sábado, 19 de abril de 2014

Capítulo 2: Período Neolítico

Olá olá,
com esse post fechamos o conteúdo da AVII.
Lembrem: estudem sobre o capítulo 1 e 2
Obs: Como não sei o que vai ser cobrado na avaliação, teremos que ver tudo nos capítulos.
Infelizmente, gostaria de pedir para vocês lerem o capítulo 1 e 2 todo.


No capítulo 1, estudamos o período Paleolítico. Agora, no capítulo 2, estudaremos o período seguinte, denominado de Neolítico. É nesse momento que a humanidade forma as primeiras pequenas cidades e aprende a realizar a agricultura.  

O primeiro ponto que vimos no capítulo foi a Revolução Agrícola. Em resumo, podemos dizer que com essa revolução os homens aprenderam como fazer a agricultura. É por isso que muitos grupos humanos deixaram de ser apenas coletores e passaram a ser cultivadores. Isso quer dizer que alguns deixaram de ser nômades e se fixaram em uma determinada região, sedentarizando-se.

(Essas duas palavrinhas em negrito são muito importantes. Case tenham esquecido, olhem no livro ou no dicionário!)

O aprendizado da agricultura traz duas importantes consequências para os grupos humanos: aumenta a quantidade de alimentos para o grupo e diminui a necessidade de deslocamentos no território. Por isso, é possível afirmar que a agricultura ajuda na sedentarização dos grupos humanos.

Os primeiros registros de agricultura aparecem em uma região chamada de Crescente Fértil. No livro, há um mapa que mostra essa localidade na página 56. O Crescente Fértil está localizado na região que compreende onde hoje estão países como o Irã, Iraque, Israel, Síria, Líbano, parte da Turquia e do Egito. Ou seja, o Oriente Médio.

Técnicas agrícolas
Os homens passaram a fazer uso de ferramentas e de técnicas agrícolas para aprimorar a agricultura. Por exemplo, forma construídos arados para revolver a terra, os solos passaram a ser irrigados e os adubos foram utilizados para manter os nutrientes da terra e a produtividade da terra. Além disso, diversos animais passaram a ser domesticados e criados pelo homens tanto para o uso na alimentação, como para a agricultura. Logo, a criação de animais garante maior disponibilidade de alimentos e podem ser utilizados de diferentes maneiras, pois as peles podem ser utilizadas como vestimenta, os osso são transformados em ferramentas, o estrume como adubo e, finalmente, a sua força é aproveitada para puxar os arados.

Da Aldeia para as Cidades
     Além de contribuir para a sedentarização e aumentar a quantidade de alimentos disponíveis a agricultura torna possível o crescimento população. Com isso, surgem as cidades. A partir desse acontecimento torna-se necessária a divisão das tarefas, ou melhor, a separação das atividade através da divisão do trabalho. Ao mesmo tempo que nascem as cidades cresce a necessidade também da administração. É nesse momento que surgem os reis, os sacerdotes e os guerreiros. Lembrem-se que a Revolução Agrícola não foi simultânea, ao contrário, ela aconteceu em diferentes momentos, por isso que existem grupos humanos que permaneceram no nomadismo e outros tornaram-se semi-nômades. Não foram raros os grupos nômades atacarem grupos sedentários em busca de comida. Isto criou a necessidade de existirem guerreiros para defender as pequenas cidades e de reis  responsáveis por organizar a defesa.
     Os reis eram escolhidos pela própria comunidade para chefiar as guerras e as cerimônias religiosas. Os sacerdotes, por sua vez, eram vistos como intermediadores entre os deuses e as pessoas. Com o passar do tempo, os reis começam a ser vistos como representantes do deuses e os sacerdotes são as pessoas mais próximas deles. Tanto um, quanto outro recebem impostos da população em bens e alimentos. Para armazená-los foram construídos salões que eram ao mesmo tempo palácio do rei, templo religioso e celeiro. Com o crescimento das cidades, muitas das atividades que eram realizadas dentro dos palácios pelos sacerdotes, como a fiscalização do trabalho agrícola, a aplicação da justiça, os pagamentos e empréstimos passam a ser realizados fora do templo.  

Crescimento das trocas comerciais e especialização do trabalho
Com a divisão do trabalho ocorre a especialização, o que quer dizer que cada um exerce apenas uma atividade. Isso contribuí para a produção de um excedente, ou seja, produz mais do que o necessário para o grupo. Esse excedente será utilizado em trocas comerciais para obter aquilo que o grupo não possuí. Não se esqueçam que o comércio não é feito com moedas nessa época, havia uma troca de mercadorias. Através do comércio de longa distância eram obtidos produtos raros como o sílex e a obsidiana. Esses dois produtos são rochas afiadas e eram muito utilizadas nas armas porque tornavam a caça mais eficiente.

Idade dos Metais
Lembrem-se da linha do tempo que fizemos em sala. Ela será muito útil para vocês visualizarem o processo de utilização dos metais. Farei em cronologia.

7.000 a.C. a 3.000 a.C - maior controle sobre o fogo, possibilitando a descoberta da metalurgia.
3.500 a.C a 1.000 a. C - melhoramentos nas técnicas de metalurgia e difusão dessas técnicas.
3.000 a. C a 2.000 a.C. - aprendizado da mistura do cobre com estanho resultando no cobre. Mais resistente.
1.200 a. C - surgimento da metalurgia do ferro. Utilizado na fabricação de armas mais resistentes.

Por meio do domínio das armas de ferro e o uso da cavalos inicia-se uma era de muitos conflitos em busca de solos férteis e dominação de cidades para manutenção dos grupos humanos.

