato de que existem fósseis em sítios arqueológicos africanos que demonstram um domínios de técnicas e restos animais não registrados antes da saída do homem no continente africano do continente. É provável que esses animais foram levados do Oriente Médio para a África.
No momento que estamos estudando, o deserto do Saara era bem menor do que hoje e, inclusive, era possível a prática de agricultura antes da intensa desertificação. Por causa da boa quantidade de recursos naturais surgiram pequenas aldeias que praticavam a pesca, a caça e a coleta. Além disso, existem vestígios de atividade agrícola. No entanto, com o processo de desertificação, aquelas sociedades foram empurradas para o sul do continente e para o leste, em direção ao rio Nilo.
Continua...