A África entre 10.000 a. C. e 4.000 a. C.
     Acredita-se que houve uma migração contrária, vinda do Oriente Média para a África. Esse hipótese é sustentada pelo fato de que existem fósseis em sítios arqueológicos africanos que demonstram um domínios de técnicas e restos animais não registrados antes da saída do homem no continente africano do continente. É provável que esses animais foram levados do Oriente Médio para a África. 
No momento que estamos estudando, o deserto do Saara era bem menor do que hoje e, inclusive, era possível a prática de agricultura antes da intensa desertificação. Por causa da boa quantidade de recursos naturais surgiram pequenas aldeias que praticavam a pesca, a caça e a coleta. Além disso, existem vestígios de atividade agrícola. No entanto, com o processo de desertificação, aquelas sociedades foram empurradas para o sul do continente e para o leste, em direção ao rio Nilo. 


Continua...

sábado, 5 de abril de 2014

Capítulo 1

Olá pessoal
Na nossa última aula vimos parte do capítulo 1: "As origens da espécie humana". Na aula anterior, conversamos sobre parte dele e na semana passada colocamo no caderno o que havíamos conversado na semana retrasada. Agora estou colocando o capítulo inteiro, até algumas coisas que faltaram para fechar o capítulo. Na nossa próxima aula comentaremos rapidamente o que falta e entraremos no cap. 2.
Vamos lá!

Nesse capítulos estamos estudando como surgiu a espécie humana e como é possível obter informações sobre uma época tão distante da nossa. Para isso, mostrei que existem dois modos de explicar a existência de vida na Terra: há pensamento criacionista e o evolucionista. O criacionismo defende que Deus criou tudo e todas as espécies do jeito que elas são hoje. Por outro lado, os evolucionistas argumentam que as espécies passaram por transformações ao longo de milhões de anos até se tornarem como são hoje. Além disso, a seleção natural (ideia criada por Charles Darwin) contribuiu para as transformações das espécies. De acordo com essa ideia, apenas os animais mais bem adaptados ao meio ambiente conseguem sobreviver e procriar. 

A Arqueologia e o estudo da Pré-História
O período que compreende a Pré-História corresponde ao surgimento dos primeiros hominídeos (são seres humanos modernos seus parentes mais próximos) há 4,4 milhões de anos até o surgimento da escrita, por volta de 3.500 a.C. Em sala, vimos apenas alguns desses hominídeos. No entanto, existem vários outros e os Homo sapiens sobreviveram.

Estudo da Pré-História
Esse época da História é muito mais estuda por paleontólogos e arqueólogos. Os primeiros são responsáveis por pesquisar em escavações, buscando vestígios materiais ou mesmo restos mortais. Paleontólogos, por sua vez, pesquisam resquícios de animais e vegetais. Os locais onde são achados os vestígios materiais são os sítios arqueológicos.
Não se esqueçam de estudar sobre os fósseis nas páginas 38 e 39.

Nossa origem africana
Os vestígios mais antigos de existência humana são proveniente do continente africano, por isso, afirma se que nós surgimos na África. O Vale do Rift, localizado no lado oriental do continente concentra a maior quantidade de vestígios da humanidade em diferentes estágios da evolução da espécie porque possuí uma grande quantidade de sítios arqueológicos.  

Diversidade da espécie Homo
Existe uma diversidade muito grande com relação a espécia do Homo. No entanto, veremos apenas quatro tipo. São eles:
Homo habilis: viveu há cerca de 2 milhões de anos. Foi o primeiro do gênero Homo e conseguiu desenvolver ferramentas.
Homo erectus: viveu há de cerca de 1,6 milhão a 200 mil anos. Acredita-se que esse gênero foi o primeiro a sair da África porque foram encontrados vestígios dessa espécie em outras regiões e porque o H. erectus possuí pernas maiores que favorecem a caminhada, conseguiu melhorar um pouco as ferramentas e conseguiu dominar o fogo.

O domínio do fogo foi importante porque ele foi utilizado de diferentes formas. O fogo era utilizado para o aquecimento, para espantar animais, mas um dos usos mais importantes era o cozimento da carne. Com a entrada da carne na dieta alimentar a espécie passa a ter mais nutrientes, ajudando no desenvolvimento. Por exemplo, a carne cozida é mais macia tornando as grandes mandíbulas desnecessárias. Portanto, houve uma evolução na espécie, diminuindo as mandíbulas e deixando maior espaço para o crescimento do cérebro.

Além disso outras mudanças também foram importante para o nosso desenvolvimento, como a estar na posição ereta (a bipedia) e a fabricação de armas. Acredita-se que no momento da caça os homens precisavam combinar estratégias para abater os animais, fato que favoreceu o desenvolvimento da comunicação. 

Homo neanderthalensis: Registros apontam para uma existência de 300 mil a 30 mil ano. Inclusive, conviveu com o Homo sapiens sapiens, surgido a 130 mil anos. É difícil explicar como o homem de Neanderthal desapareceu, a hipótese mais aceita é que neanderthais e homo sapiens se misturaram e, prevaleceram as características da espécie sapiens.

Pinturas misteriosas
As pinturas nas cavernas demonstram que o Homo sapiens foi (e é) capaz de observar e representar cenas do cotidiano e elementos da natureza. Não se sabe ao certo qual era o objetivos daquelas pessoas ao fazer representações nas paredes. Porém, existe a hipótese de que houvesse uma função mágica, pois pode ser que eles acreditassem que ao pintar essas algumas figuras seria garantido o sucesso de uma caça. Por outro lado, pode ter um objetivo de ensinar outras gerações a caçar.


Por enquanto é isso. 
Não deixem de estudar!